Sei que já vem algum tempo fora do lançamento, mas com a fascite plantar que me fez parar cerca de dois meses, tive que atrasar a análise completa a este modelo da Kiprun. Já tinha uma opinião com as primeiras sensações antes da paragem, mas só depois de parar (e com ainda o tempo da reintrução à corrida) é que pude meter aqueles 100 a 200km que gosto de pôr nuns ténis para poder ter uma opinião real formada. Desculpem à muita (!!!) gente que me foi pedindo a análise a estes Kipstorm Tempo, mas não consigo ser com muita gente que faz análises e dão opiniões formadas com 1 ou 2 treinos feitos com os ténis nos pés.
Sendo estes a evolução natural dos Kiprun KD900 2, aos quais já tinha feito análise aqui, tinha já uma base com que analisar este modelo. Apesar da mudança de linhagem a nível de nome dos modelos que a Decathlon fez (e bem), os Tempo apresentam-se como uma versão refinada e corrigindo muito das criticas que se fizeram aos KD900 2. Logo ao calçar, nota-se que são um modelo com melhor material de construção, mais robustos e na verdade ainda mais leves. Mas na minha opinião, houve ali qualquer coisa que se perdeu. Mas já lá vamos.
Apesar de o meu objetivo com estes Tempo ser fazer aqueles treinos, passando a redundância, de Tempo, podendo variar ali em Z3 e Z4, também os experimentei em alguns treinos com um ritmo mais vivo mas em corrida contínua para perceber se estavam mais estáveis que os KD900 2 para este efeito. E se ao calçar se notava uma melhoria na estabilidade, em corrida nota-se que são muito mais estáveis, tendo um bom amortecimento em ritmos vivos. Também os experimentei em séries mais curtas de 300m a 100m e portaram-se bem, sendo que aqui se nota que são um pouco pastelões para este efeito.
Pegando exatamente neste último ponto, algo que tenho testado nas últimas semanas é o comportamento deles principalmente em Z4 (sendo que a minha Z4 neste momento se situa ali de forma alargada entre 3:20/km a 3:35/km +-) face aos KD900 2. A verdade é que para mim, sendo os KD900 2 um modelo mais justo e com um desenho da sola mais agressivo, sinto que no arranque e mesmo durante as séries, se perde alguma “magia” e sensação de passada rápida dos Tempo quando comparado com os KD900 2. Não me compreendam mal, os Tempo são um modelo mais maduro e talvez bem mais versáteis que os KD900 2 (fazer um treino de Z2 com estes, acaba por ser bastante sofrível), o que os torna um boa evolução.
A nível de respiração, nada a dizer, fiz treinos com eles neste verão em que tivemos dias duros de calor, aliás, até treinos de rampas fiz, e acabei por nunca sofrer dos pés com eles. Quanto à aderência, nada a dizer para variar nestes últimos da Decathlon nestes modelos de gama superior. Os primeiros treinos que fiz com eles em Abril, em que ainda apanhei condições mais adversas, foram sem problema algum.
Em jeito de conclusão, se aconselho estes Tempo? Sem dúvida. Todos os outros super trainers do mercado já vão para outra gama de preços, e outro aspecto é que este modelo não tem qualquer tipo de placa de carbono, o que acaba por ser um beneficio para quem quer um modelo sem este tipo de tecnologia para treinar (ou competir). Porém, existe um modelo rival que por mais 10€ oferece o mesmo tipo de comportamento: os adidas Evo SL, já analisados aqui no blogue. Apesar dos Evo SL tenham bastante versatibilidade, sinto que os Kipstorm Tempo têm mais qualidade, para além de uma aderência bastante melhor (sim eu sei que até tinha dado uma boa pontuação neste campo aos Evo SL, mas a verdade é que cada vez mais penso o contrário). É o bom do mercado que estamos a viver, boas opções e com marcas com a Kiprun cada vez mais a fazer frente às marcas dominantes de sempre.
Pontos Positivos
++ Relação preço/qualidade
++ Amortecimento
++ Aderência
+ Peso
+ Conforto
+ Respirável
Pontos "assim-assim"
+- Responsividade (face aos Kiprun KD900 2)
Pontos Negativos
- Nada a apontar.
Onde comprar?
Sendo estes a evolução natural dos Kiprun KD900 2, aos quais já tinha feito análise aqui, tinha já uma base com que analisar este modelo. Apesar da mudança de linhagem a nível de nome dos modelos que a Decathlon fez (e bem), os Tempo apresentam-se como uma versão refinada e corrigindo muito das criticas que se fizeram aos KD900 2. Logo ao calçar, nota-se que são um modelo com melhor material de construção, mais robustos e na verdade ainda mais leves. Mas na minha opinião, houve ali qualquer coisa que se perdeu. Mas já lá vamos.
Apesar de o meu objetivo com estes Tempo ser fazer aqueles treinos, passando a redundância, de Tempo, podendo variar ali em Z3 e Z4, também os experimentei em alguns treinos com um ritmo mais vivo mas em corrida contínua para perceber se estavam mais estáveis que os KD900 2 para este efeito. E se ao calçar se notava uma melhoria na estabilidade, em corrida nota-se que são muito mais estáveis, tendo um bom amortecimento em ritmos vivos. Também os experimentei em séries mais curtas de 300m a 100m e portaram-se bem, sendo que aqui se nota que são um pouco pastelões para este efeito.
Pegando exatamente neste último ponto, algo que tenho testado nas últimas semanas é o comportamento deles principalmente em Z4 (sendo que a minha Z4 neste momento se situa ali de forma alargada entre 3:20/km a 3:35/km +-) face aos KD900 2. A verdade é que para mim, sendo os KD900 2 um modelo mais justo e com um desenho da sola mais agressivo, sinto que no arranque e mesmo durante as séries, se perde alguma “magia” e sensação de passada rápida dos Tempo quando comparado com os KD900 2. Não me compreendam mal, os Tempo são um modelo mais maduro e talvez bem mais versáteis que os KD900 2 (fazer um treino de Z2 com estes, acaba por ser bastante sofrível), o que os torna um boa evolução.
A nível de respiração, nada a dizer, fiz treinos com eles neste verão em que tivemos dias duros de calor, aliás, até treinos de rampas fiz, e acabei por nunca sofrer dos pés com eles. Quanto à aderência, nada a dizer para variar nestes últimos da Decathlon nestes modelos de gama superior. Os primeiros treinos que fiz com eles em Abril, em que ainda apanhei condições mais adversas, foram sem problema algum.
Em jeito de conclusão, se aconselho estes Tempo? Sem dúvida. Todos os outros super trainers do mercado já vão para outra gama de preços, e outro aspecto é que este modelo não tem qualquer tipo de placa de carbono, o que acaba por ser um beneficio para quem quer um modelo sem este tipo de tecnologia para treinar (ou competir). Porém, existe um modelo rival que por mais 10€ oferece o mesmo tipo de comportamento: os adidas Evo SL, já analisados aqui no blogue. Apesar dos Evo SL tenham bastante versatibilidade, sinto que os Kipstorm Tempo têm mais qualidade, para além de uma aderência bastante melhor (sim eu sei que até tinha dado uma boa pontuação neste campo aos Evo SL, mas a verdade é que cada vez mais penso o contrário). É o bom do mercado que estamos a viver, boas opções e com marcas com a Kiprun cada vez mais a fazer frente às marcas dominantes de sempre.
Pontos Positivos
++ Relação preço/qualidade
++ Amortecimento
++ Aderência
+ Peso
+ Conforto
+ Respirável
Pontos "assim-assim"
+- Responsividade (face aos Kiprun KD900 2)
Pontos Negativos
- Nada a apontar.
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setembro 6, 2026
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