terça-feira, 16 de julho de 2019

Análise Mund Compression

Este artigo faz parte de uma série de análises a 3 produtos que foram fulcrais no caminho para a minha primeira maratona. O primeiro artigo foi uma análise ao Compressport Free Belt e o segundo foi aos Mund Compression Shorts R343. Vamos ao terceiro e último artigo.

Quem me me acompanha, certamente já terá reparado que raramente treino sem perneiras de compressão. Sei que há muito controvérsia em relação a este assunto mas sou-vos sincero: não quero saber. Eu sei bem as sensações que elas me dão… é mesmo muito raro sentir os gémeos cansados. Podem perguntar à pessoa que me trata da minha saúde desportiva, o Paulo Monteiro, as vezes que tive problemas nos gémeos. Assim de repente tive um pequeno estiramento há 2 anos e meio.

Não, as meias/perneiras não nos fazem correr mais rápido. Para mim, a diferença está na estabilidade e na recuperação mais rápida que elas promovem. Portanto, podemos treinar mais e melhor! Sendo nu e cru: experimentem (umas boas perneiras, não uma porcaria qualquer) durante um tempo considerável, em vários tipos de treino, em vários pisos e depois avaliem os resultados que obtiveram. Não sentiram qualquer diferença? Ótimo, pelo menos tiraram as dúvidas. Sentem-se melhor durante e no pós treino? Excelente! Vamos então falar das meninas que tenho usado esta época.


Já tive muitas perneiras de diferentes marcas, de tecidos aleatórios, de marcas mais comerciais ou algumas de marcas de mais desconhecidas. É um pouco o caso destas Mund Compression. Comecei por ter o modelo cor de laranja, bastante vistoso como vocês podem ver nas fotos. Gostei tanto que acabei por adquirir o modelo preto porque, confesso, estou a ficar um bocado cansado de cores fluorescentes.

No que é que estas perneiras são diferentes das outras? A compressão é qualquer coisa de fenomenal. Sabem o que é compressão graduada? Basicamente, é uma compressão que não é igual em todas as zonas da meia. Por exemplo, na zona do tornozelo a compressão tem um grau diferente da compressão exercida sobre o gémeo. Isto provoca que seja acelerada a circulação sanguínea, de forma a fazer um retorno do sangue mais rápido em direção ao coração. Agora podem comparar com outras meias que se vêm por ai que basicamente têm uma compressão desmedida e uniforme..


A nível de material são ótimas, e mais uma vez tal e qual o artigo anterior, não chateiam com calor e ainda aquecem quando as temperaturas estão mais agrestes. Após, sem exagero, bem mais de uma centena de treinos o material continua forte e com uma excelente compressão.

Tal como disse no artigo anterior, a Mund é já uma das minhas marcas de eleição. Não é uma marca barata mas também está longe de ser uma marca cara. A qualidade que oferece pelo preço, para mim é excelente. Sim estas duas últimas duas frases foram cópia do meu último artigo. Não posso inventar muito, quando gostamos de um produto/marca, não há muito para dizer! Se quiserem experimentar umas boas perneiras de compressão e tirar as dúvidas se realmente têm algum efeito na vossa condição física, estas Mund são uma excelente opção! 

Pontos Positivos
+ Aspeto
+ Durabilidade
+ Qualidade material
+ Respirabilidade
+ Compressão

Pontos "assim-assim"
+- Preço (aproveitem, estão em promoção!)

Onde posso comprar? Mais uma vez, na Runsox. Se quiserem outras cores, espreitem a secção de outlet. Se não gostarem de uma compressão muito grande, experimentem as Long Distance.



segunda-feira, 8 de julho de 2019

18ª Légua Noturna – Cidade de Odivelas

O fim da época aproxima-se a passos largos e com isso vêm aquelas provas típicas de final de época. Na minha ainda curta carreira desportiva, uma prova que tem sido hábito para mim estar presente é a Légua Noturna de Odivelas. Nas últimas duas épocas (há dois anos ainda participei devagarinho pois estava lesionado) a prova bateu no fundo pois retiraram qualquer espírito competitivo à prova e sendo esta uma prova que já tinha alguma tradição na cidade, foi o que bastou para o ano passado nem sequer ter ouvido falar da prova apesar da mesma ter acontecido. Este ano a prova voltou a ter um espírito competitivo e os resultados estão à vista: inscrições esgotadas, bons atletas presentes e uma cidade animada.

Na roda vida que tem sido a minha vida desde o fim de 2018, este fim de época está a ser gratificante para mim pois estou a conseguir recuperar alguma capacidade física (em termos de velocidade) que já nem me lembrava ter. Estou-me a sentir bem nos treinos e apesar do descanso não corresponder ao ideal, nem tudo está mal. Foi assim que me apresentei no sábado na linha de partida, animado, bem fisicamente mas sem saber se o meu meu corpo iria corresponder ao exigido.

A partida foi dada em bom ritmo. Eu apresentava-me no bloco de partida numa segunda linha e tive que ultrapassar alguns atletas para me pôr lado a lado com o grande José Gaspar. Ora bem acho que o acompanhei durante... 10 segundos. A partir daí, não sei bem que mudança é que o Gaspar meteu, que mesmo que quisesse, não conseguia ir atrás dele. Segui então num grupo composto pelo meu colega de equipa Francisco Pedro, Paulo Gomes e Edmir Correira. O Paulo lançou-se para a frente e o Francisco e o Edmir foram atrás dele. Estava a custar-me entrar no ritmo louco que uma légua exige e a distância que estava a perder para estes atletas demonstrava isso.

Fonte: Running & Medals
Quando estávamos a chegar perto do Strada Outlet, aparece mais uma subida e aqui percebi que podia ser o ponto de viragem. Carreguei e tentei fazer valer aquilo que outrora já foi um ponto forte meu: a facilidade em subir. Quando acabou a subida já corria lado a lado com os atletas que mencionei e estava de novo em prova. Fizemos um retorno e começámos a passar por todos os atletas que seguiam atrás de nós. Obrigado a toda a gente que disponibilizou um pouco da sua energia para me dar força! Desculpem não ter retribuído mas estava a correr praticamente no limite!

Lentamente eu, o Francisco e o Edmir fomos-nos afastando do Pedro, e em poucas centenas de metros ficámos apenas eu e o Francisco. Como em tantas outras provas, eu e o Francisco seguíamos lado a lado em excelente ritmo. Ao chegar aos 3.5 kms o Francisco diz-me que já não estava a conseguir aguentar o ritmo, tentei puxar por ele mas em pouco tempo fiquei a correr sozinho.

Fonte: Running & Medals
O último quilómetro da prova foi um martírio. Puxava, puxava, mas as pequenas inclinações não ajudavam a manter o ritmo. Perto da meta, passo outra vez pela mesma subida que no início da prova (não a mencionei mais atrás) e foi altura de cerrar os dentes pois não podia abrandar. Quando voltei a descer, dei tudo o que tinha.

Passar a meta na minha cidade é sempre uma sensação especial. Passando em 2º lugar da geral e 1º do escalão, essa sensação consegue ser ainda melhor. O ritmo esse, foram uns agradáveis 3:18/km, para 4.8km feitos em 15m53s.


Resta-me agradecer à minha cidade por me voltar a fazer ter gosto a correr nas provas locais. Só dois apontamentos: a prova ter mesmo 5 quilómetros (afinal é uma légua), ter classificações coletivas (tenho a dizer que este ano o Vale Grande ganhava fácil ehehe) e não juntarem os escalões sénior com Veterano I. De resto, bem vinda de volta Légua Noturna de Odivelas!


Resultados: 18ª Légua Noturna – Cidade de Odivelas

domingo, 30 de junho de 2019

Challenge Odivelas a Correr

O despertador toca às 2h50 da manhã. Acordo sobressaltado de um sono profundo e fico a pensar "mas que raio está a acontecer?!". E durante uns minutos fiquei a pensar no que raio me tinha metido. Mas agora já não havia nada a fazer, equipar, vestir e vamos embora para o parque de Odivelas.

Quando chego ao parque estava o Paulo no seu auge, a correr a bom ritmo a fazer o turno das 2h às 4h. As pessoas falam comigo mas eu ainda mal sou capaz de articular palavras como deve ser. Na minha cabeça tudo aquilo parecia irreal. Relembro-vos que a forma como iria participar nesta prova era numa equipa de 6 elementos para fazer as 12 horas de prova. O meu turno estava nesta altura quase a chegar, sendo o meu bloco das 4h às 6h.

O Paulo mais cedo do que eu estava à espera diz-me que só ia fazer mais uma volta o que me obrigou a acelerar a preparação. Despe, casa de banho, alonga um bocadinho e logo de seguida aparece o Paulo para me passar o "testemunho". O meu objetivo desde cedo era fazer o meu treino programado de 80 minutos englobado nas 2 horas que tinha para fazer. Fiz então a primeira volta num ritmo tranquilo e para minha surpresa e apenas com 2 horas de sono, sentia-me solto.

Passo pela primeira vez a linha de partida e acelero. Começam logo todos em alvoroço e com piadas (que se mantiveram durante muitas voltas) do tipo "tem cuidado, não levantes pó que há pessoas a comer!". Ossos do ofício! Queria fazer o meu treino de 1h20m sempre abaixo dos 3:50/km mas rapidamente tirei essa ideia da cabeça. O percurso não é de todo propício a grandes andamentos e apenas em reta conseguia imprimir um bom ritmo.

Durante muitos quilómetros senti-me bem e consegui aguentar sempre um ritmo certo. Mas ao chegar o final do treino, o cansaço mental começou a impor-se. Passo uma vez pelo atleta Jaime Maurício e digo-lhe mesmo "como é que vocês aguentam esta merda?!", isto sabendo que eles estavam ali para fazer 12 horas. Ansiava para que chegasse a volta final do treino e quando ela finalmente chegou, passei a partida/meta e parei. Já tinha pensado em fazer isto mas não pensei que o fosse fazer com tanta vontade. Agarrei na minha GoPro, pus-a ao peito e segui para mais 40 minutos a um ritmo mais tranquilo.


Pensei que fosse aguentar um ritmo estável mas a cada curva a marreta dava uma pancada mais forte. Para terem noção, comecei o pós-treino a 4:33/km e acabei a 5:40/km. Pelo meio ainda meti na cabeça que já que ali estava iria fazer 30km. Já me doía tudo, o corpo já não estava habituado a tantos quilómetros principalmente depois de Sevilha. O sofrimento acabou por terminar.  Mas não sem parar e sentir pela primeira vez um bom enjoo. Segundo os mais experientes é a falta de habituação em correr longas distâncias em circuito.

Fiquei feliz com o resultado obtido, principalmente sabendo que ainda íamos a meio da prova e já estávamos com cerca de 5 voltas de avanço. Acabámos as 12 horas com 15 voltas de avanço! O Vale Grande acabou em primeiro nas 3 horas individuais masculinas, 12 horas por equipa de 4 elementos e também por equipa de 6 elementos. Não se podia exigir mais!







Os meus parabéns à organização e principalmente ao meu amigo Rui Martins. Fizeram um fantástico trabalho com os poucos meios que tinham e pode-se mesmo dizer que absolutamente nada correu mal. Para uma primeira edição é um excelente ponto de partida. Agora é aparecerem mais apoios e mais gente na organização para conseguirem subir a parada e fazerem deste Challenge uma prova de renome em Odivelas!

Foi uma excelente manhã e foi um bom parte pernas para a aventura da próxima semana: Légua Nortuna de Odivelas!

 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Challenge Odivelas a correr - O desafio és tu que o crias!


Já tens planos para dia 29 à noite? E dia 30? E que tal arranjares uma equipa e correrem 12 horas? Ou correres individualmente 3 ou 12 horas? Tens coragem? 

Odivelas vai ter pela primeira vez uma prova de resistência entre o dia 29 e dia 30 (começa à meia noite de domingo) em que individualmente ou em equipa podes desafiar os teus limites da corrida. Sozinhos ou acompanhados, façam a festa e tragam as vossas tendas, mesas e cadeiras para descasarem sempre que acharem necessário. A organização também disponibilizará abastecimentos durante toda a prova. O loca da prova será no Parque Urbano Rio da Costa (junto aos Bombeiros de Odivelas).

Metade do valor de cada inscrição reverte para a APCL - Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, sendo que foram os membros desta associação que fizeram os troféus finais como podem ver neste post

Eis as modalidades de inscrição que existem:
  • 3 horas contínuas individuais
  • 12 horas contínuas individuais
  • 12 horas em equipa de 4 elementos
  • 12 horas em equipa de 6 elementos

Eu vou participar com a grande equipa da Associação Vale Grande! E tu vais faltar? Do que é que estás à espera? Inscreve-te já em: https://www.prozis.com/pt/pt/evento/challenge-odivelas-a-correr

domingo, 2 de junho de 2019

15ª Corrida das Pontes

Estes últimos meses têm sido um desastre. Não há outras palavras para descrever tudo o que tem acontecido após a Maratona de Sevilha. Chamem-lhe depressão pós-maratona, chamem-lhe trabalho a mais e sono a menos, chamem-lhe falta de foco, chamem-lhe o que quiserem. A verdade é que hoje deveria ser um ponto de mudança. Mas não foi. Mas também não foi assim tão mau.

Desde sexta que a minha cabeça desligou-se da corrida. A força mental conta muito, principalmente quando vamos enfrentar uma prova com temperaturas perto dos 30º. E a verdade é que só fui aquecer quando faltavam 15 minutos para a prova e durante muitos quilómetros da prova a minha cabeça estava em todo lado menos em cima das famosas pontes. Vamos à prova.

Parti perto da linha de partida, rapidamente se seguiram dois atletas na frente, o João Vaz que na verdade estava a treinar e o Tiago Godinho que finalmente tive o prazer de conhecer fora do mundo dos blogues! Tinha decido encarar Coruche num vai ao racha, e foi isso que fiz logo ao início. Acelerei e pus-me na frente do grupo perseguia estes dois atletas. Lentamente comecei a aproximar-se deles e o Tiago começou a correr ao meu lado. O João ia na frente e o meu colega de equipa Francisco Pedro que se encontrava a correr ao meu lado disse-me que ele só estava a treinar. Não mudava nada.

Posso dizer que nos primeiros quatro quilómetros ainda conseguia controlar a minha cabeça e o meu corpo. Seguia na frente da prova e usava isso para me tentar motivar, não viajando assim nos meus pensamentos. Por esta altura seguia com uma média abaixo dos 3:20/km. Ao 5º quilómetro entrámos em terra batida e as minhas forças parece que começaram a ficar enterradas na areia. Quando entrámos na bonita zona do Rio Sorraia, o corpo já só pedia um mergulho naquelas águas.

À entrada do 7º km, foi quando o desastre anunciado chegou. Já tinha dito e tornei a dizer ao Francisco Pedro para seguir para a frente e ele conseguiu ganhar uns valentes metros de distância do grupo. Depois disto sinceramente pouco mais há a contar. Ao 9º km enfrentámos aquela que é a maior dor nesta prova, uma boa subida que com o calor que estava parecia que nunca mais acabava! Mas sinceramente, fiquei com a sensação que podia ter dado mais na mesma...

O último quilómetro foi disputado com o grande Nuno Rocha (que também tive o prazer de conhecer pessoalmente) e que basicamente me disse que era injusto roubar-me o 2º lugar. Não tenho palavras para descrever esta atitude, grande desportivismo! No entanto, acusei aquelas palavras e dei tudo que podia nas últimas centenas de metros!


Terminei em 2º lugar da geral, 1º do escalão, com uns agradáveis 33m55s. Fica muito aquém daquilo que eu gostava de fazer mas foi o possível. Fico triste quando olho para trás e vejo que há quatro anos fiz pela primeira vez esta prova e na altura bati o meu recorde pessoal com um tempo de 34m08s. Apenas 13 segundos de diferença. Isto já deveria estar bem melhor...

Devo dizer que gosto muito desta prova e não tenho nada a apontar, excepto numa coisa: por favor comecem a prova mais cedo... começar a prova às 9h, 9h30m é o mínimo exigível para esta altura do ano. E não dêem a desculpa do pessoal que vem de fora (eu próprio demorei 1 hora a chegar), olhem para o pessoal do trail e as horas que algumas provas começam, e vejam se os atletas não aparecem à mesma.

E é isto pessoal. Agora é altura de olhar par ao calendário e perceber se ainda há mais alguma coisa que possa fazer esta época. A forma está a melhorar e há que aproveitar!

Resultados: 15ª Corrida das Pontes

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Análise Mund Compression Shorts R343

Este artigo faz parte de uma série de análises a 3 produtos que foram fulcrais no caminho para a minha primeira maratona. O primeiro artigo foi uma análise ao Compressport Free Belt. Vamos ao segundo.

Eu sempre torci o nariz a calções justos. O máximo que usava era leggings e apenas quando o frio apertava. Mais uma vez, quando os treinos longos começaram a apertar comecei a sentir falta de apoio e mesmo algum cansaço nos quadríceps, e acreditem que foi uma sensação que nunca tinha tido! Portanto, estava na altura de utilizar algo que me desse o apoio que costumo utilizar nos gémeos (sobre isso falaremos no próximo artigo).


Resolvi apostar nos Mund Compression Shorts R343. Simplesmente, acho que não poderia ter escolhido melhor. Sente-se bem a compressão dos mesmos sem ser nenhum exagero. O tecido é fresco e transpirável, e mesmo no Inverno dão um excelente apoio naqueles treinos em temperaturas mais baixas. 

O cuidado com as costuras é notório o que se traduz num conforto que não estava à espera. Adaptam-se que nem uma luva às pernas. Como podem ver pelas imagens, o tecido é diferente dos outros calções de compressão e isso, para mim, é um bónus pois dão um toque diferenciador. 


O grande extra destes calções, são os dois bolsos que trazem. Não parecem mas são dois grandes bolsos! E também têm compressão, ou seja, até um telemóvel de dimensões consideráveis dá para levar com vocês sem o risco de cair e ainda levarem as chaves do carro e um gel no outro bolso. 


A Mund começa a ser cada vez uma das minhas marcas de eleição. Não é uma marca barata mas também está longe de ser uma marca cara. A qualidade que oferece pelo preço, para mim é excelente. E estes calções são a prova disso. E são o complemento perfeito para o artigo que vem a seguir. Fiquem atentos!

Pontos Positivos
+ Aspeto
+ Durabilidade
+ Qualidade material
+ Respirabilidade
+ Bolsos

Pontos Negativos
- Preço (aproveitem, estão em promoção!)

Onde posso comprar? Na Runsox. Se forem mais friorentos, espreitem o modelo R342.



sábado, 11 de maio de 2019

Análise Compressport Free Belt

Não escondo que o treino para a maratona foi um dos maiores desafios da minha vida não só a nível físico como psicológico. Mas existe todo uma outra componente: o desafio a nível de material.

Os meus treinos sempre foram relativamente curtos. Apoio a nível muscular durante o treino? Que é isso? Bolsos para mais do que um bocado de papel e um par de chaves? O bolsinho típico dos calções chega. Recuperação? Algum descanso e água fria dão conta do recado. Eu nem nunca tinha tomado um gel durante um treino. Portanto, vocês estão a entender onde eu quero chegar.

Este é o primeiro de três artigos de análises sobre material que utilizei no treino para a maratona. Então vamos lá a isto.

Mal os treinos começaram a aumentar de duração, comecei a precisar mais do que um simples bolsinho dos calções. Onde pôr 1 ou 2 géis? Como é que me vou hidratar? Onde vou levar algo que me permita levar algo para ouvir uns podcasts para não ficar maluquinho por estar a gastar tanto tempo a correr? Isto fora as coisas normais como já disse em cima.


Na Meia Maratona dos Descobrimentos conheci um atleta que já tinha feito a maratona e durante a prova, conversa puxa conversa e ele aconselha-me a Compressport Free Belt e mostra-me que a está a utilizar naquele preciso momento. Não precisei de mais nada, fiquei convencido. Estávamos a correr a 3:30/km e aquilo não o estava a incomodar!

Este Free Belt é facilmente uma das melhores compras que fiz na minha vida desportiva. Ainda desconfiei mas mal o experimentei fiquei convencido. Pus o que precisava no “bolso” e a verdade é que não há mesmo falta de conforto na corrida. Sabem quanto é que esta "cinta" pesa? 50 gramas. Incrível!

As coisas não dançam no bolso, o material é respirável e não incomoda mesmo quando o nosso corpo já implora por um banho de água fria. Qualidade do material? Impecável, depois de dezenas de treinos continua com elasticidade e sem qualquer tipo de desgaste. E ainda vem com um flask maleável de 600ml! E que me jeitaço de me deu quando precisei de levar água comigo.

Para terem noção, já fiz treinos com o seguinte material no "cinto": telemóvel, dois géis, chave de casa, papel higiénico (típico!) e o flask cheio de água. E querem saber o melhor? Ainda havia espaço para mais uma coisita ou outra. Mas claro que não vou mentir, com o cinto com tanta coisa, principalmente o flask cheio de água, demora algum tempo no início do treino até deixar de sentir aquele "peso" há volta de anca. Mas fiz vários treinos longos e a ritmos consideráveis e nunca me senti desconfortável. Até já treinos intervalados fiz com ela mas claro que neste caso apenas levava chaves e pouco mais.


Podem ver nas imagens em baixo de como o material fica acomodado no cinto.

O telemóvel entra todo no cinto, apenas o deixei ligeiramente de fora para perceberem o que lá estava.
Uns géis...
O flask! Aqui claro que já me ocupava o espaço todo das costas.
Sim é caro e há soluções mais baratas. Conseguem arranjar na Decathlon algo parecido entre os 5-10€ Mas sinceramente essas soluções não têm tanto espaço para guardar coisas, não se adaptam tanto ao corpo e não têm a qualidade que o material da Compressport oferece. Para mim não há grande discussão. Se precisam de algo idêntico, comprem.

Pontos Positivos
+ Aspeto
+ Durabilidade
+ Qualidade material
+ Respirabilidade
+ Espaço de arrumação

Pontos "assim-assim"
+- Preço

Onde posso comprar? Na Runsox. Se precisarem de algo ainda com mais funcionalidades, têm aqui a versão Pro.



quinta-feira, 25 de abril de 2019

6ª Corrida da Liberdade Cidade do Montijo

Na semana passada quando estava no vai e não vai ao Grande Prémio da Páscoa de Constância por causa do gasóleo (sim leram bem), reparei nesta prova no calendário do nosso João Lima. Grátis, relativamente perto, num feriado... inscrevi-me! Acabei por estar presente em Constância e lá tive que fazer o choradinho ao meu treinador para me ajustar o plano de treinos para conseguir ir ao Montijo. Depois falamos do que este ajuste significa.

Já partilhei com vocês que não estou na melhor forma física nem mental. Felizmente está tudo bem na minha vida e isto são apenas "dores" de quem anda demasiado ocupado com coisas mais "importantes". Era de uma prova assim que estava a precisar, algo sem "obrigações", onde não tivesse nada a provar e que no fundo seria algo parecido a um treino de séries.

Não conheço bem a zona do Montijo mas facilmente dei com o local da prova, chegando até ligeiramente "tarde" mas estranhando ainda ver tão pouca gente. Era apenas o prenúncio para aquilo que se estava a prever acontecer. Fiz um bom aquecimento com o meu amigo Alcindo Ramalho (Run Crew Trail Montijo) e foi quando ele me deu a noticia que às 10h ainda partiriam os mais novos para 1km de prova. Começaram perto das 10h20. Quando acabaram dirigimos-nos para a partida. Arrancamos depois das 10h40. Parecido com as 10h15 que o regulamento dizia. Mas é uma prova grátis por isso...

Sai na frente da prova e lá permaneci durante uns bons... 100 metros no máximo. O Marco Tavares, cuja cara não me era desconhecida na linha de partida, passou-me e impôs um ritmo que eu não sei se iria conseguir aguentar durante muito tempo. Durante algumas centenas de metros andamos abaixo dos 3:10/km e lentamente ele começou-me a ganhar distância. Neste momento corrida lado a lado com o Adelino Monteiro. Estava-me a sentir bem neste ritmo alto e pensava: onde estavam estas sensações em Constância?

Mas a chapada ainda estava por vir. Ao 1.5km de prova damos a volta numa rotunda e parece que fui para outra dimensão. Uma ventania brutal abrandou-nos o andamento sem qualquer misericórdia. Durante algumas centenas de metros vi o ritmo a baixar e cheguei a ver 3:40/km no relógio. Lentamente comecei também a descolar-me do Adelino sem nunca perder o Marco de vista. Passamos novamente pela partida (a prova eram duas voltas de 3kms) e tento aumentar o ritmo para me tentar aproximar do Marco.

Honestamente não há mais grande coisa a contar. Quando demos a volta novamente na rotunda aos 4.5kms percebi que se mantivesse aquele ritmo não iria perder a 2ª posição. Mas tentei lutar contra esse sentimento de "estabilidade" e continuei a dar aquilo que podia. Só nas últimas centenas de metros percebi que já não valia a pena e optei apenas por manter o ritmo sem forçar mais. Terminei com um tempo oficial de 20m23s a 7 segundos do primeiro lugar. Fiquei satisfeito ao ver uma média mais agradável no relógio que no último sábado mas vocês sabem que eu quero e consigo mais e melhor!


Mas agora é tempo de descanso. Os próximos dias os treinos vão ser apenas de manutenção para o corpo recuperar de todas as agressões que tem sofrido com o treino intenso e a falta de descanso. Mas vocês sabem que eu volto. Volto sempre!

Resultados: 6ª Corrida da Liberdade Cidade do Montijo