terça-feira, 17 de abril de 2018

20km da Marginal 2018

Este mês tinha planeado reduzir o número de provas e concentrar-me apenas nas duas milhas que vou ter dia 22 e 25 de Abril a contar o Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures". São duas provas importantes mas tendo em conta que são (demasiado) curtas, este mês tornava-se perfeito para aumentar os quilómetros e preparar o resto da época. Surge assim a minha participação nestes 20km da Marginal!

O meu treinador deu-me o plano de treino para fazer nesta prova e deixou à minha consideração se ia apenas fazer um treino longo e forte ou se fazia mesmo a prova. Acabei por fazer o meio termo. Mas já lá vamos.

Esta é daquelas provas que eu "adoro": começa num ponto A e acaba num ponto B. Isto implica toda a logística de deixar o carro num sitio e ir de transportes até ao outro. Optei por me levantar cedo (já na noite anterior tinha dormido muito pouco...) e ir deixar o carro na partida. De referir que a prova começou às 9:00, o que para mim deveria ser um exemplo a seguir! E mais perto do Verão as provas até poderiam começar mais cedo...

Cheguei a tempo e horas com o Paulo e Maria da minha equipa, equipámo-nos e entregámos as malas no bengaleiro. E depois foi tempo de aquecer... na fila da casa de banho. Uma prova que teve quase 800 participantes (fora os participantes da estafeta!), não pode ter apenas três casas de banho! De resto, a organização até me pareceu impecável mas isto deixou-me bastante chateado.

Depois de menos de 10 minutos de aquecimento e quando faltava apenas um minuto para a partida, lá me instalei no bloco de partida. A partida foi bastante tranquila, tendo até sofrido uma "boca" do Ernesto Ferreira que berrou "se era para descansar ficavam em casa". Bem merecida. Os dois primeiros quilómetros fora feitos a 3:32/km e 3:36/km. Por esta altura, seguia lado a lado com o atleta Pedro Gomes da Odimarq e seguíamos tranquilamente em perseguição do Marco Cardoso que liderava a prova.

Lentamente, acabámos por nos juntar ao Marco e os três seguimos durante muitos quilómetros. O tempo não estava fácil, ora chovia, ora fazia um vento bastante desagradável. Não havia forma de nos resguardarmos do mesmo. Estávamos sempre a ir trocando de posições na frente e mesmo quando seguia atrás de um deles, não sentia qualquer diferença.

Fonte: Xistarca
Uma das coisas que gosto destes 20km da Marginal (gosto do novo nome também), é o facto de irmos passando pelos locais de troca das estafetas. Os outros atletas que estão à espera dos seus colegas de equipa, vão batendo palmas e incentivando quem segue nos 20km. Obrigado!

Voltando à prova, o ritmo foi-se mantendo estável, exceptuando 2 ou 3 quilómetros em que o declive era mais negativo. Um desses exemplos, foi a passagem pelo 2º posto das estafetas em que era a subir e o ritmo foi de 3:32/km, descendo para 3:23/km no quilómetro seguinte. Mas a grande alteração dos acontecimentos, estava por vir.

Fonte: Xistarca
Sinceramente nem me recordo bem a que quilómetro foi mas de repente comecei a perceber que seguia um atleta (Daniel Piñeiro) atrás do nosso grupo. E quando dei por isso, o jogo tinha mudado. O nosso grupo rapidamente se começou a partir e quando dei por mim, o Marco e o Daniel fugiram e eu e o Pedro Gomes ficámos para trás.

Na subida para o último posto das estafetas, consegui ganhar alguns metros ao Pedro e a corrida transformou-se: se antes éramos um grupo, agora era cada um por si. Só a seguir ao 15º quilómetro é que comecei a sentir que realmente estava em prova e se tinha chegado até ali, pelo menos queria ir atrás do pódio.

Fonte: Xistarca
Os dois quilómetros seguintes, foram lentos. Mesmo que a minha cabeça tivesse entrado em modo competição, as pernas já estavam desgastadas dos quilómetros anteriores. Mas sabia que tinha de tentar chegar ao 2º lugar. Entrei no penúltimo quilómetro e aumentei o ritmo. Aproximei-me muito pouco do Daniel. Entrei no último quilómetro e percebi que tinha que dar o que podia. Pelo menos ficava de consciência tranquila. Faltavam uns 300m e por momentos cheguei a acreditar que o iria apanhar. Foi quando o Daniel olhou para trás e nesse momento o jogo acabou.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Passei a meta em 3º lugar da geral e do escalão, com um tempo de 01h09m38s, a escassos 5 segundos do Daniel. Obviamente que não fiquei chateado: fazer um bom treino e ainda alcançar o pódio, foi muito mais do que tinha pensado para a manhã de domingo! Para variar, fui correr um bocado e quando cheguei lá tinha perdido a entrega dos prémios da geral. Típico. Pelo menos cheguei a tempo dados prémios do escalão.

Fonte: RUN 4 FFWPU

Fonte: Sérgio Fernandes
Próxima paragem é já no próximo domingo com a minha primeira experiência numa milha. Ainda estou para perceber como vou fazer um artigo de uma prova de 1609m. Mas cá hei-de inventar qualquer coisa. Até lá!

Resultados: Brevemente

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Análise Mund Ultra Raid e Gococo Light Sport

Esta época tem-me corrido bem a nível de lesões. Uma dor ou outra mas nada muito preocupante que não se resolva com calma, alongamentos e essencialmente boas massagens desportivas. Sem ser uma boa constipação o meu maior inimigo durante boas semanas foram bolhas nos pés. Haviam de ser onde?

Acabei por chegar à conclusão que um dos grandes culpados disso foram os meus Hoka One One mas a verdade é que este problema levou-me a investigar tudo o que poderia estar a afetar o bem estar dos meus pés. Comecei a olhar com atenção para as meias que calçava quando ia treinar e fiquei parvo com o estado de grande parte do meu stock: meias velhas, secas, encardidas e alguns pares até com uns bons buracos. Isto não quer dizer que as meias que tinha eram de má qualidade. Simplesmente já tinham tanto uso que já tinham passado o limite do bom estado para treinar com as mesmas.

Como sabem tenho uma boa relação com a Runsox e com o Nuno Baixinho. O Nuno sabia que eu andava com este problema, falamos um bocado e com base nos conselhos dele acabei por trazer dois pares de meias para casa. Mas estas meias são bastante diferentes. Vamos lá ver cada modelo mais de perto!

Mund Ultra Raid


Começo pelo modelo mais diferente do que costumo utilizar. Estas Mund Ultra Raid são as meias mais grossas que utilizei até hoje para treinar. Mas são assim tão grossas? Claro que não. Como podem ver na foto em baixo, têm tudo menos aspeto de meias grossas.


Na verdade são meias de semi-compressão para ajudar na diminuição da fadiga naqueles treinos mais longos. São também ligeiramente mais altas que o normal, dando uma maior sensação de estabilidade. A composição dos tecidos ajuda que o pé não aqueça em demasia ao mesmo tempo que tem tecido reforçado em sítios estratégicos para evitar o aparecimento das famosas bolhas que costumam aparecer nos treinos mais longos.


O conforto é excelente. Não existe outra palavra para definir a sensação de calçar estas meias e correr com elas. Já treinei com elas em qualquer tipo de temperatura e condições meteorológicas e nunca me deixaram ficar mal. E todo este conforto sem ter que estar a fazer cuidado se estou a calçar a meia esquerda no pé direito. O que é ótimo para quando acordo e equipo-me ainda meio a dormir. O que acontece sempre.

Não posso deixar de aconselhar estas Mund Ultra Raid para qualquer tipo de treino e/ou terreno. Tal como disse, elas são indicadas para provas longas e exigentes, por isso só posso acreditar que mesmo em fora da estrada elas se comportem com excelência.

Aproveitem o excelente preço a que elas se encontram! Podem encontrar as Mund Ultra Raid aqui: https://www.runsox.eu/mund-ultra-raid

Gococo Light Sport


Já as Gococo não poderiam um modelo mais diferente. Mas antes de avançar para a análise, tenho de confessar que este já é o meu 2º par. Estava tão satisfeito com a experiência que decidir comprar umas iguais.


Porque é que são tão diferentes das Mund? Para começar o seu tecido é fino. O foco destas Gococo são o desempenho e com o seu tecido a apostar na tecnologia 37.5 da marca, o objetivo passa por manter o pé sempre seco. Esta tecnologia ajuda na secagem rápida das meias, mantendo assim uma humidade controlada da pele.


Mas as diferenças não acabam por aqui. Estas Gococo têm um perfil mais minimalista, notando-se muito pouco com os ténis calçados. Têm diferenciação de pé direito e esquerdo, notando-se bem o desconforto quando nos enganamos no pé. E um pormenor bastante interessante: a ausência de costuras na zona dos dedos

Todos estes pormenores ajudam a que estas meias me dêem uma sensação ótima quando o objetivo do treino é o desempenho, seja o treino de corrida contínua ou seja intervalado. Estas Gococo têm um preço mais alto que as Mund mas a verdade é que compensa, mesmo que os objetivos dos dois modelos sejam diferentes.

E este modelo também está em promoção! Aproveitem! Podem encontrar estas Gococo Light Sport aqui: https://www.runsox.eu/gococo-light-sport

Resta-me agradecer à Runsox e ao Nuno Baixinho pelo apoio e conselhos que me têm dado. Têm sido fantásticos!

segunda-feira, 26 de março de 2018

36ª Corrida dos Sinos

Mais um ano, mais uma Corrida dos Sinos! Esta é uma prova que sem dúvida nenhuma me dá muito gozo participar. Não é uma prova curta, tem uma organização praticamente local, é afastada de Lisboa, tem um bom público, tem muitos atletas na rua e, claro, tem muitos atletas de bom nível a participar!

O dia de ontem avizinhava-se péssimo para correr. Estava semi-péssimo. Não chovia (e não choveu!), a temperatura não estava péssima, mas estava uma ventania terrível que causava um frio no mínimo esquisito. Cheguei com algum antecedência a Mafra, trazendo quase a família toda a atrás para fazerem a Corrida dos Sininhos. Tarefas de "chefe" de equipa à parte, com muita correria e chamadas pelo meio, quando dei por mim tinha pouco mais de 10 minutos para aquecer.

A partida é a única coisa estranha que consigo apontar à organização. Não entendi como é que de repente se formaram dois blocos (numa prova que penso que não estava escrito em lado nenhum que havia blocos) e vejo-me no bloco da frente e vejo colegas meus de equipa separados do meu bloco por uma fita até a organização juntar os dois blocos. Apontamentos à parte, partida dada!

Foi um início rápido mas controlado, não fosse o declive do primeiro quilómetro bastante inclinado. Depressa fugiu um grupo de cerca de 15 atletas para a frente da prova e eu fiquei no meu andamento controlado junto de um grupo que seguia num excelente ritmo e que não dava sinais de querer abrandar.

Seguíamos quilómetro a quilómetro no sentido Mafra-Ericeira, sempre com o vento contra mas com a ajuda de irmos apanhando algum declive negativo. O grupo não se ia alterando muito, dois atletas foram lentamente descolando mesmo com o grupo a andar por vezes abaixo dos 3:20/km. Foi muito importante para a minha prova ter seguido neste grupo pois consegui manter um ritmo alto mas sem nunca me sentir demasiado cansado ou no limite (o que também não é bom...). Por vezes ia para a frente do grupo mas quase sempre alguém ia para o meu lado, mantendo sempre algum companheirismo e espirito de sacrificio. Sim porque na estrada e na frente também existe um bom espírito para quem duvida disso!

No retorno a prova mudou para mim. O grupo partiu ligeiramente, o meu ritmo aumentou e comecei progressivamente a sentir-me bem na corrida. E não, não foi o vento a favor. Porque esse desgraçado continuava contra como se nada se passa-se. 

Fonte: Luis Duarte Clara
Continuei a puxar e embora alguns atletas do grupo tentassem ir para o meu lado, só o atleta Francisco Pedro da Odimarq veio embora comigo. A partir daqui foi sempre a puxar e mesmo quando o declive apertava (e penso que só por um quilómetro o vento esteve a favor), as minhas pernas respondiam. Estava completamente surpreso!

Fonte: Pedro Baleia
Aproximava-se rapidamente os últimos quilómetros e seguia lado a lado com o Francisco quando entrámos nos últimos dois quilómetros. Íamos passando pelas pessoas da caminhada e alguém da organização gritou que seguíamos em 9º e 10º da geral e que faltavam 1500m para o final. Foi nesse momento que o meu chip mudou.

Não me interessava se era demasiado cedo para arriscar mas senti que tinha que aplicar todas as forças que me restavam e as minhas pernas responderam! Os metros iam passando e comecei a distanciar-me cada vez mais do Francisco. Tal como no ano anterior, tinha as mulheres da minha vida (a minha namorada, a minha mãe e a minha sogra) a gritar que nem umas doidas por mim quase à entrada do parque e isso ainda me deu mais força para continuar.

Fonte: Run 4 FFWPU
Passei a meta e logo veio alguém da organização dar-me os parabéns e colocar-me ao pescoço uma indicação de que era o 10º classificado masculino! Fiquei tão contente com a prova que durante um bom tempo pensei que o tem que fiz, 52m06s, era o meu recorde pessoal à distância. Foi então que fui ver e verifiquei que o meu recorde pessoal era de 51m26s... na corrida dos Sinos do ano passado! As endorfinas dão-nos cabo da cabeça!

Fonte: Run 4 FFWPU
Para melhorar a minha manhã, a Associação Vale Grande fez fez um excelente 4º lugar por equipas, subindo assim um lugar face ao ano anterior. Para o ano é para o 3º lugar, sem dúvida!

E agora? Agora vai ser um belo mês a treinar, esquecer as provas por umas semanas, dedicar-me a outras coisas da vida. Mas os treinos... vão estar sempre lá!

Resultados: 36ª Corrida dos Sinos

terça-feira, 13 de março de 2018

4º Corta-mato do Catujal e 7º Corta-mato do C.A. Vale de Figueira

Falta de vontade, falta de paciência e essencialmente falta de tempo. Todos passamos por isso nas mais diversas situações da nossa vida. Mas aqui estou eu para me redimir e escrever sobre as últimas duas provas do Troféu “Corrida das Coletividades do Concelho de Loures” (já disse que isto é um nome grande como o caraças não já?).

4º Corta-mato do Catujal 


Este corta-mato realizou-se no dia 3 de Março, no dia antes da Corrida das Lezírias. Foi dos piores dias de tempestade das últimas semanas. Choveu tanto naquela manhã, que eu até agradeci a algum santinho o facto da Johanna não estar em casa para me receber quando viesse da prova.

Apenas quando cheguei ao local da prova percebi que era no Parque Urbano de Santa Íria da Azóia, sítio onde já fiz uns bons treinos intervalados orientados pelo meu treinador André Filipe. Mas rapidamente percebi que o cenário era um pouco diferente. O parque tem trilhos próprios com piso género estradão mas naquele dia havia fitas por todo o lado a indicar que o circuito da prova era em grande parte por relva e lama, pouco passando pelos estradões.

Fonte: Tiago Graça
Fiz um bom aquecimento com o Rui Henriques e fomos para a partida. Este corta-mato estava envolvido com o Campeonato Regional de corta-mato longo e estavam presentes alguns atletas que não têm estado nas outras provas e como tal não estava preocupado com a posição que eles podiam alcançar. A prova começou a um bom ritmo mas eu não estava preparado para o que se seguia.

Curva contra curva, trilhos apertados, terreno muito pesado, descidas e curvas quase de 180º de seguida. Eu não estava preparado para aquilo. Até o facto de correr em grupo estar sempre com os braços tensos foi novidade para mim. Mesmo assim sentia-me bem.

O grupo da frente estava claramente a fazer jogo de equipa (eram praticamente todos atletas jovens da JOMA), indo quase à vez para a frente da prova mas quando me fartava daquilo lá ia eu para a frente puxar pelo grupo. Curiosamente, acabou por não chover durante a prova. Mas para compensar estava uma ventania desgraçada.

O cansaço ia chegando curva após curva, volta após volta, e à terceira volta (era quatro voltas de 2kms) o grupo começou a partir e eu já tinha algum cansaço acumulado e não quis estar a dar tudo o que podia. Tinha a Corrida das Lezírias no dia a seguir, os atletas que seguiam à minha frente não me iam fazer mossa nas contas do trCorredores del mundo oféu e sinceramente não sei se tinha capacidade para os acompanhar pois a velocidade deles é outra, a falta de medo naquele terreno não se compara com a minha cagufa e até o facto de estarem calçados com bicos punha-os noutro patamar.

Então decidi fazer a minha prova junto de um veterano, mantendo um ritmo alto e apostando que no final conseguia passar para a frente. E assim aconteceu.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Acabei com um tempo de 29m37s. As classificações na altura foram uma confusão desgraçada por causa do Campeonato Regional de corta-mato (no qual me esqueci de inscrever...) e nem vou comentar isso porque houve ali coisas que não fizeram sentido. Acabei por ficar em 5º classificado sénior no troféu de Loures e se tivesse inscrito no regional, teria ficado em 2º...



7º Corta-mato do C.A. Vale de Figueira


Vamos à próxima? Siga! Esta prova foi o meu 4º ou 5º fim de semana seguido com provas. Sinceramente estava cansado psicologicamente, nem tanto fisicamente. Eu sei que faz parte do estofo de um atleta aguentar com isto mas eu valorizo demais a minha vida pessoal e até profissional para estar constantemente em provas. Sinceramente, depois da Corrida dos Sinos vou fazer uma boa pausa até à próxima prova do Troféu de Loures (quase no final de Abril).

Estou-me a queixar mas com colegas de equipa como o Rui Martins e o Rui Henriques é um gosto ir para as provas. Fizemos um bom aquecimento juntos com o reconhecimento também do percurso. Ao contrário da prova anterior, este percurso era em grande parte só relva mas com umas boas subidas e umas curvas bem acentuadas que tal como tenho vindo a dizer não são a minha praia. O meu medo de escorregar é sempre maior e saio prejudicado por isso face aos outros atletas que arriscam e vão para a frente.

Dado que nesta prova havia prémios monetários por equipas, estavam presentes atletas de bom nível o que dá sempre gosto. No início da prova consegui acompanhar o ritmo deles mas acabei por quebrar e demonstrar que não estou a nível deles.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Decidi fazer então a minha prova mais uma vez de maneira inteligente. Avaliei quem seguia à minha frente e sabia que eram atletas que não tinham interesse nas contas finais do torneio. Segui a um bom ritmo juntamente com um atleta veterano, ora indo eu para a frente, ora indo ele para a frente. Mais uma vez estava a sentir a falta de aderência nas curvas e era aqui que ficava sempre a perder.

Sempre que havia uma curva de 180º aproveitava para avaliar quem estava atrás de mim e conseguia perceber que seguia com uma vantagem bastante confortável para o Tiago Graça, um atleta do meu escalão que tem feito as provas todas.

A meio da terceira e última volta comecei a quebrar e deixei o outro atleta veterano ir para a frente e ganhar-me uma boa distância. Mas na última recta (cerca de 200m) percebi que ele estava longe de ir a um ritmo muito alto e decidi dar tudo o não dei no resto da prova. Não interessava o resultado final, ao menos acabava com um verdadeiro sentimento de competição.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Acabei por ultrapassá-lo e até passei a meta com alguma vantagem. Terminei a prova em 4º sénior com 19m20s para cerca de 5.5km. Não fiquei minimamente chateado por ficar às portas do pódio. Só sei que para o ano se fizer corta-matos, tenho de encará-los de maneira diferente, com outro tipo de treino e até de equipamento.

De qualquer forma, estou à frente no torneio no escalão sénior com uns bons pontos de vantagem sobre o segundo classificado! Agora é tempo de voltar a treinar descansado.

Resultados: 7º Corta-mato do C.A. Vale de Figueira (coletiva)


Para terminar que o artigo já vai longo, aqui fica a reportagem da Corrida das Lezírias, na qual estive em destaque pelo terceiro lugar na geral!

terça-feira, 6 de março de 2018

Corrida das Lezírias 2018

Menos de 24 horas depois do corta-mato mais duro que alguma vez fiz, foi tempo de seguir para as Lezírias para tentar defender o meu 2º lugar do ano anterior. Sabia que ia ser difícil, tinha a certeza que o corpo se ia ressentir mas acima de tudo a vontade de ajudar a minha equipa a alcançar um bom resultado era bem maior.

Falta um grande Rui Henriques que ainda estava a caminho!
Vamos lá fazer um reality check: é óbvio que eu não pensei nesta prova para defender o meu 2º lugar. Quando acabei a prova no sábado mal conseguia andar direito. O objetivo real sempre passou por ajudar a minha equipa a conseguir uma boa pontuação mas sempre encarando a prova como um treino longo mais forte. A verdade é que fui surpreendido pelo próprio corpo. Durante o aquecimento sentia-me um pouco moído, sentia o gémeo direito bastante preso e nem sequer estava com muita vontade de enfrentar mais uma hora de competição. A realidade é que o meu corpo me surpreendeu.

Mal a prova começou percebi que me sentia bem e com velocidade no corpo. Foi sem dificuldade que me juntei ao grupo de atletas da frente e consegui ir ao ritmo deles. O ritmo não era extremamente rápido pois ali toda a gente sabia que a prova era longa e apostar tudo no início podia ser a morte do artista.

Segui durante muitos quilómetros com mais três atletas (um deles não tinha dorsal) sempre num ritmo que estava a conseguir acompanhar. Um atleta do Povoense durante os primeiros quilómetros ainda tentou dar vários puxões no grupo mas eventualmente acabou por ficar para trás mesmo que por volta dos 5 quilómetros eu lhe tenha dito para controlar a respiração. Sou eu que levo sempre com esse aviso e sei que reconhecer quando a respiração de outro atleta está afetar o rendimento dele.

Por esta altura já seguíamos pelo estradão na zona das Lezírias. Tinham-me vendido a notícia que a organização tinha mudado o percurso devido ao estado do piso e esperava que assim fosse. O ano passado o lamaçal deixou-me péssimas memórias e depois do corta-mato do dia anterior o que eu menos desejava era lama. Por outro lado, durante estes quilómetros seguimos contra o vento e por muito que eu me tenha tentado proteger com os atletas do meu grupo (acreditem nunca faço isto, como sabem eu até costumo erradamente ir na frente a levar com o vento...) a fadiga ia-se acumulando.


Aproximadamente aos 7,5 quilómetros fizemos o retorno e um pouco com a ajuda do vento a favor o meu corpo ganhou uma nova vida. Mas foi sol de pouca dura. Aos 10 quilómetros tudo mudou e se os atletas com quem eu seguia começaram a distanciar-se cada vez mais, eu comecei a dar um estoiro valente e a começar a correr contra o tempo para não ficar pelo caminho.

Por esta altura passavam por mim os atletas que seguiam em sentido contrário e nem fazem ideia o quanto lhes tenho a agradecer. Foram uma ajuda enorme! Seguia completamente sozinho mas os vossos incentivos nunca me deixaram ir abaixo. Obrigado!

Não há muito mais história. Cheguei à ponte e na subida ainda tentei dar aquilo que podia para ver se me conseguia aproximar dos atletas da frente que seguiam lá longe no meu horizonte e foi ai que baixei um pouco os braços e decidi que estava na altura de olhar para trás (sim até agora ainda não o tinha feito) e perceber o que tinha de fazer naqueles dois últimos quilómetros. Seguia tão isolado que por mais que tentasse, não via ninguém atrás de mim. Viria a verificar nas classificações que fiquei quase a dois minutos do atleta classificado a seguir a mim.

Puxei o que o corpo e a mente me deixaram e mesmo puxando dos galões a nível psicológico tentando-me motivar a acabar a prova abaixo dos 53 minutos, só no final verifiquei que o meu último quilómetro foi praticamente o pior da prova.

Fonte: Xistarca


De um simples treino forte e vontade de ajudar a equipa, passei para um 3º lugar na geral e 2º lugar no escalão. O desempenho (52m53s) foi muito longe daquilo que podia conseguir mas nem pensem que me sinto de alguma forma chateado. Fiquei bastante satisfeito com o meu resultado e mesmo se não tivesse ido ao pódio, continuaria a sentir-me igual. O mesmo não posso dizer da prova no dia anterior mas sobre isso falaremos mais tarde...

Para terminar em beleza, tive mais um daqueles saborosos momentos com a minha equipa em que até ao último momento não sabíamos se iríamos conseguir o lugar mais alto do pódio. Foi quando anunciaram o segundo classificado como sendo o Povoense que esboçamos do nosso melhor sorriso e expressamos o nosso contentamento! Afinal não é todos os dias que se consegue pelo 2º ano consecutivo ficar em 1º lugar por equipas nas Lezírias!


Odeio fazer tantas provas seguidas mas incrivelmente para a semana lá irei a Vale Figueira para mais um corta-mato da Taça de Loures. Espero que pare de chover pois não me apetece apanhar mais um empeno como o deste sábado... fiquem com uma amostra do meu estado final!

Fonte: RUN 4 FFWPU
Resultados: Corrida das Lezírias 2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

XIX Grande Prémio do Atlântico

No mês de Fevereiro do ano passado realizei uma das aventuras que mais me deu gozo desde que comecei a correr: o Challenge da Caparica (desafio 1, desafio 2, desafio 3). Este ano estava entusiasmado com a ideia de participar outras vez neste desafio mas infelizmente não se realizou. No entanto, a prova rainha continua bem viva e não pude deixar de participar no Grande Prémio do Atlântico.

A semana anterior à prova foi mais calma que o normal o que fez com que diminuísse a minha perceção que ainda continuo ligeiramente constipado. Mas a verdade é que a expectoração (desculpem a nojice) ainda cá mora e isso acaba sempre por afetar a capacidade respiratória. De corpo sentia-me bem e era isso que me interessava. 

Cheguei cedo à prova, recolhi os dorsais da minha equipa e ainda os consegui distribuir pelos meus colegas de equipa tranquilamente. Fiz um bom aquecimento na companhia do Rui Martins, e depois de umas retas foi hora de ir para a partida. Faltavam segundos para a prova começar quando o meu coração começa a bater mais depressa fruto do nervosismo e excitação. Partida dada!

Mesmo estando quase na frente do bloco de partida fiquei com muitos a atletas à minha frente. Acelerei, fiz um ou outro zig zag e juntei-me aos atletas que estavam na frente da prova. Algumas piadas trocadas (só ai reparei que tinha ao meu lado o vencedor da prova do ano anterior) e olhei para o relógio: 3:30/km?! Então mas estamos a brincar ou quê? Eheheh Puxei a frente da prova para ritmos dignos de início de uma prova deste calibre e apenas um pequeno grupo me acompanhou.

Fonte: Xistarca
Tão rápido se formou um pequeno grupo na frente da prova, como tão rápido descolaram dois atletas para a frente sem os conseguir acompanhar. Segui durante alguns quilómetros sempre acompanhado do atleta Hugo Augusto do Belém Runners. Seguíamos num ritmo rápido, o que também contribuiu a alteração do percurso da prova, que para além de ter começado num local diferente, praticamente inverteu o habitual circuito, ficando o paredão para o final. 

Por volta do 5º km fizemos um retorno o que permitiu ganhar um folgo psicológico graças às muitas manifestações de força que ia recebendo. E que diferença fizeram, pois nesta altura seguia contra o vento! Foi então que quando entrei no 7º km a prova mudou. Tinha chegado o famoso paredão.

Pronto, antes do paredão seguiu-se uma parte meio de asfalto, meio terra batida e só depois entramos no paredão. E com isso veio o vilão de qualquer atleta: o vento contra. E para que não bastasse, o paredão não tinha controlo do fluxo das pessoas. Eu já participei em algumas organizações de provas (qualquer dia faço um artigo sobre isso, nunca cheguei a divulgar algumas experiências) e uma coisa fácil de fazer era porem duas secções de grades (ou até fita simplesmente!) para os atletas poderem ir pelo meio e as pessoas, crianças, bicicletas, animais (passou-me de tudo à frente...) irem pelas laterais. Revejam isso, não custa nada...


O paredão foram dois quilómetros sempre a perder ritmo. Fui teimoso e não quis olhar para trás. Senti que o Hugo do Belém Runners se estava a aproximar mas estava concentrado em fazer a minha prova e se tivesse que decidir alguma coisa, que fosse no último quilómetro. Foi uma coisa boa no aquecimento ter ido até à ponta do paredão e ter percebido que o último quilómetro seria já fora do mesmo, ou seja, asfalto em linha reta até à meta.

Saímos do paredão e o Hugo apanhou-me facilmente e foi para a minha frente. Com algum esforço consegui meter-me ao lado dele e deixei-me ir até sentir que estávamos a a pouco mais de 500m da meta. Então decidi que seria aquele o momento para arriscar. Dei aquilo que podia e fui para a frente e fui ganhando distância, ia olhando para trás e senti que poderia ser feliz. A 100m metros da meta percebi que estava novamente em risco, dei tudo o que tinha, senti que estava praticamente a voar! 

Fonte: A Natureza Ensina
Sim! Consegui cortar a meta em 3º lugar! Como podem ver pela foto a distância foi curtíssima! Para perceberem bem o despique que houve, o meu 9º km ainda no paredão foi feito a 3:33/km, sendo que o meu 10º foi a 3:10/km. E os últimos 100m (a prova tinha o 10.1km) foram a 2:59/km! Cortei a meta com 34m04s, 13 segundos melhor que o ano passado.

Nas condições em que foi, fiquei contente com o resultado. Para terem noção e voltando à nojice, à entrada do último quilómetro, estava a sentir expetoração na garganta, o que me fez uma grande confusão. A verdade é que esperava ter batido aqui um recorde pessoal e isso não me deixou ficar totalmente satisfeito. 

Fonte: Xistarca
Fonte: Xistarca
A festa não ficaria completa sem o pódio na classificação coletiva, com o Vale Grande a ficar no 3º lugar! Mais uma vez esperava conseguir pelo menos um 2º lugar por equipas mas havemos de lá chegar!

E para a semana avizinha-se uma jornada dupla: corta-mato do Catujal e a Corrida das Lezírias. Até lá!

Fonte: Xistarca
Resultados: XIX Grande Prémio do Atlântico

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

20º Corta-mato de Santo António dos Cavaleiros

Ainda está a valer? Já passou quase uma semana desde o corta-mato de Santo António dos Cavaleiros mas a verdade é que não me tem surgido nem tempo nem inspiração para escrever sobre esta prova. Isto para não falar que estou há quase três semanas constipado embora já esteja bem melhor. Mas obviamente que isso me tem afetado os treinos e afetou esta prova.

O parque onde se realizou o corta-mato fica a 5 minutos da minha casa e sendo a minha partida só às 11:00 estava à vontade para sair de casa. Ainda pensei duas vezes em ir a correr para a prova mas por causa do declive do caminho, optei por ir de carro. Tanta descontracção causou que só conseguisse trocar algumas palavras com os meus colegas de equipa e tive que ir aquecer.

Durante o aquecimento senti-me pesado, fruto da bela constipação e do facto de também ter dormido poucas horas. Queremos aproveitar a vida mas isso tem repercussões. Fui para a partida e fiquei com a sensação que a competição estava diferente do ano passado. Menos atletas e essencialmente menos atletas conhecidos.

A partida foi dada e saímos a um bom ritmo mas sem grandes exageros. Facilmente fui para a frente da prova acompanhado do atleta Vitor Lopes. No final da primeira volta (eram 4 voltas de um quilómetro) já estávamos isolados na frente. Pensava eu.

No início da 2ª volta passa por nós um atleta (Aite Tamang) em grande velocidade e logo naquele momento pensei que não ia ter pernas para ir atrás dele. Foi um erro pensar isso pois acabei por me retrair fisicamente e apenas ficar a pensar em segurar o segundo lugar.

A meio da 3ª volta acabei por descolar do Vitor Lopes e continuei sempre com o Aite dentro do meu campo de visão. Continuei a puxar mas parecia-me impossível apanhá-lo. Numa zona com mais atletas do lado de fora, começaram a gritar por mim para o ir apanhar e foi ai que percebi que tinha cometido um erro. Se tivesse apostado mais cedo, teria conseguido apanhá-lo. 

Assim tive de me contentar com o 2º lugar com um tempo 13m44s. Em relação ao ano passado, piorei 13 segundos mas subi um lugar no pódio. No entanto isto não me reconforta. Maior competição causa sempre um maior esforço de cada um de nós para sermos melhores. E na prova deste ano infelizmente isso não aconteceu.


Embora ainda não esteja a 100%, no próximo domingo lá nos encontraremos no GP do Atlântico!

Resultados: 20º Corta-mato de Santo António dos Cavaleiros (equipas)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Análise Hoka One One Clifton 4

Começo por explicar como ia começar a escrever esta análise: ia congratular-me por estar finalmente a escrever sobre um modelo que ainda não tem sucessor e que portanto seria uma análise atual. Ora pois, claro. Uma pequena pesquisa e vejo que os Hoka One One Clifton 5 já foram anunciados (mas ainda não estão à venda!). Mas agora já tenho a coisa pensada, por isso vamos lá a mais uma análise.

A Hoka One One é uma marca relativamente recente (fundada em 2009) e que pouca expressão tem no mercado português. Baseando-me nas reações que tive das pessoas que já viram os meus ténis, as poucas que conhecem esta marca pensavam que só tinha modelos para trails. Há poucos meses atrás andava à procura de ténis para comprar e por coincidência desafiaram-me a encomendar uns Hoka. Sabendo da reputação da marca e como tinha vontade de experimentar algo novo, aceitei e lá abri os cordões à bolsa.


O que salta logo à vista nos modelos da Hoka são as enormes solas. Enormes. Quando tirei os Clifton da caixa e os vi pela primeira vez, pensei que ia começar a correr de saltos altos. Mas também foi paixão à primeira vista. Como muitos atletas, gosto de usar cores que se destaquem e o laranja deste modelo está no ponto. Na minha opinião, o design do modelo está muito bem conseguido.

Para qualquer parte que se olhe, estes Clifton transparecem qualidade na construção. Até os atacadores parece que são feitos num material diferente do normal pois apertam-se e desapertam-se com bastante facilidade e sem mostrar desgaste. Estes ténis já vão com cerca de 500km e embora estejam completamente sujos, aparentam ainda fazer facilmente o dobro ou triplo dos quilómetros. E assim o espero.



Mas vamos à prática. Primeira sensação quando os calcei? Não, não foi um sentimento de felicidade por finalmente ter algo nos pés que me fazem ser mais alto que a minha namorada quando ela põe saltos altos. A primeira sensação foi desconforto. Eu apostei neste modelo na assunção de que estava a comprar uns ténis neutros. E até a palmilha nos diz isso como podem ver na foto em baixo. Mas a verdade é que existe um arco na zona do arco do pé tal como estou habituado nos ténis de pronação. Dado que já há uns bons meses que não uso nada com pronação, foi realmente desconfortável a sensação. E claro depois veio a sensação que realmente estava mais alto que o normal.

Não quis deitar a toalha ao chão, por isso logo no dia a seguir fui treinar com eles. Sinceramente, na altura o alto não me fez confusão. Uma coisa positiva e até bastante apelativa deste modelo é o drop. Apenas 5mm com uma sola deste tamanho é bastante bom. Nos últimos meses, tenho feito treinos mais rápidos, curtos, longos e tenho gostado das sensações que me transmitem. O amortecimento é fantástico e nada exagerado, ou seja, no ponto. Apenas não arrisquei treinos intervalados pois é completamente incoerente tendo em conta o objetivo do modelo.




Ao treinar com eles, outra sensação que vem logo ao de cima é o pouco peso que têm. Claro que não são umas penas mas para o tamanho que têm, a sensação que fica é bastante boa. A altura do ano em que estamos, também foi boa para testar a aderência dos mesmos em condições mais adversas. As sensações são mistas. Fiz treinos a chover em que a sola agarrou bastante bem e tive outros em que senti que não agarravam tão bem. Portanto, não são os melhores ténis para correr à chuva mas também não são os piores que já usei. Nota: já os utilizei bastante em estradões e as sensações que ficam também são boas!

Visto que este artigo já vai longo, está na hora de realçar o verdadeiro ponto negativo. Lembram-se do alto na zona do arco do pé? É um verdadeiro causador de bolhas. Pela altura do Natal, publiquei um artigo que falava sobre o meu inimigo nesses dias. Muitas pessoas me deram causa e soluções. Renovei o meu stock de meias e mesmo assim as bolhas tornaram a aparecer-me (desta vez de forma não tão grave...). Eu nunca tive bolhas, sempre utilizei ténis de pronação e pela primeira vez tenho uns ténis que me causam bolhas em ambos os pés! Não consigo entender como é que uns ténis que estão classificados como neutros podem ter um alto tão grande na zona de correção da pronação.



Para concluir, a pergunta a responder é: aconselho estes ténis? Sim. Se os conseguirem encontrar à venda e não tiverem um preço absurdo, arrisquem que não se vão arrepender! Porém, se forem propensos a ter bolhas, simplesmente esqueçam este modelo.

A Hoka deixou-me com uma excelente impressão e com certeza vou crer experimentar um novo modelo no futuro. Mas venham para Portugal de forma mais massiva ok?

Pontos Positivos
+ Amortecimento
+ Peso
+ Conforto (ver pontos negativos mesmo assim...)
+ Respirabilidade
+ Aspeto
+ Drop
+ Durabilidade

Pontos "assim-assim"
+- Curva de habituação devido ao tamanho da sola
+- Aderência

Pontos Negativos
- Preço e disponibilidade no mercado nacional
-- Arco na planta do pé demasiado elevado (causador de bolhas e incoerente pois o modelo é neutro)