sábado, 11 de janeiro de 2020

Campeonato Nacional de Estrada 2020

O ano passado por opção própria decido não estar presente no Campeonato Nacional de Estrada. Estava completamente focado no treino para a Maratona de Sevilha e sabia que uma prova assim me ia massacrar numa altura que estava a atingir o pico dos treinos longos. Mas esta época é diferente. Apontei para fazer uma maratona numa fase mais adiantada da época (e também para tentar não apanhar nenhuma gripe...), e assim este Campeonato Nacional apanhou-me mesmo no início dos treinos para a maratona.

Vocês sabem que eu gosto de ter competição. Gosto de ser desafiado, gosto de ser puxado ao limite e gosto de correr com os melhores. E para isso, em estrada, não há melhor que o Campeonato Nacional. Aqui é onde é separado o trigo do joio. Atletas como eu que fazem tempos que em algumas provas servem para ficar perto de vencer, aqui levam aquela chapada da realidade. Mas claro, sabem bem que eu sei bem em que posição estou face aos melhores. É por isso que sempre me designei como atleta amador.

A semana que antecedeu esta prova não foi a melhor. Para além de não ter tirado o pé do acelerador nos treinos, estive praticamente a semana toda em trabalho no estrangeiro, o que levou a poucas horas dormidas e mal dormidas por vezes (quando se gosta daquilo em que se trabalha, é assim), e ainda àquelas belas horas em viagens de avião que são ótimas para nos deixar as pernas num fanico. O que é certo é que de qualquer forma, apesar de estar algo preso, sentia-me bem fisicamente.

Fonte: Mário Sobral
 Alinhei na linha de partida no bloco da Elite 2. Eu nem sei como isto poderia ser melhorado, mas já não tinha uma partida assim há muito tempo (talvez desde que fiz a edição de 2018 deste mesmo Campeonato Nacional). Que confusão. Que perigo. Tantas quedas de atletas. E tanto tempo perdido a tentar correr num ritmo mais elevado, a subir passeios, a desviar-me de outros atletas, enfim. Depois de sairmos da zona do Jamor, foi quando finalmente pude correr livremente.

Como sempre neste tipo de provas, se há coisa que não falta é atletas à minha volta. E neste dia em especifico, por causa de uma saída com tanta gente, tinha também muitos atletas para ultrapassar. Foi autenticamente uma prova de trás (embora não estivesse num bloco atrás) para a frente.

Fonte: Mário Sobral
Os primeiros quilómetros foram feitos num bom andamento, o que me estava a deixar satisfeito. Sabia que podia estar a cometer um erro ao ir tão rápido na primeira parte da prova, pois a 2ª parte tinha bem mais inclinação, mas neste tipo de provas não se pode guardar energias: é dar tudo e pronto! 

Apesar da constipação estar quase curada, ainda sinto alguma desidratação extra e vontade de ingerir líquidos quando corro. E pela primeira vez numa prova, não consegui apanhar uma garrafa de água. Não sei se foi falha minha, ou se simplesmente deveria haver mais gente a entregar água. Mas a verdade é que naquele momento teria feito a diferença. Não quis estar a pedir a ninguém (sim fui parvo) e continuei.

A primeira grande subida chegou e a média desceu abruptamente. A força já não estava igual aos primeiros quilómetros, mas ainda havia muito sofrimento pela frente. Seguiram-se alguns quilómetros com uma inclinação mais favorável a ritmos mais altos (voltando a baixar dos 3:20/km), e acreditem ou não ainda continuava a ultrapassar alguns atletas. Contam-se pelos dedos de uma mão os atletas que me passaram. Se calhar tem de existir mais um bloco para os atletas da frente, e talvez possa evitar um pouco o que aconteceu na partida.

Chegou A subida da prova. Em 2018 já a tinha feito e por isso sabia que a mesma era feita basicamente à base de sofrimento. Dei tudo o que ainda restava, e como este ano a prova acabou fora do Estádio Nacional, praticamente acabámos a subir. Mal conseguia respirar quando parei de correr. Acabei a prova com um pico de 193bpm e a 4:09/km, face a uma média de 3:22/km durante a prova.

Ainda não sei a minha classificação mas pouco me importa face aos objetivos desta prova. O meu tempo final de 34m00s (ainda falta saber o oficial) deixa-me um sabor agridoce. Por um lado foi uma boa prestação e talvez acima das minha expectativas. Por outro lado, o meu tempo foi praticamente igual ao de 2018. A rever. O Vitória classificou-se como a 8ª melhor equipa a nível nacional. Ambicionava-mos mais, mas já foi um excelente resultado!

Daqui a duas semanas há mais. Até lá!

Resultados: Campeonato Nacional de Estrada

4 comentários:

  1. Parabéns pela excelente prova. Parece que o 2020 está a começar bem e com boas indicações para um ano em grande ;)
    Abraço

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    1. Obrigado Edgar! Esperemos que seja assim!

      Um abraço e bons treinos

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  2. Parabéns pela prova! Tive muita pena de ter faltado a esta mas uma gripalhada meteu-me de baixa das corridas nesta semana...

    Um abraço e força para mais!

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    1. É sempre uma prova gira pelo tipo e quantidade de atletas envolvidos!

      Um abraço João

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