A minha experiência com as famosas placas de carbono

Deixem-me começar este texto já com um aviso: tenho conversado com muitos atletas sobre ténis (ou sapatilhas, e sim é a última vez que uso esta palavra neste artigo) com placa de carbono. Uns dizem que faz toda a diferença, que tiram uns bons segundos a cada quilómetro, e que sentem tudo e mais alguma coisa que as marcas promovem nas suas campanhas de marketing. Outros dizem que ou notam muito pouco, ou não notam nada, sendo simplesmente uns bons ténis de competição com um bom amortecimento. Eu faço já o aviso à navegação: insiro-me na última secção de atletas.

Eu tinha feito uma promessa a mim mesmo: nunca iria gastar as quantias astronómicas em ténis para competir. Gastar 200 ou 300€ nuns ténis é simplesmente inconcebível para mim. Com esse valor compro 3/4 pares de bons ténis para treinar e/ou competir, ou até uma bicicleta de spinning como ando a namorar para complementar os meus treinos. Então pus um limite a mim mesmo: se tivesse oportunidade de adquirir algum modelo por um máximo de 120€ comprava para experimentar esse admirável mundo novo das placas de carbono. E acabei a comprar o ano passado os Adidas Adizero Pro.

Após os experimentar em alguns treinos e algumas provas, já consigo ter uma opinião formada sobre, pelo menos, este modelo da Adidas com sola de carbono. Não vou fazer disto uma análise extensiva a este modelo, pois já é um modelo de 2020 e por esta altura já está esmifrado até à exaustão. E verdade seja dita, que estes não são o topo de gama da Adidas, sendo o trono reservado aos Adidas Adizero Adios Pro (e os mais recentes 2.0). São ténis já com a famosa qualidade da Adidas, com a melhor sola do mercado (fiz uma prova com chuva intensa e nunca senti sequer o mínimo de perda de aderência) e com o seu design característico. 

Na minha modesta opinião, e admito que possa ter alguma falta de sensibilidade neste campo (embora já tenha quase 10 anos de corrida e já com dezenas de marcas e modelos nos pés...), não senti grande diferença de desempenho por exemplo face a uns New Balance 1400v6. Senti uma boa estabilidade na passada, um amortecimento quanto baste para ritmos elevados, e a força de propulsão normal neste tipo de ténis. Nem mais nem menos. Falei com outros atletas que têm o mesmo modelo, e ninguém me foi capaz de dizer que sentiu uma diferença abismal de performance.


Outra questão, é a marca e modelo dos ténis. A verdade é que o mercado já está inundando de opções neste momento, desde os Endorphin da Saucony, passando pelos Metaracer da Asics, e claro os reis e senhores Vaporfly Next% da Nike. E neste últimos sim, é onde a opinião é unânime e parece que o desempenho aumenta significativamente. O que honestamente continua-me a fazer uma confusão dos diabos, pois parece que já não estamos dependentes apenas do famoso tripelete (treino, alimentação e descanso) para obter bons resultados. Mas neste momento quase todos os atletas usam estão "carbonizados" e portanto é o mercado em que vivemos.

Para terminar, pois não sou nenhum profissional da área e não me quero alongar muito pois já sei que este texto pode gerar alguma controvérsia, a minha opinião continua a mesma e é resumida em apenas uma frase: não treinem que não é preciso

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Fiquem com umas fotos destes meninos!








adidas
março 2, 2022
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