sábado, 11 de janeiro de 2020

Campeonato Nacional de Estrada 2020

O ano passado por opção própria decido não estar presente no Campeonato Nacional de Estrada. Estava completamente focado no treino para a Maratona de Sevilha e sabia que uma prova assim me ia massacrar numa altura que estava a atingir o pico dos treinos longos. Mas esta época é diferente. Apontei para fazer uma maratona numa fase mais adiantada da época (e também para tentar não apanhar nenhuma gripe...), e assim este Campeonato Nacional apanhou-me mesmo no início dos treinos para a maratona.

Vocês sabem que eu gosto de ter competição. Gosto de ser desafiado, gosto de ser puxado ao limite e gosto de correr com os melhores. E para isso, em estrada, não há melhor que o Campeonato Nacional. Aqui é onde é separado o trigo do joio. Atletas como eu que fazem tempos que em algumas provas servem para ficar perto de vencer, aqui levam aquela chapada da realidade. Mas claro, sabem bem que eu sei bem em que posição estou face aos melhores. É por isso que sempre me designei como atleta amador.

A semana que antecedeu esta prova não foi a melhor. Para além de não ter tirado o pé do acelerador nos treinos, estive praticamente a semana toda em trabalho no estrangeiro, o que levou a poucas horas dormidas e mal dormidas por vezes (quando se gosta daquilo em que se trabalha, é assim), e ainda àquelas belas horas em viagens de avião que são ótimas para nos deixar as pernas num fanico. O que é certo é que de qualquer forma, apesar de estar algo preso, sentia-me bem fisicamente.

Fonte: Mário Sobral
 Alinhei na linha de partida no bloco da Elite 2. Eu nem sei como isto poderia ser melhorado, mas já não tinha uma partida assim há muito tempo (talvez desde que fiz a edição de 2018 deste mesmo Campeonato Nacional). Que confusão. Que perigo. Tantas quedas de atletas. E tanto tempo perdido a tentar correr num ritmo mais elevado, a subir passeios, a desviar-me de outros atletas, enfim. Depois de sairmos da zona do Jamor, foi quando finalmente pude correr livremente.

Como sempre neste tipo de provas, se há coisa que não falta é atletas à minha volta. E neste dia em especifico, por causa de uma saída com tanta gente, tinha também muitos atletas para ultrapassar. Foi autenticamente uma prova de trás (embora não estivesse num bloco atrás) para a frente.

Fonte: Mário Sobral
Os primeiros quilómetros foram feitos num bom andamento, o que me estava a deixar satisfeito. Sabia que podia estar a cometer um erro ao ir tão rápido na primeira parte da prova, pois a 2ª parte tinha bem mais inclinação, mas neste tipo de provas não se pode guardar energias: é dar tudo e pronto! 

Apesar da constipação estar quase curada, ainda sinto alguma desidratação extra e vontade de ingerir líquidos quando corro. E pela primeira vez numa prova, não consegui apanhar uma garrafa de água. Não sei se foi falha minha, ou se simplesmente deveria haver mais gente a entregar água. Mas a verdade é que naquele momento teria feito a diferença. Não quis estar a pedir a ninguém (sim fui parvo) e continuei.

A primeira grande subida chegou e a média desceu abruptamente. A força já não estava igual aos primeiros quilómetros, mas ainda havia muito sofrimento pela frente. Seguiram-se alguns quilómetros com uma inclinação mais favorável a ritmos mais altos (voltando a baixar dos 3:20/km), e acreditem ou não ainda continuava a ultrapassar alguns atletas. Contam-se pelos dedos de uma mão os atletas que me passaram. Se calhar tem de existir mais um bloco para os atletas da frente, e talvez possa evitar um pouco o que aconteceu na partida.

Chegou A subida da prova. Em 2018 já a tinha feito e por isso sabia que a mesma era feita basicamente à base de sofrimento. Dei tudo o que ainda restava, e como este ano a prova acabou fora do Estádio Nacional, praticamente acabámos a subir. Mal conseguia respirar quando parei de correr. Acabei a prova com um pico de 193bpm e a 4:09/km, face a uma média de 3:22/km durante a prova.

Ainda não sei a minha classificação mas pouco me importa face aos objetivos desta prova. O meu tempo final de 34m00s (ainda falta saber o oficial) deixa-me um sabor agridoce. Por um lado foi uma boa prestação e talvez acima das minha expectativas. Por outro lado, o meu tempo foi praticamente igual ao de 2018. A rever. O Vitória classificou-se como a 8ª melhor equipa a nível nacional. Ambicionava-mos mais, mas já foi um excelente resultado!

Daqui a duas semanas há mais. Até lá!

Resultados: Brevemente.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Análise Mund Manguitos

Eu sou adepto de minimalismo. Não gosto de ter muita coisa, e o que tenho saber que estou a fazer a melhor compra possível tendo em conta o orçamento. Mas claro, isto não se adapta ao atletismo. Calções, corsários, leggings, tshirts, camisolas, casacos, meias, perneiras, ... E ainda tanta coisa que faltava mencionar! E ainda bem que não pratico trail, se não a lista triplicava! Mas existe uma peça que nunca tive desde que corro: uns manguitos.


Eu já tenho estes manguitos no meu armário de material desde o Verão, e por isso estava bastante curioso para os usar. Logo no meu primeiro treino fiquei maravilhado pela versatilidade que me trouxeram. Eu gosto muito de usar singlets para treinar, principalmente para fazer séries. Agora com o frio a apertar, já pensava duas vezes em apenas usam uma singlet. Uns simples manguitos mudaram o caso de figura.

É óbvio que muito boa gente utiliza isto há anos! Mas para mim foi como descobrir a roda, mesmo sabendo que ela já existia. Nos últimos tempos tenho me dado ao luxo de treinar com temperaturas baixas, de singlet para ter liberdade de movimentos, mas com o apoio dos manguitos da Mund para não ter os braços completamente ao frio.


Apesar de apenas se venderem com tamanho único, adaptaram-se perfeitamente ao meu braço. Por terem um bom grau de compressão (calma, não é uma compressão como umas boas perneiras), podem ser um pouco chatos de vestir as primeiras vezes. Principalmente se tiverem princípios de OCD (Obsessive Compulsive Disorder) como eu e quiserem tudo alinhado e perfeitinho, sendo neste caso as letras que dizem MUND.

Como já indiquei em cima, tenho feitos treinos de séries com eles. Neste tipo de treinos o nosso corpo vai ao limite, aquecendo bastante. Nunca me fez confusão ter os manguitos vestidos (mesmo estes tendo uma malha algo grossa) o que poderia anticipar calor, mas na verdade sempre me senti confortável. Para isto contribui a fibra Nylstar NYLCARE, dando suavidade e respirabilidade ao tecido, e ainda possui ação bacteriostática e anti-odor.


Para terminar tenho de falar do aspecto. Existem manguitos mais bonitos no mercado. Mas é como em tudo, existe equipamento em que se aplica a popular expressão: é apenas "fogo de vista". Este não é o caso. São uns manguitos que até podem passar despercebidos num expositor de uma loja, mas merecem cada euro gasto neles. E como é costume no material da Mund, têm um preço bastante em conta. De qualquer forma, se quiserem cores mais garridas, têm a opção em branco (que acho que vou comprar...) e uma opção em vermelho se realmente se quiserem destacar!



Como já perceberam, estou bastante contente com mais esta peça de equipamento da Mund. Não sendo uma peça de moda extravagante, são uns manguitos com material de confiança, com material super confortável e que realmente cumprem aquilo que prometem. Se estão à procura de algo assim para vos ajudar nos treinos este Inverno, aqui está algo do qual não se vão arrepender.

Pontos Positivos
+ Qualidade material
+ Respirabilidade
+ Compressão

Pontos "assim-assim"
+- Aspeto (não são bonitos... mas também não são feios!)

Pontos Negativos
Honestamente, não encontrei nenhuns!

Onde posso comprar? Na Runsox. Aproveitem que estão em saldos! 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

31ª São Silvestre dos Olivais

Existem dias que o nosso corpo nos surpreende. No domingo foi um desses dias.

Fui passar o Natal a Trás-dos-Montes. Trouxe de lá uma excelente prenda: uma bela de uma constipação. Começou por me dar apenas alguma dor de garganta e expectoração, mas rapidamente me começou a dar algumas dificuldades em respirar e falar, e algumas dores no corpo. Mesmo assim não falhei nenhum treino do plano. Apenas não treinei no dia 25 como era suposto e automaticamente não fiz o dia descanso no sábado. Sabia que não era grave esta mudança, pois os treinos têm estado com uma quilometragem algo baixa (comparando esta altura com o ano passado... ai que os treinos para a maratona estão quase a recomeçar...).

No domingo de manhã até a Johanna me disse que estava com uma cara horrível. Bem, sendo a prova à noite ninguém havia de reparar. Honestamente não estava mesmo com vontade nenhuma de fazer a prova. Fora os sintomas normais da constipação, sentia o corpo moído e doía-me ligeiramente a cabeça. Mas se me tinha aguentado bem nos treinos nos dias anteriores, não ia falhar à minha equipa. Fosse para o que fosse, eu ia lá estar.

Nunca tinha participado na São Silvestre dos Olivais. Sempre ouvi falar maravilhas das suas subidas, tendo ouvido algumas pessoas a dizer que ainda era mais complicada que a Amadora. Honestamente, depois de a fazer, acho que têm razão.

Fui com o carro cheio, juntamente com o meu amigo Rui Martins. Novamente, fiz um aquecimento a custo e sentia as pernas bastante presas. Aqueci quase até ao limite do tempo possível e depois lá me enfiei na partida e pedi para me irem deixando passar até mais perto da linha de partida. A prova começou rápida, com muita gente bem mais rápida do que eu a ir para a frente. As primeiras centenas de metros custaram-me imenso mas pensei "que se lixe, enquanto tiver força vou dar o que tenho".

Com alguma dificuldade em respirar como deve ser, lá fui dando o que podia pelas primeiras subidas da prova. A pouco e pouco comecei a sentir-me mais solto e cerca dos 2km chegou uma boa descida. Já tinha ultrapassado bastantes atletas, mas ainda via tanta gente à minha frente que aproveitei esse estímulo à minha cabeça. Ignorei as consequências físicas da descida que enfrentava (se acham que as subidas são complicadas, experimentem descer a "matar") e acabei a descida com uma média de 3:07/km. E o mais incrível é que apesar da respiração ainda mais deficiente que o habitual, estava mesmo progressivamente a sentir-me mais solto.

A loucura desta prova ainda estava no início. Continuei num sobe e desde durante 1km e depois embarquei em mais 1km sempre a descer até aos 5kms, momento em que apanhei um grupo que iria definir o meu andamento até final da prova. E o que ainda faltava da prova. Que sofrimento.

Subimos durante mais 1km, para tornar a estabilizar num sobre e desce constante. Mas o pior foi dos 7 e picos até aos 8kms. Foi ai que a minha dificuldade em respirar me fez ceder. Tenho pena dos atletas que seguiam comigo, pois bem berros mandei para o ar. O Ricardo Abreu do Pedro Pessoa que o diga. Por esta altura já tinha cedido alguns lugares ao grupo com o qual seguia. Mas não desisti.

Entrámos no 9º km e por esta altura tinha no campo de visão dois atletas. Este último quilómetro é famoso por ser sempre a descer, ótimo para velocidades loucas, coisa que eu não tenho. Mas como estava motivado com a hipótese remota de recuperar lugares perdidos, dei tudo o que podia. Rapidamente recuperei um lugar e neste momento já só tinha a hipótese de me aproximar do já referido Ricardo Abreu. Começámos a aproximar-nos da meta e penso "é agora ou nunca". Percebo que o consigo apanhar, puxo que nem um louco, e consigo passa-lo. Mas ainda faltavam cerca de 150m. Para terem noção, dos 9 as 10kms fiz uma média de 2:55/km, mas nos últimos 140m de prova desci para os 2:34/km... parecia que estava a voar!

Fonte: Junta de Freguesia dos Olivais
Ia tão rápido que até a foto ficou desfocada ehehe
E voei para o 10º lugar da geral e do escalão, contra todas as melhores expectativas que tinha para esta prova nos dias que a antecederam. Terminei com 33m49s, para uma média de 3:20/km, 1 segundo melhor que a São Silvestre do Sado. Que excelente maneira de acabar o ano! E agora é apontar para o Campeonato Nacional de Estrada, que no mínimo gostava de fazer um tempo semelhante. Veremos!

Boas entradas a todos! Que 2020 seja mais e melhor!

Resultados: 31ª São Silvestre dos Olivais

sábado, 28 de dezembro de 2019

A Blogosfera Portuguesa de Corrida em 2019

Fonte: Glenn Carstens-Peters
No outro dia comecei a pensar nos últimos anos e na quantidade de pessoas que conheci através deste mundo dos blogues. Muitos já deixaram de escrever, muitos continuam há anos a escrever, outros ainda agora começaram. Mas todos partilhamos a mesma paixão: a corrida.

Após algum tempo de pesquisa e a saltitar de blogue em blogue, compilei uma lista de blogues portugueses. O meu critério foi simples: pelo menos um artigo publicado em 2019, e ser um blogue pessoal e não de um grupo de corrida.

A lista não está por nenhuma ordem específica, por isso não pensem que há aqui preferidos! Se virem que falta algum blogue ou tenho alguma informação errada, por favor digam. Existem autores que não especifiquei o nome verdadeiro porque os mesmos não o indicaram diretamente. Talvez consegui-se encontrar o nome dessas pessoas, mas se as mesmas não o indicaram quem sou eu para o fazer.

Vamos fazer crescer esta lista! Aqui fica ela:

Título: JoaoLima.net
Autor: João Lima
Blog: https://joaolimanet.blogspot.com/

Título: Papa Kilometros
Autor:
Carlos Cardoso
Blog: https://papakilometros.blogspot.com/

Título: Maratona ... baixa competição
Autor: Luis Lobo
Blog: https://maratonadebaixacompeticao.blogspot.com/

Título: Aquela Runner Obcecada
Autor: Miriam Martins
Blog: https://aquelarunnerobcecada.blogs.sapo.pt/

Título: Objectivo 42km
Autor: N.
Blog: https://objectivo42km.blogspot.com/

Título: Maria Sem Frio Nem Casa
Autor: Maria Sem Frio Nem Casa
Blog: http://mariasemfrionemcasa.blogspot.com/

Título: Quarenta e Dois
Autor: Filipe Torres
Blog: https://quarentaedoispontodois.blogspot.com/

Título: a vida a correr
Autor: Nuno Cabeça
Blog: https://minhacorrida.blogspot.com/

Título: I am Isabel Silva
Autor: Isabel Silva
Blog: https://www.iamisabelsilva.com/

Título: Efeito 42 km
Autor: Luis Proença
Blog: https://e42k.blogspot.com/

Título: Cidadão de Corrida
Autor: Fernando Andrade
Blog: https://cidadaodecorrida.blogspot.com/

Título: PelaEstradaFora
Autor:
PelaEstradaFora
Blog: https://poliveira67.blogspot.com/

Título: Runbook de um gajo que mudou de vida
Autor: Paulo Pires
Blog: https://corremais.paulopires.net/

Título: Eu sou Agridoce, e tu?
Autor: Agridoce
Blog: https://eusouagridoceetu.blogspot.com/

Título: O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista
Autor: João Silva
Blog: https://exgordoatualmaratonista.blogs.sapo.pt/

Título: Bate Estradas
Autor: Paulo Sousa
Blog: https://ironmister.blogspot.com/

Título: Corre mais rápido
Autor: Pedro Moita
Blog: https://corremaisrapido.blogspot.com/

Título: Tripas e Nortadas
Autor: Rui Pinho
Blog: https://tripasenortadas.blogspot.com/

Título: Aguenta-te sempre!
Autor: Ricardo Baptista
Blog: https://aguentatesempre.blogspot.com/

Título: Do Sofá Para Os Trilhos
Autor: Nuno Filipe Rodrigues
Blog: https://dosofaparaostrilhos.blogspot.com/

Título: 
Hoje Corro Eu...
Autor: Mário Lima
Blog: https://hojecorroeu.blogspot.com/

Título: dorsal1967
Autor: Luís Matos Ferreira
Blog: https://dorsal1967.blogspot.com/

Título: Pára que não pára
Autor: Joaquim Adelino
Blog: https://palavrasdecorredor.blogspot.com/

Título: 
A Extraterrestre
Autor: A Extraterrestre
Blog: https://aextraterrestre.blogspot.com/

Título: Um dia descobri que adoro correr
Autor: Isa
Blog: http://umdiadescobriqueadorocorrer.blogspot.com/

Título: A Correr Novamente!
Autor: Luis
Blog: https://acorrernovamente.blogspot.com/

Título: O Cravo Corredor
Autor: João Cravo
Blog: https://ocravocorredor.blogspot.com/

Título:
Asmática que corre
Autor: M. a asmática
Blog: https://asmaticaquecorre.blogspot.com/

Título: A caminho dos 42,195
Autor: Tigas
Blog: https://tigasacorrer.blogspot.com/

Título: 
RAID e outras corridas
Autor: Luis Parro
Blog: https://raideoutrascorridas.blogspot.com/

Título: JRR e Amigos Desporto
Autor: Ricardo
Blog: https://jrr-desporto.blogspot.com/

Título: As Minhas Corridas
Autor: José Lopes
Blog: https://asminhascorridas.blogspot.com/

Título: 
Maratonazinha...
Autor: Nuno Romão
Blog: https://maratonazinha.blogspot.com/

Título: Correr pelos Dois
Autor: Fabiana
Blog: https://correrpelosdois.blogspot.com/

Título:
Último KM
Autor: Jorge Branco
Blog: https://ultkm.blogspot.com/

Título: Correr Por Prazer
Autor: José Pedro
Blog: https://correrporprazer.wordpress.com/

Título: 
Além do Virtual
Autor: Além Virtual
Blog: https://alemvirtual.blogs.sapo.pt/

Título: Run in Lisbon
Autor: Fernando Carmo
Blog: https://runinlisbon.blogspot.com

Título:
Pedro Caprichoso
Autor: Top Máquina
Blog: https://topmaquina.blogs.sapo.pt/

Título: KMEPALAVRAS
Autor: kmepalavras
Blog: https://kmepalavras.com/

Título: O Olhar do Santos
Autor: SSANTOS
Blog: https://silveriosantos.blogspot.com/

Título: 
The Cat Run
Autor: Ze Gab Quaresma
Blog: https://thecatrun.blogs.sapo.pt/

Título: Um Runner (a fazer de conta)
Autor: Fábio Lima
Blog: https://runnerafazerdeconta.wordpress.com/

Título: Contador de corridas
Autor: Nuno Gomes
Blog: https://contadordecorridas.wordpress.com/

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

domingo, 15 de dezembro de 2019

23ª São Silvestre do Sado

Vocês já me conhecem. Sabem que não sou de fazer muitas provas. E por isso acredito que muita gente já devia estar a pensar que eu devia ter ido de férias dado que há um mês que não falava sobre corrida aqui no meu cantinho. Foi tudo programado para atacar esta fase final de 2019.

A última vez (e primeira vá) que estive na São Silvestre do Sado foi em 2015 pela Associação Vale Grande. Lembro-me que apesar de ter gostado da prova, guardava más memórias do pós-prova. O facto de agora começar duas horas mais cedo e serem mais céleres na entrega dos prémios suprimiu estas falhas e ajudou que esta prova fosse praticamente perfeita.

Vocês conhecem-me e sabem que não me deixo abater por provas menos conseguidas ou por desastres como o que foi nas Galinheiras. Já na altura sentia que o resultado dos treinos estava a começar a aparecer e foi questão de continuar nestas últimas semanas. Esta época meti na cabeça que quero sair da minha zona de conforto e isso tem de começar pelos treinos. Tenho feito treinos que a ritmos que embora não tenham uma diferença gigantesca do que fazia no passado, vejo que me têm ajudado a ficar mais rápido e mais confiante em relação aos treinos de velocidade.

Ontem cheguei a horas tranquilas à prova, dando para conviver um bocado e, sendo honesto com vocês, também começar a conhecer melhor os meus novos colegas de equipa. Se às vezes tenho dificuldades às vezes em lembrar-me do nome de pessoas com quem me dou todos os dias, imaginem com uma nova equipa inteira com bem mais atletas que a Associação Vale Grande.

Pela primeira vez experimentámos (eu e o meu treinador) fazer um pequeno treino na manhã de um dia de prova à noite. Devo dizer que não senti qualquer tipo de cansaço e mais importante, senti-me solto. Portanto, objetivo cumprido.

A prova começou num bom ritmo. Sentia-me bem e deixei-me ir. Os candidatos à vitória seguiam à minha frente já com uma boa distância, seguindo eu num grupo bem composto. Com as primeiras subidas a aparecer, naturalmente o grupo partiu-se rapidamente e foi ai que percebi que a prova tinha tudo para me correr bem. Estava a subir com grande facilidade, conseguindo manter um ritmo abaixo de 3:20/km, mas também sempre motivado para apanhar os atletas que estava ao meu alcance.

A prova este ano mudou de percurso e consistia em repetir duas vezes o mesmo circuito. Isto deve ter ajudado ao facto de haver algumas pessoas na rua a apoiar o que ajuda sempre qualquer atleta. O mais incrível é sentir o peso da camisola. Incrível a quantidade de pessoas que grita pelo Vitória. Está a ser um orgulho representar este clube.

Pouco antes de completar a primeira volta, o Luis Margarido que está a recuperar de lesão e esteve na prova apenas para nos apoiar, disse-me que ainda não estava à vontade e que o atleta que vinha atrás de mim ainda seguia demasiado perto. Isso motivou-me a continuar a puxar mesmo sabendo que seria impossível manter o mesmo ritmo para a 2ª parte da prova.

As subidas nesta segunda parte parece que tinham mais inclinação. Custou-me 10 vezes mais manter o ritmo alto a subir. Quando dei a volta aos ~7.5km para regressar à meta percebi que tinha alguma distância para os atletas que seguiam atrás de mim.

Sem nunca olhar para trás, cerrei os dentes e continuei a dar aquilo que conseguia. As pernas já reclamavam e a respiração já estava a ficar ainda mais descontrolada que o normal. Sentia que estava à vontade mas não queria apostar na sorte.

Passei a meta com 33m28s para uma média 3:21/km. E porque é que enfatizo a média ao invés de ter terminado em 3º da geral ou 2º do escalão? Porque prova a mim mesmo que estou a voltar aos tempos que fazia passado. E nem penso em ficar por aqui porque a época ainda é uma criança e ainda há muitos objetivos para atingir. Por equipas, acabámos num excelente primeiro lugar da geral, o que ainda me motivado para continuar a trabalhar.



Agora são duas semanas de desgraças em que há que ter juízo porque ainda vou estar presente na São Silvestre dos Olivais antes do final do ano. Até lá!

Resultados: 23ª São Silvestre do Sado

sábado, 7 de dezembro de 2019

À Procura da Gobi

Eu li o livro em inglês!
Há uns meses atrás emprestaram-me este livro. "A história fantástica, depois disso só te apetece ir correr!" E eu "Sim sim claro, depois eu leio!". Semanas e semanas passaram sem eu sequer lhe pegar. Eu adoro ler mas sou mais de policiais e thrillers psicológicos. Sim, sou um bocadinho psicopata.

Quando soube que ia estar com quem me emprestou o livro, forcei-me a começar a ler o livro. Acabei a lê-lo em poucos dias. Não é o melhor livro de sempre, longe disso. Mas é uma história espetacular, que tem o tema da corrida bem presente. Aliás diria que metade do livro se foca em grande parte na corrida. E sim, durante o livro só nos apetece ir correr!

Fonte: BuzzNick
A história relata como o inglês Dion Leonard, um ultra runner amador, durante uma prova por etapas no deserto Gobi, conhece uma cadela que o acompanha durante uma etapa inteira. Depois de uma série de eventos, no final da prova o Dion decide adotar a cadela, mas é quase uma missão impossível trazê-la da China para Inglaterra.

Esta história pelos vistos foi completamente viral quando aconteceu (2016) mas eu nunca tinha ouvido falar de tal coisa. Desde ter sido noticia em todo o mundo, a ter sido partilhada milhões de vezes nas redes sociais e até foi angariado dinheiro através de crowdfunding para trazer a Gobi da China. Só eu é que provavelmente não ouvi falar nada disto.

Se ainda têm alguma prenda de Natal por comprar e a pessoa em questão gosta de correr, comprem este livro. Garanto que vão gostar!

Fonte: CumbiaCrack




quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Gala Pontinha e Famões 2019

No passado dia 22 estive mais uma vez presente na Gala da Pontinha e Famões que homenageia aqueles que se destacaram na Cultura e no Desporto durante o ano de 2019. Penso que já é a minha quarta presença neste momento do ano. Mas foi a que teve mais significado até hoje.

Já subi algumas vezes ao palco desta gala, mas este ano graças ao que fiz na Maratona de Sevilha e à minha saída da Associação Vale Grande, a homenagem foi especial. Sabia que iria ser chamado mas não estava minimamente à espera do discurso que iria ser feito. Desde a Sevilha, passando por tudo o que fiz pela equipa, acabando no meu papel como seccionista na direção da equipa de atletismo.

Fonte: Junta de Freguesia Pontinha e Famões
Isto valeu por mais do que qualquer pódio ou prémio. Obrigado Rui Martins e João Tomás!