sábado, 24 de outubro de 2015

RUNning #9 - Entrevista Hermano Ferreira

Hoje não venho dizer parvoíces nem contaras minhas aventuras. Hoje venho apenas partilhar a entrevista do Hermano Ferreira à revista RUNning, edição nº 9, que costuma ser distribuída gratuitamente nas provas.

O que é que a entrevista tem de especial? Ler as palavras de quem é uma referência atualmente no atletismo português, sobre o os atletas portugueses são sujeitos financeiramente para poderem fazer uma carreira na "alta-competição".

Carregar para ler a revista.
Citações:

"Chamam-nos atletas profissionais, mas nós somos amadores. Há quem ainda ache que ganhamos como um jogador de futebol; mal sabem que muitos atletas ganham menos que o ordenado mínimo."

"No Sporting presto um serviço, passo recibos verdes àquela entidade - logo aí se vê que somos uma modalidade amadora."

"Houve quem me criticasse por estar a correr por 200 euros, mas eu também tenho contas para pagar."

"Em Portugal, temos de conseguir os mínimos sozinhos (financeiramente) que é o mais difícil. E se as coisas correm menos bem ainda se fazem comentários e exigências? Não pode ser."

Nem consigo expressar em palavras corretas o que acho sobre este assunto. Se fosse em outros países até meias lecas como eu poderiam almejar ter algum apoio para fazer atletismo. Em Portugal nem os melhores conseguem sobreviver. Enfim. Viva ao futebol que é a única coisa que interessa cá em Portugal. 


6 comentários:

  1. E depois vêem os intelectuais do sofá, que só sabem o que é Atletismo de 4 em 4 anos, ficarem muito ofendidos por não se ganharem as medalhas todas... Simultaneamente, idolatram meninos da bola que ganham do bom e do belo e em que muitos, a sua única especialidade é atirarem-se para o chão só com a proximidade do adversário...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tens toda a razão João. Eu sou adepto assumido do Benfica mas no fundo gosto é do futebol no seu todo. Mas cansa-me profundamente o futebol português e aos poucos tenho desligado do futebol a nível nacional. O futebol português, para mim, assemelha-se completamente às melhores produções de telenovelas na TVI.

      De resto nem vale a pena alongar, é qual e tal as tuas palavras João.

      Abraço

      Eliminar
  2. Não fossem uns prémiozitos nos GP quase todos os fim de semana, o que lhe pagam nem dava para comer. Infelizmente é uma realidade em quase todos os desportos cá no burgo, e mesmo no futebol é preciso não confundir as coisas ... tirando os 3 grandes (e nem todos os jogadores), e vá, um ou outro clube mais do cimo da tabela, todos os outros pagam salários que considero baixos para uma carreira tão curta, que te obriga a dedicação a 100% ...
    Abraço

    P.S. Gosto desta revista, no nr. anterior vinha com uma entrevista espectacular da Fernanda Ribeiro.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou de acordo contigo mesmo no que falas em relação ao futebol. O problema continua a ser o acompanhamento que é feito às modalidades extra-futebol...

      Sim eu também gosto bastante da revista, tem tido entrevistas bastante interessantes e essa da Fernanda Ribeiro só tenho uma palavra: respect! :)

      Abraço

      Eliminar
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  4. Não conhecia a revista (eu seeeiii, faço poucas provas e por vezes nem ligo ao que se passa à volta...) mas vou ver se despacho o maior numeros da dita de seguida.

    Pois esse assunto das modalidades "amadoras" e o futebois, e os que de 2 em 2 anos (embora europeus e mundiais não haja grande reboliço, afinal quase ninguém sabe que existem...) mandam bocas nem se apercebem do que se passa.

    O pior é que temos uma "imprensa especializada" que por vezes em vez de esclarecer apenas alimenta polémicas.

    Verdade seja dita que algumas posturas e declarações de alguns dirigientes, do COI por exemplo, ajuda ao linchamento publico quando os resultados não são os esperados (por quem?)

    A questão é que a cultura deportiva (vá, nem refiro a geral...) do português médio é tão baixa que algo ou alguém que alguma vez saia da mediocridade tem que, a partir daí, ser necessariamente sempre um vencedor crónico, e quando tal não acontece é o Carmo e Trindade que caiem.

    Mas não percebem nem querem perceber as condições em que a maior parte (todos ?) treinam...

    Enfim...boa posta.

    Abraço

    ResponderEliminar