sábado, 11 de fevereiro de 2017

Challenge da Caparica - Desafio Praia

E o primeiro dia do Challenge chegou. Tudo indicava que chegaria debaixo de muita chuva e frio, mas a única coisa que ficou foi apenas um frio desgraçado. Nem nas minhas melhores expetativas eu pensava que iríamos ter um tempo tão perfeito para a primeira prova. Mas claro, estava um gelo do catano.

Sai do trabalho há hora pensada para não correr o risco de apanhar trânsito para a ponte e ficar retido uma eternidade correndo o risco de chegar em cima da hora. O céu estava limpo e tudo indicava que poderíamos ter sorte no tempo. Quando cheguei, encontrei-me com o único louco da minha equipa (Paulo Monteiro) que também iria fazer as três provas e recolhemos os dorsais. Informaram-nos que nos dariam um dorsal no inicio da prova. Penso que para o ano é um ponto que poderá estar no regulamento, aconselhar os atletas a levar dorsal pois a praia obviamente não estava iluminada.


Juro que nunca demorei tanto tempo a trocar de roupa. Estava tanto frio. Acho que ainda não tinha dito isto :) Roupa trocada, hora de fazer um bom aquecimento com fato de treino por cima do equipamento. Já há alguns anos que não fazia uma prova de camisola térmica. E ainda me arrependi de não levar luvas. Mas quando acabei o aquecimento já me sentia suficientemente quente para ir para a partida.

Na linha de partida para variar não conhecia muitas caras e portanto não sabia o que me esperava. Pus o frontal na cabeça e pensei logo que iria dar barraca. Partida dada. Durante umas centenas de metros foi um ritmo louco e pensei logo que o plano que tinha delineado não podia ser cumprido assim. Mas com o passar do tempo, o andamento de quem seguia comigo também foi diminuindo. Ah, ainda nem tinha acabado o 1º km e já estava com o frontal na mão. Quem me viu depois da viragem pensou que eu era um maluquinho :)

Até à viragem foi um ritmo calmo e já seguia apenas com um atleta na minha companhia. Por esta altura estava a adorar correr na praia, a maré estava baixa e parecia mesmo que estava a correr no tartan! Viragem feita e o atleta que seguia comigo decidiu apertar. Como já devem ter percebido, parte da minha estratégia era seguir sempre com os da frente mas sem me assumir para não causar um desgaste desnecessário.

Mas o Marco Cardoso (o atleta que seguia comigo), não me deu descanso aumentando o ritmo que costumo fazer em provas de estrada (podem ver no gráfico em cima o ritmo na 2ª parte da prova. Seguimos juntos dando cada um seu esticão de vez em quando para ver quem quebrava primeiro. No último quilómetro comecei a aumentar o ritmo progressivamente e percebi que o Marco já não me estava a acompanhar. Manti o ritmo para poder abrandar no caminho para a zona da meta em que o piso estava com a areia mais mole.

Cortei a meta em primeiro lugar, com um tempo de 18m09s para aproximadamente 5.2km. Foi uma experiência muito interessante e deixa-me a pensar que até teria piada fazer uma prova mais longa na praia. Mas apenas se tivesse a maré baixa :)

Fonte: InfoCosta
De realçar a minha cara de parvo e ainda por cima com a camisola ao contrário :D
E assim foi o primeiro dia, dali a pouco mais de 13 horas, haveria o próximo desafio. Mas isso fica para o próximo artigo :)


4 comentários:

  1. Chegar, ver e vencer! Muitos parabéns!!!

    Um abraço e muita sorte para a 3ª prova que estará a partir agora

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  2. Camisola ao contrário ...hehehehe. Bem, era pior se fossem os calções do avesso como um que conheço ;)
    Ahh ... isto era sobre quê mesmo??? Ahhh ... muitos parabéns.
    Abraço

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  3. Com algum atraso... Parabéns Vitor! Grandes prestações no GP Atlântico!

    Estás feito um atleta à séria! :)

    Abraço

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