quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Análise Skechers GOrun Ride 5

Quando voltei a treinar em Julho, depois de ter estado parado cerca de um mês, apercebi-me rapidamente que iria precisar de uns novos parceiros de treino. Entretanto fui aconselhado a mudar a minha filosofia em relação à minha forma de escolher ténis: esquecer o facto de eu ser pronador e focar-me no drop.

E é que é isto do drop? O drop é basicamente a diferença de altura entre a parte de trás e parte da frente da sola.

Na altura ainda pensei em que ténis iria comprar e de repente lembrei-me que tinha em casa uns Sketchers que apenas tinha usado uma vez. Bendita vitória na Corrida Dom Dinis! Da única vez que os tinha usado tinha ficado com uma opinião extremamente negativa. Mas estava na hora de lhes dar mais uma oportunidade.


Pesquisei e vi que estes Skechers GOrun Ride 5 têm um drop de 4mm. Impecável, era mesmo isto! Passar de modelos com 9 e 10 mm para estes ia custar mas era altura certa para experimentar pois os meus treinos na altura eram lentos pois ainda estava a recuperar da tendinite no adutor.

Mas afinal transição custou muito menos do que aquilo que eu estava à espera. As dores não foram assim tantas e o facto de estar bem fresco depois de mais de um mês parado ajudou bastante. Devo dizer que estou a adorar a experiência! Já vou em mais de 700 km com eles e apesar de já ser bem visível o desgaste na sola continuo a gostar bastante das sensações que eles me dão. Com tão pouco drop e sendo um modelo neutro, promovem uma passada mais natural, algo que eu não estava de todo habituado.

O aspecto é sóbrio mas não é fantástico. Um pormenor estranho é o facto da sola lhes dar um aspeto mais largo do que eles são. Mas é uma coisa relativamente comum a todos os modelos da Sketchers. O facto de terem um corpo mais largo que o normal dá-me uma sensação de conforto extra, diferente dos típicos modelos mais estreitos. Na zona do calcanhar temos o sistema quick-fit para um calçar mais rápido os ténis (sistema pensado para os triatletas). No entanto este sistema não serve de grande coisa pois se fizermos o que é suposto o dedo acaba por travar a entrada do pé.


Não há nada apontar à respirabilidade dos tecidos utilizados. Em qualquer temperatura sempre senti bastante conforto (mesmo com eles molhados).

O amortecimento é excelente. O drop de 4mm não interfere em nada neste campo. Mesmo assim é um amortecimento menor do que aquilo que estava habituado mas senti bastante conforto na passada quer em treinos longos (máximo 20km) quer em treinos rápidos, como tempo runs ou intervalados.


Por último, apenas não estou gostar da duração da sola em certas zonas. Nota-se bastante o desgaste principalmente na zona exterior do calcanhar que denuncia que ainda tenho uma passada pronadora. Apesar deste apontamento, nada a apontar à sua aderência. Nem mesmo em estradões ou com o piso molhado me deixaram ficar mal.

Este já é um modelo de 2016, já tendo sido lançada a versão 6. No entanto não quis deixar de fazer um artigo sobre este modelo pois é a minha primeira experiência com um drop tão baixo. E posso dizer que é para continuar já tendo encomendado os meus futuros parceiros de treino e de competição tendo por base esta metodologia.

Se ainda os encontrarem à venda e com um bom preço não hesitem. Eu pessoalmente gostei da experiência e estou curioso em experimentar a versão mais recente!

Pontos Positivos
+ Conforto
+ Respirabilidade
+ Peso
+ Amortecimento (dão dez a zero à Asics neste campo...)
+ Aderência

Pontos Negativos
- Aspeto (opinião pessoal)
- Desgaste rápido da sola (em algumas zonas)
- Sistema quick-fit

PS: Se querem ver os ténis limpos e bonitos vão a uma loja, por aqui os ténis são para correr 😜



2 comentários:

  1. Além de sujos e com aspecto de uso nem um unboxzinho tu fazes. Uma vergonha.

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    1. Epa se calhar então vou guardar a caixa dos meus Hoka para fazer um unboxing... o problema é que mesmo esses já tão sujos eheheh

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