segunda-feira, 6 de abril de 2015

Treinar na aldeia

Quem me conhece sabe que eu tenho uma paixão incondicional por uma aldeia perdida no norte chamada Argozelo. Desde muito novo que sempre adorei vir com os meus pais ou sozinho passar os meses de Verão e por vezes a Páscoa ou outra qualquer altura do ano. Mas existe uma diferença desses anos para os tempos mais recentes: na altura era um pequeno pote de banhas.

Estar numa aldeia destas e estar de férias, para quem corre, é sinónimo de descobrir caminhos novos e reinventar um pouco nosso treino. Afinal, come-se mais e dorme-se mais. Claro que isto para um corredor é sinónimo de mais energia e tempo de recuperação. Sou muita bom a inventar desculpas para comer mais não sou?

Em relação aos caminhos, aqui até dou por mim a correr em terra batida (não pessoal, não é trail!) e a gostar. As paisagens, a liberdade, mas ao mesmo tempo o puder correr sem limites é qualquer coisa de muito bom. Claro que depois acontece como no meu treino de domingo que resolvi ir até à aldeia vizinha (Carção) e vi que tinha uma pequena descida até ao centro da aldeia. Mas essa descida, descia, descia, descia... já podem imaginar, à volta só disse e pensei coisas bonitas. Lindas. A minha mãe ficava orgulhosa.

O tipo paisagem que se tem nesta zona :)
A cereja no topo do bolo são as velhinhas (perdoem-me a expressão) da aldeia. É qualquer coisa de fenomenal ver as caras delas quando vêm um puto a correr que nem um doido por aquelas estradas em que passam uns quantos carros, burros, vacas e por aí em diante. O pior mesmo é quando me dá para correr em tronco nu. Acho que vou parar ao inferno só por este acto tresloucado.

Desde que me dediquei a sério à corrida, quase posso dizer que estes dias na aldeia é praticamente um estágio. O esforço é maior, mas tal como já disse, o descanso e as calorias ingeridas também. A verdade é que as minhas pernas adoram isto. E portanto ainda tenho mais 4 dias de estágio aqui em Argozelo, estágio esse que serve de preparação para o desafio do próximo domingo, as estafetas Cascais-Oeiras-Lisboa que mais uma vez vai ser corrida com a Associação do Vale Grande. Espero que não ganhe peso para correr apenas 5km. Vou tentar fechar mais a boca. A sério, vou tentar mesmo.

Repararam que eu tive o artigo todo a escrever aldeia e no brasão diz Vila?
Pois isso era todo um outro assunto :)

9 comentários:

  1. Tu corres de tronco nu pela aldeia (ou vila)?!? Vais mesmo parar ao inferno, vais :)

    Um abraço

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    1. Isto aqui quando faz calor é mesmo uma zona muito seca e com o sol a bater diretamente há que improvisar ehehe

      Abraço João, Parias está próximo!

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  2. "O pior mesmo é quando me dá para correr em tronco nu. Acho que vou parar ao inferno só por este acto tresloucado."

    Ahahahaha

    Muito bom mesmo! Vais por a aldeia toda em modo loucura!!!!!

    Um abraço

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    1. Ainda ontem teve que ser, o sol a bater de chapa, já estava a transpirar bem, lá teve de ser :p

      Abraço!

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  3. Cuidado é com os maridos das velhotas, olha que nas aldeias andam sempre armados!! Vê lá se não tens de fazer um treino de séries para te esquivares de algum, ahahahahah

    Um grande abraço

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    1. Aqui o maior problema é mesmo ter que fazer uns treinos de séries.. mas para fugir de cães. E não é a única coisa, por vezes até com manadas de vacas tens de cuidado. Que é que se há-de fazer!

      Um abraço

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  4. Nada com um treino diversificado! Fazes fartlek entre as manadas e os rebanhos, muito bem :)

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  5. Como te entendo. Sinto o mesmo quando vou para a "minha" Pampilhosa da Serra!
    Beijinhos e bons treinos!

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    1. Hoje foi o último treino aqui no norte. Amanhã lá volto à miséria!

      Beijinhos

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