domingo, 10 de janeiro de 2016

33º GPA do Camarnal

Depois dos dias muito complicados na minha vida que antecederam esta semana, chegámos à primeira prova de 2016. Bem na verdade não foram complicados. Atingiram mesmo um nível criminoso. Os níveis de açúcar ingeridos durante estes dias deviam ser proibidos por lei. Apesar disto foi uma semana diferente em que não segui o meu plano habitual de treinos e fiz por exemplo séries com três de treinos intensos nas pernas. Isso deixou-me desgastado mas sabia que teria dois dias de recuperação (ativa) antes de esta prova.

Equipa reunida foi tempo de nos fazermos à estrada para a viagem até à aldeia de Camarnal. A meio do caminho um pequeno percalço com um carro que faz mais barulho do que anda... bem na verdade o raio do carro anda muito mesmo mas o dono decidiu tratá-lo mal e ele queixou-se :p situação resolvida, de volta à estrada e chegámos bem a tempo de tratar dos dorsais, casa de banho, equipar e fazer um grande aquecimento sempre na palheta.

Sabendo que a prova tinha prémios monetários sabia de antemão que haveriam de aparecer alguns atletas para os levar. No aquecimento percebi que a prova iria ser difícil- Dois fatores que me fizeram estar apreensivo na altura da partida. No 1º km demos umas voltas pela aldeia, segui atrás de um grupo de 6 atletas que foram-se afastando de mim aos poucos. Rapidamente fiquei a correr sozinho. Na entrada para o 2º km voltámos a subir (coisa constante nesta prova). O tempo estava com uma temperatura ótima, sem chuva mas com um fator que todos odiamos: vento. Muito vento. Demasiado vento. O grupo que seguia à minha frente, começou-se lentamente a partir e do nada o atleta que estava à minha frente não foi atingido por muito pouco por um galho que se soltou de uma árvore. Dá-me ideia que ele nem deu por nada. 

Num retorno aos 4 quilómetros comecei a cair em mim. Não me estava a sentir com força. Lembro-me perfeitamente que a sensação que tinha nas pernas era igual à que senti em Montelavar. Eu não comi grande coisa ao pequeno almoço. Terá sido disso? Estaria ressentido da carga elevada durante a semana? Não sei. Mas não iria desistir. Continuei num ritmo estável por aquelas subidas e (algumas) descidas, sempre sozinho com um atleta do Benaventense umas boa dezenas de metros à minha frente. Quando parecia que o estava a apanhar, depressa essa ilusão se desvanecia.

Já a meio da 2ª volta pareceu-me que o atleta ia tanto em quebra quanto eu. Decidi esperar. Não valia a pena atacar demasiado cedo pois poderia virar-se o feitiço contra o feiticeiro. Na última grande subida (parede) da prova mesmo antes do 9º km, entro na subida e vejo que o atleta vai mesmo a um ritmo lento. Abri a passada e dei o que podia na subida e passeio sem ele ter poder de reação. Quando cheguei ao final da subida é que pensei: e agora onde está a força para o resto? Deixei-me ir tentando lentamente voltar a ganhar algum ritmo para o último quilómetro. Aqui atacou o nosso amigo: uma carga de vento descomunal. Eu ia a descer e quando dei por mim olho para o relógio e estava quase a bater nos 4:00\km. Quem me segue sabe os ritmos a que ando e descer a este ritmo parece quase irreal. Mas o vento era bem real.

Acabei a prova em 5º da geral, 4º sénior. Sim, o normal por aqui pelo meu cantinho como vocês sabem. O tempo nem se compara com os tempos que andava a fazer, 35m07s. Até a "treinar" já fiz melhor. Mas pronto, não estando nos meus dias e o percurso que enfrentamos é um tempo bastante aceitável. O Vale Grande é que obteve um excelente resultado, 1º por equipas!


A organização fruto de muita experiência, esteve impecável. Mas quero deixar um reparo. Ainda não fui prejudicado muitas vezes pela junção errada do escalão de séniores com Veterano I mas hoje por exemplo tinha-me classificado em 2º sénior e o Paulo Alves (colega de equipa) tinha sido 2º Veterano I. Isto teria acontecido se a junção destes dois escalões não tivesse sido feita, coisa que é repetida por algumas organizações de provas que se vão fazendo. Existem atletas que deixam de ir a estar provas pela mal aplicação das regras. Qual a razão de não fazerem escalão de seniores (20-34) e Veterano I (35-39) como mandam as regras? É por causa do dinheiro? Eu compreendo perfeitamente mas são apenas mais três troféus... seis com os femininos. A prova do Camarnal até compreendo que seja por causa do dinheiro mas existem outras que o dinheiro nem se põe em causa...

Ainda haveria mais a dizer sobre este assunto mas o post já vai longo e talvez este tema mereça um post mais elaborado. Quando tiver um pouco de tempo, falarei mais um pouco sobre este assunto. Ate lá!

Resultados: 33º GPA do Camarnal

6 comentários:

  1. Mesmo sem estares nos teus dias e com condições de percurso e vento complicados, obtens grandes resultados. Parabéns (pela tua prova e vitória colectiva)

    Um abraço

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    1. Obrigado João! Não foi fácil, mas pronto o erro (comer pouco...) não se vai tornar a repetir.

      Abraço

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  2. Mais uma moeda, mais uma volta ;)

    Parabéns pelos resultados.

    Nem me fales em açúcar...

    Abraço

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    1. Obrigado!

      A minha barriga ainda não me deixou esquecer a quantidade de açúcar que ingeri durante estas semanas...

      Abraço

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  3. Parabéns páh ... sempre a somar troféus (desta vez por equipas). Nas condições que descreves foi uma excelente resultado.
    Abraço

    P.S. Olha, eu nunca fui prejudicado pela junção de escalões ... vá se lá saber porquê??? :):):)

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    1. Não foi fácil, mas lição aprendida, nunca mais vou descorar o pequeno-almoço antes de uma prova!

      Um dia hás-de passar por isso, era bom sinal :)

      Abraço

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