No último artigo aqui do blog, tinha dito que aquelas provas seriam a minha única aventura pelo Troféu de Cascais na presente época. Mas claro que o meu treinador tinha que inventar. Citando as palavras dele no pós-prova: “Vítor, em que treino é que estás durante 16 minutos acima das 180bpms?”. E era mesmo este o objetivo, dar-me um estimulo diferente.
Não conhecia a zona de Janes/Malveira da Serra. Quando cheguei lá de carro percebi que aquilo ia ser um inferno. Aliás, a primeira coisa que fiz foi mandar mensagem à Johanna, que tinha ficado em stand by à espera que eu lhe dissesse algo para me ir ver com os miúdos, para se deixar ficar em casa, pois ela nem ia conseguir estacionar como deve ser e que com uma bebe e um terrorista, eu até tinha medo que eles ali tivessem. Questões familiares à parte, cheguei e basicamente fui logo aquecer. Tenho andado a lidar com alguns toques, mas desde o momento em que aqueci, esqueci-me deles pois percebi que iria ter outros problemas para pensar.
Naquele domingo estava calor, e com uma noite mal passada (o típico neste último ano), sentia-me algo preso e sem energia. Tinha esperança que na linha de partida essa sensação passa-se, mas infelizmente quando deram o sinal de partida, as sensações foram logo bastante más. Logo para começar, o 1ºkm teve 22 metros de acumulado, e para terem noção do meu estado, o Pedro Rodrigues (atleta que está em primeiro no Troféu) ia a correr ao meu lado e quase no final da primeira longa subida disse-me para controlar a respiração. Já há anos que não ouvia este conselho durante uma prova.
Após esta primeira subida, seguiram-se 28 metros de desnível… negativo. Enquanto descia, e sabendo que a prova era ida e volta, na minha cabeça só pensava “depois vamos ter subir esta merda toda outra vez #%$#&%$!!!”. Mesmo assim tentei concentrar-me e aumentar a passada pois percebi que estava a abrandar. O 3º km foi de sobe e desce, e acabou por se começar a desenhar aquela que viria a ser a minha classificação geral (o Pedro já se tinha ido embora, e rapidamente fiquei sozinho).
Para terem noção, apesar de uma média final de 3:25/km, fiz o 4ºkm a um ritmo de 3:42/km, com 29 metros de acumulado. E depois fiz os últimos 900 metros a 3:10/km. Em que mundo é que isto faz sentido?
A prova teve um total de 82 metros de desnível acumulado. O tempo oficial de chegada foi de 16m54s para cerca de 4.9km, 4º lugar da geral e 1º do escalão. Semelhante aos das outras provas no Troféu. Foi um verdadeiro parte pernas, e que me desculpem, mas mesmo estando a pensar um dia fazer o Troféu de Cascais mais a sério, não sei se torno a meter os pés nesta prova. Pelo menos enquanto tiver na memória o quão horrível foi.
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Resultados: 11ª Légua de Janes
Não conhecia a zona de Janes/Malveira da Serra. Quando cheguei lá de carro percebi que aquilo ia ser um inferno. Aliás, a primeira coisa que fiz foi mandar mensagem à Johanna, que tinha ficado em stand by à espera que eu lhe dissesse algo para me ir ver com os miúdos, para se deixar ficar em casa, pois ela nem ia conseguir estacionar como deve ser e que com uma bebe e um terrorista, eu até tinha medo que eles ali tivessem. Questões familiares à parte, cheguei e basicamente fui logo aquecer. Tenho andado a lidar com alguns toques, mas desde o momento em que aqueci, esqueci-me deles pois percebi que iria ter outros problemas para pensar.
Naquele domingo estava calor, e com uma noite mal passada (o típico neste último ano), sentia-me algo preso e sem energia. Tinha esperança que na linha de partida essa sensação passa-se, mas infelizmente quando deram o sinal de partida, as sensações foram logo bastante más. Logo para começar, o 1ºkm teve 22 metros de acumulado, e para terem noção do meu estado, o Pedro Rodrigues (atleta que está em primeiro no Troféu) ia a correr ao meu lado e quase no final da primeira longa subida disse-me para controlar a respiração. Já há anos que não ouvia este conselho durante uma prova.
Após esta primeira subida, seguiram-se 28 metros de desnível… negativo. Enquanto descia, e sabendo que a prova era ida e volta, na minha cabeça só pensava “depois vamos ter subir esta merda toda outra vez #%$#&%$!!!”. Mesmo assim tentei concentrar-me e aumentar a passada pois percebi que estava a abrandar. O 3º km foi de sobe e desce, e acabou por se começar a desenhar aquela que viria a ser a minha classificação geral (o Pedro já se tinha ido embora, e rapidamente fiquei sozinho).
Para terem noção, apesar de uma média final de 3:25/km, fiz o 4ºkm a um ritmo de 3:42/km, com 29 metros de acumulado. E depois fiz os últimos 900 metros a 3:10/km. Em que mundo é que isto faz sentido?
A prova teve um total de 82 metros de desnível acumulado. O tempo oficial de chegada foi de 16m54s para cerca de 4.9km, 4º lugar da geral e 1º do escalão. Semelhante aos das outras provas no Troféu. Foi um verdadeiro parte pernas, e que me desculpem, mas mesmo estando a pensar um dia fazer o Troféu de Cascais mais a sério, não sei se torno a meter os pés nesta prova. Pelo menos enquanto tiver na memória o quão horrível foi.
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Resultados: 11ª Légua de Janes
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maio 7, 2026
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