42ª Corrida do Tejo

 
A última prova que fiz foi a 12 de Julho. Sim há mais de dois meses. Então mas Vítor o que se passou? Nada. Absolutamente nada. E esse era o objetivo. Umas semanas de descanso e arrancar para uma fase de pré-época que na minha cabeça culminava com a Corrida do Tejo.

Foram então 7 semanas de treino, começando com pouco volume, aumentando o mesmo progressivamente, com alguns treinos com declive agressivo, e nas últimas semanas o regresso aos intervalados mas ainda sem grandes loucuras e exageros. Ainda agora a época de atleta amador começou e ainda há muito tempo para “inventar” até à próxima paragem de Verão. E claro, no meio disto o regresso ao reforço muscular, com alguns novos exercícios mas ainda sem alguns habituais mais pesados.

Esta prova era também marcada pela primeira vez que ia vestir a camisola da equipa pela qual vou fazer diversas provas esta época: o GFD Running. Sobre isto falarei em mais detalhe brevemente. Na manhã da prova, recebi pelas mãos do Ernesto Ferreira a minha nova camisola e dorsal, e segui equipar-me rapidamente para um bom aquecimento. 

Foi um excelente boost emocional ver tanta cara conhecida no bloco de partida! Principalmente ver o meu velho companheiro Diogo Baena destas andanças e que pensei logo que iria correr ao lado dele em grande parte da prova. Não estava minimamente nervoso, no entanto não deixava de estar apreensivo pelo facto de estar há mais de dois meses sem andamento de competição.

Estes devaneios ficaram rapidamente para trás com o tiro de partida. Foi com boas sensações que enfrentei os primeiros quilómetros. Seguia num ritmo alto mas controlado, tendo à vontade 20-30 atletas à minha frente. Com o terceiro quilómetro, veio a primeira grande subida, o que aproveitei para ultrapassar um bom número de atletas. Isto sempre lado a lado com o Diogo Baena, tal como tinha previsto.

Com o declive negativo veio também os ritmos altos, mas nem por isso deixámos de continuar a passar atleta após atleta. Como é óbvio esta situação não se manteve, e começámos a correr lado a lado com aqueles que seriam os nossos companheiros quase até ao fim da prova: o Isaías Gomes e o Bruno Lourenço (também do GFD Running).

O pior ainda estava para chegar. Todas as previsões meteorológicas apontavam para uma tempestade à hora da prova. As mesmas não se concretizaram em parte, mas entre o quilómetro 5 e 6, parece que desabou alguma coisa lá de cima. Começou a chover de tal forma e com um vento contra nós, que a chuva doía quando batia na cara. Era quase impossível correr a olhar para a frente e foi impossível manter qualquer tipo de ritmo mais alto. Quando passado uns minutos o vento abrandou, olhei para o relógio e vi que íamos a 4:10/km. O quilómetro 5 tinha sido feito a uma média de 3:14/km para terem noção.

Depois de algum tempo a um ritmo baixo, juro que tive este pensamento “mas estamos a fazer um fartlek ou quê?”, e com isto fui para a frente do grupo para tentar voltar a pôr algum ritmo. Obviamente todos responderam e o ritmo voltou a aumentar, apesar de nunca mais termos alcançado os ritmos da primeira metade da prova (verdade seja dita que esta segunda parte é caracterizada por um sobe e desce bem mais acentuado).

Entrando nos últimos dois quilómetros, já só seguíamos eu, o Bruno e o Isaías. Íamos quase que revezando quem estava na frente do grupo, mas ainda sem entrar em grandes despiques. À entrada do último quilómetro, mesmo estando a subir, foi altura de aumentar o ritmo. Durante um bom bocado pensei que não os conseguisse acompanhar mas depois de eu e o Bruno conseguirmos deixar o Isaías para trás, foi tempo de entrarmos nós próprios entrarmos num despique até à linha da meta. Mas eu já conheço o Bruno há muito tempo, e ter acabado a tão pouca distância dele, para mim nesta altura da época foi algo bastante positivo a tirar da prova.




Acabei num surpreendente 5º lugar! Isto foi-me até dito pela Johanna que estava à minha espera na chegada com o nosso pequeno. Eu na altura até lhe disse que era impossível, que ela devia ter contado mal, mas a verdade é que ela estava completamente certa. O tempo esse foi de 33m49s. Um tempo nada de especial aos 10km, mas que está em linha com o que todos os outros atletas fizeram. O Hugo Figueiredo (atleta também do GFD Running) ganhou com 32m21s, o que espelha o quão sofrida foi esta edição da Corrida do Tejo.

E agora? Ainda nem eu sei bem. Tenho duas provas que fui convidado a participar em Odivelas nas próximas semanas: a Meia Maratona Odivelas-Loures-Odivelas (que quando este artigo sair já terá sido) e o Grande Prémio do Vale Grande. Depois… tenho de pensar no que me quero focar primeiro esta época. Bons treinos!



Corrida do Tejo
setembro 24, 2023
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