segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Corrida da Festa do Avante 2019

Já lá vão mais de 6 anos de atletismo. E depois de praticamente 4 anos a colecionar boas memórias na Associação Vale Grande, esta época foi altura de dar um salto competitivo. Sexta-feira dia 6, foi o jantar de apresentação da equipa. Muita timidez, muitas caras conhecidas e algumas delas com boas recordações de despiques na estrada. Porém, agora chegou a altura de unir força à armada verde e assim enfrentar uma época que se advinha cheia de novas experiências!


E se o que eu quero é novas experiências, nada melhor do que começar a época com uma prova em que nunca participei. A corrida da Festa do Avante é mítica por todas as razões e mais algumas. Mas uma das principais é a capacidade de unir um grupo de atletas de alto rendimento que poucas provas conseguem. 

Antes de sair de casa meti o GPS para o estádio da Medideira. Quando começo a chegar (1.5-2km para o estádio) vejo pessoas a estacionar e penso "ah, se calhar a partida é mais perto do que o estádio!". Ora porra. Mal começo a caminhar na direção em que toda a gente estava a ir, percebo que estava longe para catano (e mais longe ficou tendo em conta onde era a meta...). Portanto lá se foi a tentativa de chegar cedo à prova. Encontrei-me com o pessoal, conhecer mais algumas caras novas e voltei com o Hugo Rodrigues para a zona onde tínhamos os carros. Quando demos por nós, já estávamos atrasados para a rotina habitual casa de banho -> aquecimento -> partida. Não necessariamente por esta ordem.

Sabia que neste dia não ia para aventuras. Ainda não estou minimamente em forma, tenho muitos quilos a mais (férias + lua de mel = gordinho) e não tenho ritmo nenhum nas pernas. Hei-de voltar a curto prazo ao meu ritmo normal (e ainda melhor!) mas ontem não era esse dia. No entanto já se sabe, existe sempre aquela esperança que o corpo nos surpreenda. Partida dada e tentei impor um ritmo de 3:30/km. Que piada. 

No 1º quilómetro ainda aguentei. No 2º quilómetro pode-se dizer que ainda consegui manter. Ao 3º km já estava a 3:40/km. Tal como tinha dito, esta prova traz muitos atletas com um bom andamento e foi o que me valeu para ter sempre companhia. Se não fosse este facto, teria com certeza ficado para trás e diminuído o ritmo abruptamente. Do 4º para o 5º km foi uma chapada para quem não está em forma. Uma subida daquelas em que tu olhas para o relógio e pensas que o relógio perdeu o sinal de GPS. Mas continuei a dar aquilo que podia. 

Coisas de nerd tecnológico: comprei um relógio novo (falarei disso num outro artigo) que tem um sensor de temperatura. É sempre interessante ver que esta prova decorreu com uma média de 28.1ºC. Estava fresquinho!

O meu objetivo era só um: dar o meu melhor para se fosse preciso, estar ali para ajudar a equipa a pontuar. Felizmente, na volta percebi que se tudo corre-se bem não iriam precisar de mim pois eu seguia em 6º da equipa e para a classificação contavam os 5 primeiros atletas. Foi neste momento que me juntei ao excelente Paulo Garcia e segui com ele durante muitos quilómetros. Fomos sempre trocando algumas palavras e assim aliviando o desgaste que estava a sentir. 


Quando me estava a aproximar do 10º km senti que ainda tinha alguma energia e acelerei. Puxei na última subida e quando voltou a descer para a zona da partida dei tudo o que tinha. Quando olho para a frente vem a surpresa. Onde está o pórtico? Mas, onde é a chegada? E pronto, a partir dai foi uma desgraça. Ainda fui passado por 2/3 atletas e mesmo olhando agora para o registo do relógio que me diz que tive uma média de 3:32/km nesses 800 metros finais, pareceu-me que estava a correr com 100 quilos em cima. Para a próxima convém olhar para o percurso da prova.

Por enquanto, apenas sei que passei a meta em 8º do escalão e que estou nos 30 primeiros da geral (alguém sabe onde estão os resultados?). Os 10.8km da prova foram percorridos em 39m44s a uma média de 3:40/km, que na verdade é aquilo que interessa. Acreditem, nem fiquei minimamente chateado. Ainda há muito trabalho para fazer e muito para melhorar!

Tal como eu previa, os meus colegas de equipa não precisaram de mim e graças a eles subimos ao mais alto lugar do pódio! E assim começou a minha primeira época no Vitória Futebol Clube. Uma vitória coletiva e uma desgraça individual. Mas este cenário vai mudar, fiquem à espera!



Resultados: brevemente

6 comentários:

  1. É natural que a forma esteja ainda para chegar aos grandes momentos que a habituaste.
    Muitos parabéns pela transferência, pela prova e, o principal, pelo casamento! Felicidades!!!
    Um abraço e o desejo duma época em cheio com uma camisola famosa do desporto nacional

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    1. Obrigado João!

      A forma vai voltar e com o incentivo do Setúbal, só há razões para pensar no melhor.

      Um abraço

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  2. Eu estive lá e vi o "barbas" :)
    Será o Vitor? Hum...
    Boa sorte no Setubal!
    Abraço

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    1. Ehehe isto está um bocado grande está :)

      Obrigado! Um abraço

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  3. Venha essa época, agora já não na selecção espanhola, mas também estás bem. MAs, ouve lá, o barometro mede a pressão atmosférica, não é a temperatura! É muito util para calcular o desnivel, em vez de se basear no GPS utiliza as diferenças de pressão atmosférica para medir as alterações de altitude. Hás-de reparar que vais começar a ter mais desnivel em voltas que fazes habitualmente e que tenham pequenas elevações.

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    1. Tens toda a razão Filipe, belo erro! Mas olha que então não sei qual é o sensor que vê a temperatura pois tenho um gráfico durante a prova a dizer a temperatura durante os diferentes momentos da prova. Bem de qualquer forma vou corrigir o artigo!

      Um abraço e lá nos veremos este ano novamente em Almeirim!

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