domingo, 9 de dezembro de 2018

34º Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures" - Conclusão

Este artigo é um novo recorde. Vou falar sobre um evento que ocorreu há um mês. Na verdade até foi um evento no qual eu nem sequer estive presente. Estou a falar Festa do Atletismo 2018 de Loures e da entrega de prémios do 34º Troféu “Corrida das Coletividades do Concelho de Loures”.

Quem me acompanha sabe que na época passada foquei-me completamente no Troféu de Loures. Talvez até demais pois tive muitas vezes que abdicar de outras provas ou mesmo fazer provas em fins-de-semana seguidos (nada contra quem faz isso mas para mim não faz sentido). Mas acham que me arrependo? Claro que não.

Todas as provas tinham características diferentes, desafios diferentes e até auras diferentes. Foram corta-matos curtos, corta-matos longos, milhas (em cidade e em parque fechado), provas de estrada curtas, longas, com subidas loucas, com terra batida, enfim. Uma panóplia de experiências que desafia qualquer atleta que faça todas as provas.

Como o João Campos diz, a vida não é só corrida. O dia da Festa de Atletismo de Loures foi o dia do BarcampLx, um evento de IT do qual eu sou organizador e co-fundador. Era completamente impossível estar presente e para colmatar a minha presença pude contar com o Rui Martins e João Tomás, o diretor de equipa e presidente da Associação Vale Grande, respetivamente. O meu muito obrigado mais uma vez!

Já estou farto de escrever e só agora percebi que ainda não disse o porquê de ter de estar presente na entrega de prémios do Troféu de Loures. Graças à minha consistência no troféu, quer em relação à presença nas provas quer nos resultados, terminei em 1° lugar dos escalão sénior com 120 pontos. A diferença para o segundo lugar do pódio ainda foi de 51 pontos, o que apenas realça que o facto de ser consistente, por exemplo estar presente em todas as provas, é das coisas mais importantes nestes troféus.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Uma daquelas fotos que me vai ficar sempre na memória deste troféu...
Para terminar deixo aqui todas as provas do troféu e classificação, para poderem ver esta minha aventura ao longo da época 2017/2018:

    18º Circuito do Centenário da Cooperativa "A Sacavenense" - 7º classificado
    20º Corta-mato de Santo António dos Cavaleiros - 2º classificado
    4º Corta-mato do Catujal - 5º classificado
    7º Corta-mato do C.A. Vale de Figueira - 4º classificado
    20ª Milha Urbana de Moscavide - 4º classificado
    19ª Milha Urbana “Fonte das Almoínhas” - 4º classificado
    7ª Corrida “Rota do Queijo” de Lousa - 1º classificado
    7ª Corrida Bucelas Capital do Arinto - 2º classificado
    Rampa do Moinho 2018 - 2º classificado
    3ª Corrida Freguesia de Loures / Infantado - 1º classificado
    2ª Corrida das Festas de Loures - 10º classificado

Este ano os objetivos são outros por isso não devo participar em nenhum troféu. Objetivos mais ambiciosos me esperam!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Meia Maratona dos Descobrimentos 2018

Cada vez mais me convenço que uma das melhores formas de treinar e de nos transcendermos é treinar em prova. Aquele limite do "estou apenas a treinar..." mistura-se de uma forma perfeita com o factor psicológico de estarmos num ambiente competitivo. E no domingo não foi exceção.

São casados? Não? Então deixem-se estar quietos. Estou a brincar (ou não)! De sábado para domingo dormi umas 4/5 horas pois estive de volta de coisas relacionadas com o meu casamento e é óbvio que na manhã de domingo não estava propriamente bem tratado. O meu treinador tinha-me tinha dito para ir apenas treinar aos Descobrimentos (para me convencer disso ainda me pôs 30m + 8x1km no dia anterior...) e depois de tão poucas horas dormidas fiquei convencido que não podia arriscar a fazer a prova para competir.

Mesmo assim cheguei cedo a Belém, reuni-me com as tropas do Vale Grande e fiz um pouco do aquecimento com eles. Depois parti para 4km a um ritmo de 4:00/km por ordem do meu treinador. Situação caricata: só a certa altura desta parte do treino é que me apercebi que ia no meio da prova dos 10km! Digamos que deixei algumas pessoas confusas pois toda a gente sabia que eu ia à Meia Maratona.

A partida da prova foi tranquila. Demasiado tranquila até. Sabia que havia alguns atletas que iriam estar seguramente nos 5 primeiros lugares mas estava a estranhar aquele ritmo calmo. Mas sabia que estava numa meia e que mais tarde ou mais cedo alguém ia disparar. Dito e feito, aos 5km o grande grupo que seguia na frente abriu completamente e começou-se a separar o trigo do joio. Mesmo assim foi agradável ver no final que os 10 primeiros lugares foi abaixo da 1h14m. Como podem ver aqui e aqui, já fiz duas vezes abaixo da 1h14m e sempre nos primeiros 5 lugares. Portanto a prova está-se a tornar mais interessante para os atletas da frente, o que me agrada pois esta é sem dúvida a melhor Meia Maratona que Lisboa tem para oferecer.

O bom de ir a treinar numa prova é poder focar-me em apanhar um bom grupo para conseguir ir motivado. E se apanhei um bom grupo! Até aos ~12km fomos sempre um grupo agradável de 5/6 atletas (onde se incluía o meu colega de equipa Kikas que tentei puxar até ele ter uma quebra), em que íamos puxando o grupo à vez. Como ia só a treinar fui com gosto mais vezes para a frente para ajudar o pessoal que seguia no grupo.

Fonte: Fernanda Silva
Outra coisa fantástica foi ter energias para conseguir responder a quase todos os incentivos que fui recebendo ao longo da prova. E foram tantos... Acabei esta prova de coração cheio. Não me canso de agradecer o vosso apoio. Sou apenas um atleta que leva um hobbie demasiado a sério e o facto de receber a admiração e apoio de outras pessoas é soberbo. Obrigado!

Aos 13km já só seguia com mais dois atletas que viriam a ser a minha companhia até final da prova, o Pedro Machado e Rui Cabeças. Foram uma excelente companhia e até deu mesmo para conversar com o Pedro sobre os meus planos para o futuro. No meio disto ainda houve situações engraçadas tal como eu e o Pedro distrairmos-nos com a conversa e termos uma quebra no ritmo e o Rui não vai de modas e "manda-nos" calar e continuar a puxar! Nos últimos quilómetros o Rui que nos tinha pedido para o puxar ainda nos picou mais umas vezes para andarmos mais rápido!

Fonte: Diogo Baena
Deu para no final ainda apostar numa mudança de ritmo e acabar mais rápido e solto do que em qualquer treino. Terminei a meia maratona com 1h16m09s e mesmo assim ainda deu para um 14º lugar da geral e 10º do escalão.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Tenho tantos artigos para escrever que nem vos passa pela cabeça. Mas infelizmente (ou felizmente!) ando completamente sem tempo pois a vida pessoal e profissional consomem grande parte do meu tempo. Dar para treinar quase todos os dias já é uma sorte! Mas fiquem desse lado e continuem a acompanhar o meu cantinho que eu prometo não me esquecer de vocês!

Resultados: http://xistarca.pt/resultados/meia-maratona-dos-descobrimentos

domingo, 25 de novembro de 2018

Orgulho.

Num dia em que toda a gente estava preocupada com a black friday,  realizou-se a Gala do Desporto, Juventude e Cultura 2018 da Pontinha e Famões. Estão a ver os Laureus? Não tem nada a ver. Brincadeiras à parte, é gratificante viver numa cidade que reconhece aqueles que contribuem para o desporto dentro das suas fronteiras.

É já o 3º ano seguido que estou presente neste gala e verdade seja dita tem subido de qualidade. O que eu não contava era ser chamado ao palco para ser homenageado juntamente com o monstro das 48h europeu, o meu amigo Rui Martins.


Todos sabiam que eu ia ser homenageado menos eu. Mas para compensar o Rui Martins também não sabia que ele próprio ia ser chamado. O que vale é que isto já quase que é rotina para ele, não é amigo? Mas o melhor ainda estava para vir.


O que nem eu, nem o Rui Martins, nem o João Tomás (presidente da Associação Vale Grande) estávamos à espera, era de ouvir o nome do Vale Grande ser chamado uma segunda vez ao palco naquela noite. E porque foi chamado? O Grande Prémio do Vale Grande foi considerado a prova desportiva do ano da Freguesia. 

E isto sim foi motivo de orgulho. Foi uma prova que nos saiu do corpo, da cabeça, da família e dos amigos. E vê-la ser reconhecida perante tanta gente foi sem dúvida um ponto de orgulho. E uma coisa é certa. No próximo ano a prova vai ser ainda melhor. Esperem e vejam.

domingo, 18 de novembro de 2018

Corrida Dom Dinis 2018

Desde Fevereiro deste ano que não fazia uma prova de 10km. Sim leram bem. A minha última prova de 10km foi o GP do Atlântico. Fiz tantas provas a época passada mas todas eram de distâncias aleatórias por estar a disputar o Troféu de Loures. Os planos para este fim de semana na verdade tinham como objetivo a Meia Maratona de Abrantes mas como a vida não é só corrida, abortei Abrantes e pensei: e que tal ir a uma prova ao lado de casa e de distância mais curta? Porque não?

Claro que tive que convencer o meu treinador. Vá não foi assim tão difícil, simplesmente a condição foi não retirar carga nenhuma de treino e simplesmente esta prova substituiu um dia que seria de treino intervalado.

Existe uma frase que sempre gostei e ainda passei a levar mais a sério desde que entrei no mundo do atletismo: não há vencedores antecipados. Não vou estar com merdas. Muita gente pensou que eu ia ganhar ontem. Eu sempre acalmei os ânimos mas claro que o bichinho de poder vencer uma prova na minha terra era bastante forte. Foi por isso uma chapada bem forte quando cheguei à zona da partida e encontrei logo aquele que iria ser o vencedor: Bruno Lourenço. É óbvio que a minha expressão também se aplica a este caso, não há vencedores antecipados, mas mesmo assim...

O início da prova foi lento mas rapidamente decidi que não era dia para estar com modéstias. Segui para a frente da prova e quem quisesse vir atrás de mim, que viesse. Foram dois quilómetros sempre abaixo dos 3:20/km, sempre acompanhado de 2/3 atletas. A meio do 3º quilómetro a classificação da frente começou a desenhar-se. O Bruno puxou dos galões e foi para a frente da prova com uma força que eu ainda não tenho. Mas não me deixei esmorecer. Seguiram-se vários quilómetros sempre a dar tudo aquilo que tinha, apenas faltando aquele boost psicológico de ir acompanhado como aconteceu em Almeirim.

O Bruno continuava sempre no meu campo visual mas sentia que cada vez estava mais longe. Não posso deixar de realçar o fantástico apoio que tive após o retorno. Foi fantástico ouvir tanta a gente a puxar por mim e a gritar pelo nome. Obrigado! Mesmo as ruas de Odivelas tiveram mais gente a bater palmas (quer fosse pessoas na rua ou a ver dos prédios) do que qualquer outra prova em Lisboa. Fiquei muito satisfeito por ver isso. Pelo lado negativo, lá tinha de vir as minhas histórias de sempre nas provas de Odivelas: ao 8º quilómetro chego a um cruzamento com uma rua completamente cortada. Esquerda ou direita? Voluntários? Zero. Dei um berro para ver se alguém me ajudava e foram as imensas pessoas que estava nas janelas dos prédios que me disseram que era para a direita. Antes que digam só estou a dizer mal por dizer, fiquem sabendo que isto foi a primeira coisa que falei com a organização logo depois de cortar a meta.

O maior desafio ainda estava para vir: um quilómetro com 44 metros de desnível positivo. Escusado será dizer que cheguei a ver o meu relógio a ir para os 4:30/km e que mesmo assim o fiz com uma média de 4:03/km. À entrada do último quilómetro, foi a única vez que olhei para trás e percebi que estava à vontade. Ainda assim dei tudo o que ainda me restava mesmo com o massacre que tinha sido o quilómetro anterior.

Foi um 2º lugar da geral merecido com um tempo agradável tempo de 34m25s. É curioso perceber que sem aquele 9º quilómetro, poderia ter tirado mais de 30 segundos ao tempo final. É pena não ter subido ao pódio com o Bruno pois houve um erro da organização nas atribuição dos prémios mas que será retificado. Mesmo assim subi ao pódio com o grande Ricardo Silva como podem ver na foto em baixo.

Fonte: Ricardo Silva
Por último, não quero ser hipócrita e vou dizer o que sinto acerca desta prova em Odivelas. Esta corrida tinha como tema os anos 80. Tudo muito giro e tal mas alguém tem mesmo de me explicar como uma corrida que tem como nome um rei de Portugal, o que por si só já é um tema, tem temas como super heróis e anos 80. Sou sincero. Acho que é inadmissível fazerem isto com esta prova. Esta prova tinha tudo para se transformar numa corrida característica de Odivelas, Lisboa e arredores. Assim não passa de um baile de máscaras. Eu sei que estou a ferir susceptibilidades. Mas não ficava bem comigo mesmo se não expressa-se isto publicamente. Venha de lá esse ódio.

Resultados: Corrida Dom Dinis 2018

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Tiques e manias

Um gesto, uma forma de andar, uma postura, uma mania...todos temos temos algo que nos distingue. Isto é fácil de notar quando convivemos com uns com os outros diariamente. Na corrida acaba por não ser diferente. Por muito que não queiramos, existe ali algum pormenor na nossa maneira de correr ou na nossa maneira de encarar o treino que nos distingue dos demais.

Quem é que não gosta de fotógrafos nas provas? Duvido que venha alguém dizer que não gosta. É nestas fotos que podemos procurar algo que nos diferencia dos outros na corrida. Eu desde à umas provas para cá, que comecei a não precisar de procurar muito. Depois de reparares num tique, nunca mais deixas de reparar. 

Vamos a um exercício? Olhem para a imagem em baixo.


Adivinharam qual é o tique? Não, não é o facto de estar sempre com a boca aberta. Não sou nenhum robô, preciso de respirar. Agora expliquem-me: PARA ONDE RAIO É QUE EU ESTOU SEMPRE A APONTAR COM OS INDICADORES? A sério expliquem-me. É que desde que reparei nisto, mesmo em treino, quando dou por mim lá estou com os dedos esticados. E não consigo parar este tique!

Mas pronto fora isso acho que a coisa não é muito má. Tenho a mania de reparar em pormenores e apanha-se com muita coisa: pessoas a correr com o pescoço torto, com os braços encolhidos, com os braços demasiado soltos que parece que estão a dançar na discoteca, com os ombros encolhidos, aos saltinhos... podia continuar por mais 10 linhas.

E manias? Nem vale a pena repetir-me. Basta lerem este artigo: As coisas parvas que faço num final de um treino. Mas vamos a mais (parvas ou não):

  • Não faço um treino sem tomar café antes
  • Obedeço à famosa regra: ir à casa de banho antes de ir treinar (mesmo sem vontade)
  • Benzer-me antes de uma prova? (porquê?!)
  • Pensar em comidinha boa quando já estou a ficar saturado do treino
  • Nunca alongo depois de um treino
Tenho a certeza que me estou a esquecer de algumas... Mas digam-me vocês: quais os vossos tiques e manias?

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

32ª 20 KMs de Almeirim

Estamos no final de Outubro. Existem alguns atletas que já fizeram mais de 10 provas esta época. Eu para variar até ontem ainda não tinha feito nenhuma. Mas verdade seja dita: nem eu tinha noção das saudades que estava disto.

Eu e Almeirim tínhamos contas a ajustar. O ano passado fiz provavelmente a pior prova da minha curta carreira e foi talvez a única vez que tive realmente vontade de desistir. Foi a única vez em que passei a linha de meta e deitei-me no chão completamente rebentado. Este ano teria obrigatoriamente que ter uma desforra. E voltar a comer sopa da pedra que estas pernas não andam a ar.

Fonte: Luís Duarte Clara
Cheguei com o Rui Martins cedo a Almeirim e levantámos os dorsais da equipa sem confusão. Na altura de despir para equipar, o frio apertava que era uma coisa parva. Mas entre o frio e o calor que se sentia o ano passado, venha de lá esse frio. O problema era o vento...

Depois de um bom aquecimento, foi tempo de seguir para a partida. Já há muito tempo que não me sentia como uma sardinha em lata mas pronto, ossos do ofício. Partida dada e foi tempo de fazer alguns zigzags e colar-me a um grande um grupo que seguia na frente. Lentamente o grupo desfez-se: 2/3 atletas seguiram para a frente, um segundo grupo seguia atrás deles a bom ritmo e um terceiro grupo seguia mais atrás no qual eu me inseria.

Fonte: Luís Duarte Clara
Seguíamos nesta altura sempre abaixo dos 3:25/km. Sabia que era um ritmo perigoso pois ainda tínhamos muitos quilómetros pela frente e sabia que o meu ritmo final nunca seria aquele. Entre os 7/8 quilómetros saímos do centro de Almeirim e começou a verdadeira prova. Porquê? Porque embora seguíssemos com um declive praticamente nulo, tínhamos vento bastante forte vindo de frente.

Pensei sempre em não apostar em erros do passado mas desta vez não aguentei. Mesmo com o vento de frente, não aguentei estar muito tempo resguardado no grupo. Fiz uma manobra à direita e siga para a frente do grupo. Mesmo com vento de frente sentia-me bem e com força. Fui forçando o grupo, juntamente com outros atletas que se iam chegando à frente e juntos conseguimos apanhar o 2º grupo que seguia à nossa frente. Foi uma sensação excelente correr com tanta gente a um ritmo elevado.

Sempre com vento a soprar de frente, foram 3 kms a roçar os 3:40/km culminando num 12º quilómetro a 3:49/km na Ponte D. Luís I em que o vento (meio lateral) era tanto que a certa altura pensei que o dorsal fosse embora. Chegando ao ponto de retorno, demos a volta à rotunda e a palavra que mais se ouviu foi "fod*-se..." de alívio. Parecia que tinham desligado as colunas e de repente só ouvíamos silêncio: passado quase 13 kms tínhamos finalmente o vento estava a favor.

Fonte: Luís Duarte Clara
Seguiram-se uma sucessão de quilómetros muito rápidos (sempre abaixo dos 3:25/km) em que grupo se partiu por completo. Segui acompanhado com o Tiago Nuno e Luis Baço da União de Tomar e Vitória de Setúbal, respectivamente. Foram uma companhia espectacular, se não fossem eles nunca aqueles últimos quilómetros teriam tido um ritmo tão vivo e intenso. Quando já estávamos de volta ao centro de Almeirim consegui arrancar e afastar-me alguns metros. O Luis gritou-me para me dar força e seguir para um ritmo alucinante do último quilómetro (3:17/km depois de 20km...). Não iria ser ali que ia perder uma mera posição por pouca diferença que isso fizesse.

Foi uma sensação fantástica e até libertadora terminar esta prova com força e com vontade de ainda correr mais quilómetros se assim fosse necessário. Foi um 5º lugar da geral e do escalão muito saborosos, com um tempo final de 01h09m49s. Foram mais de 3 minutos a menos que o ano passado o que reflete bem a diferença física de um ano para o outro. Coletivamente, repetimos um excelente 2º lugar. Um ano destes o 1º lugar vai ser nosso!

E agora o que se segue? Esperem pelas novidades. Já muita gente sabe, só falta anunciar publicamente!

Resultados: 32ª 20 KMs de Almeirim

 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Grande Prémio Vale Grande - Está feito.

Eram cerca 13:30 de sexta. Eu e o Rui Martins estávamos finalmente sentados, calmos e a comer a nossa primeira refeição depois de muitas horas de trabalho. Ficámos uns segundos em silêncio e praticamente dissemos ao mesmo tempo: está feito.

Ninguém disse que era fácil mas também ninguém nos avisou que isto poderia dar tantos cabelos brancos. O ano passado, entregámos grande parte da organização à WeRun. Foi uma prova por estafetas, tivemos a sensação que os atletas gostaram mas no entanto não conseguimos ter a afluência que gostaríamos. Este ano propusemo-nos a voltar ao básico: uma prova de 10km com o objetivo de apelar à tradição bairrista. E com isso optámos por organizar grande parte da prova... sozinhos.

Não vos vou chatear com a quantidade de reuniões que houve, as dezenas e dezenas de telefonemas, as horas tiradas à família, os montes de reviravoltas que tivemos diariamente, as poucas horas dormidas no dia que antecedeu a prova, etc, etc. Alguns de vocês também já organizaram provas e sabem do que eu estou a falar.

O dia da prova foi uma autêntica aventura. E desde já aponto a nossa maior falha na organização: eu e o Rui Martins tentámos ter o controlo de tudo e pior, tentámos realmente fazer tudo. Tínhamos uma dezena de pessoas "famintas" para nos ajudar e chegou ao cumulo de estas pessoas não terem nada para fazer porque nós estávamos constantemente a correr para todo o lado para apagar todos os "fogos". Para o ano temos de saber delegar trabalho e assim não transparecer o que se vai passando para os atletas.



Incrivelmente conseguimos que a prova só começasse uns incríveis 3 minutos depois da hora. Então mas não deveria ter começado a horas, perguntam vocês? Claro que sim. A questão é que existiram tantos atrasos naquilo que estava planeado, tantas correrias de um lado para o outro (os nossos carros sofreram...), que quando percebemos que a prova ia começar sem um atraso significativo ficamos completamente aliviados.

Foi um sentimento de alegria enorme quando arrancamos de carro em frente do pelotão e vimos a quantidade de atletas que tinhamos a correr pelo bairro do Vale Grande. Foi um sentimento de alegria enorme ao ver a "nossa casa" cheia. Apesar dos 197 classificados finais, haviam mais de 200 atletas inscritos na corrida e se juntarmos com a caminhada, eram mais de 300 pessoas inscritas. Se no final de Agosto nos dissessem que no final iríamos ter mais de 300 inscritos, dizíamos que era uma brincadeira. Mas não foi e mesmo com as faltas de comparência normais, tivemos uma casa fantástica. Obrigado a todos!



O feedback de todos os atletas foi fantástico e percebemos que gostaram mesmo daquilo que preparáramos para eles. Desde a animação, o percurso (durinho...), o ambiente, as bifanas e cerveja no final, as massagens, os troféus para as equipas, os padrinhos (Miguel Carneiro e Naide Gomes), os prémios monetários, a quantidade de sinalização que o percurso tinha, entre outras coisas, deram um brilho à nossa prova que ficámos bastante satisfeitos ao ver que os atletas gostaram mesmo da manhã que passaram no nosso bairro. E pelo meio ainda doámos 500€ das inscrições para os Bombeiros Voluntários da Pontinha!

Não vos vou chatear mais. Houve mais coisas que correram mal mas a verdade é que a quantidade de coisas que correram bem foi infinitamente maior. Resta-me prestar a minha homenagem ao Rui Martins pois sem ele esta prova simplesmente não tinha existido. Acreditem quando vos digo que mais de metade do trabalho nesta organização foi dele. Foste incrível amigo, mesmo a recuperar de uma operação conseguiste organizar uma prova incrível para três centenas de pessoas. Eu e o presidente João Tomás fomos apenas uma ajuda. Mas olha: está feito. Venha a próxima.



Obrigado a todos os que nos ajudaram (um especial obrigado à equipa da Federação da Família para a Paz Mundial e Unificação pela presença e pela fantástica reportagem fotográfica), a todos os patrocinadores e a todos os atletas que estiveram presentes.

Um grande agradecimento especial também à Junta de Freguesia Pontinha/Famões e à Câmara Municipal de Odivelas. Sem o apoio destas entidades nada disto teria sido possível e até a mascote Dinis ajudou à festa! Estamos juntos na candidatura de Odivelas a Cidade Europeia do Desporto 2020!


Metam o dia 5 de Outubro de 2019 no vosso calendário. Vamos organizar a melhor prova Lisboa e arredores. Acreditem nisso.

Fotografias: RUN 4 FFWPU
Resultados: Grande Prémio Vale Grande 2018
















quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Global Energy Race 2018

Eu também tenho direito a férias está bem? Por isso podem já parar de me chatear, já estou de volta.

Sabem que eu não sou muito de provas em início de época. Faço uma ou outra mas nada de especial. Ainda se lembram dos meus 20km da Marginal? Claro que não mas não interessa. A recompensa de ter ficado em 3º lugar da geral foi um valor em inscrições em provas da Xistarca. E a primeira prova em que me inscrevi foi a Global Energy Race mas sempre com o objetivo de a fazer a treinar.

O ano passado tinha tido nesta prova a experiência de fazer a marcação dos 4:00/km. Este ano praticamente a prova só continuou igual no nome. Partiu no Rossio (era suposto ser na Avenida da Liberdade, obrigado taxistas) e acabou junto à Torre de Belém. Foi um percurso agradável, plano e rápido, mas para variar sem nenhuma emoção. As provas em Lisboa estão cada vez mais desinteressantes.

A Xistarca disponibilizou autocarros para levar os atletas da chegada para a partida, facto que provocou menos de 5 minutos de atraso no tiro de partida. Nada de anormal e os atletas foram avisados pelo speaker várias vezes o que levou a que não houvesse nenhuma espécie de revolta como é normal. Antes da partida fiz 5km a um ritmo moderado e sentia-me com força para enfrentar os 10km num ritmo de tempo run.

Sinceramente não há grande coisa a dizer sobre o meu desempenho. Foi um treino tranquilo, em que o ritmo foi sempre estável. Como sabia que estava apenas em treino, meti na cabeça que não me ia deixar levar pela competição e assim o fiz, utilizando apenas os outros atletas presentes apenas como motivação.

Fonte: A Natureza Ensina
O pormenor mais interessante foi o facto de ser a primeira vez que estive num ambiente de competição e o meu objetivo não era um ritmo pré-estabelecido. Sim, agora faço parte daqueles malucos que treinam pelo batimento cardíaco. O objetivo era entre 166bpm a 179bpm e acabei 177bpm de média, portanto objetivo atingido. Sobre o tipo de treino que ando a fazer, com o devido tempo irei fazer um artigo sobre isso. Acreditem, está a ser uma aventura do caraças.

Mesmo assim terminei em 18º da geral e 6º do escalão, com um tempo de 37m35s para os cerca de 10.4km. Não foi mau, mas existe muito para melhorar. Agora é continuar a treinar! Apenas um apontamento para a organização da Xistarca: estar 15/20 minutos à espera que alguém apareça no bengaleiro para nos dar a mala simplesmente não é admissível.

Antes de terminar, sabiam que na minha página de Facebook está a decorrer um passatempo? Podem ver mais informação em baixo! Fico à vossa espera no Grande Prémio do Vale Grande!

    

Resultados: Brevemente