segunda-feira, 21 de maio de 2018

7ª Corrida Bucelas Capital do Arinto

Uma das coisas que me está a dar mais prazer esta época é estar participar no Troféu Corrida das Coletividades de Loures. Mas com a tareia que levei há duas semanas, estava receoso com esta prova de Bucelas. Até tinha razão em estar receoso mas a tareia acabou por nem ser assim tão grande.

Uma coisa que eu gosto nestas provas dos Troféus é o facto de já termos o dorsal. Portanto é basicamente chegar e correr. E vencer. Ah espera ainda não ganhei uma única prova no torneio. Por este andar nem vou ganhar nenhuma. Mas isso não interessa para nada. Quando cheguei, fui logo aquecer e depois tive a boa surpresa de encontrar os meus companheiros destas andanças (Rui Henriques, Paulo Alves, entre outros) que nem sabia que iam à prova.

Avisaram-me logo que a prova estava atrasada e depois de um segundo aquecimento seguimos para partida. A prova começou às 10:30. 30 minutos depois do previsto. Adoro. Mas isto era só o início. A partida foi rápida graças a alguns atletas mais jovens que foram para a frente e que possuem uma velocidade que eu não tenho. Mesmo assim sai atrás deles e não me dei por vencido.

Os dois primeiros quilómetros foram feitos a um bom ritmo, mesmo sendo um percurso irregular em termos de declive. À entrada do 3º quilómetro, alcancei o 3º lugar depois de ter ultrapassado dois atletas da Fundação CEBI. Mas não estava preparado para o que vinha a seguir. Parecia que tinha voltado à Lousa. Sai 1 km com 36m de declive a 3:44/km! Entre o sofrimento desta subida e consequente descida, seguia completamente sozinho. Passei por N cruzamentos dentro de um bairro e embora houvesse algumas setas no chão, não havia NINGUÉM a controlar rigorosamente NADA. Portanto, venham de lá esses carros contra os atletas e venham de lá esses enganos. Bendita população que andava na rua e que respondeu sempre que eu perguntava por onde era o caminho.

Voltámos ao centro de Bucelas e por esta altura o atleta que seguia à minha frente da Juventude Vidigalense era quase uma miragem. Seguia a cerca de 100/200m de mim e não dava perspectivas de abrandar, quer fosse a subir, quer fosse a descer. Continuámos durante mais uns quilómetros quase sempre a subir, até entrarmos num novo bairro com uma nova subida de morte (andei em ritmos a rondar os 4:30/km...). E voltou a festa com carros a aparecerem-me em curvas de surpresa e mais uma vez a ter que perguntar às pessoas na rua se estava a seguir na direção certa. 

Pouco de valeu fazer o 8º km a 3:11/km pois o jovem atleta que seguia à minha frente nunca deu sinais de estar a quebrar. No máximo consegui recuperar alguns metros. Agradeço a toda a gente que me deu força nestes últimos 1/2 quilómetros, foram mesmo muito importantes para não desistir logo naquele momento de atacar algo mais.

Foi assim sem surpresa que passei a meta em 3º lugar da geral e 2º do escalão. Em 1º lugar ficou um rapaz júnior do Benfica que pelos vistos é um atleta do caraças! Mesmo assim foi uma boa prova para amealhar pontos preciosos para as contas do troféu. Deixando um pouco a humildade de parte, já que estou a apostar no troféu, é para vencer!

No entanto, não posso deixar de ficar triste com a organização da prova. Foi péssima a vários níveis como já viram ao longo do meu relato. Não tenho tido grande razão de queixa ao longo das provas do Troféu de Loures mas esta apenas me vai deixar más memórias.


E na próxima sexta conto estar presente novamente na Corrida Noturna de Odivelas! Há meia-noite em ponto lá estarão umas centenas de malucos(as) a correr pela minha cidade!

Resultados: Brevemente

sábado, 12 de maio de 2018

7ª Corrida “Rota do Queijo” de Lousa

Sabem uma coisa? Ainda hoje, uma semana depois, tenho as pernas feitas "num 8". Eu já sabia que esta prova seria difícil mas não estava à espera deste parte pernas. Mas as provas são para se fazer. Se fosse fácil, para que é que ia sair de casa?

As minhas últimas semanas foram uma completa roda vida: estudo, muito estudo para um exame, trabalhar, organização de um evento e bastantes treinos intensos. Fora tudo o resto, a isto simplesmente se chama vida. A vida simplesmente não pára. É possível fazer tudo aquilo que queremos mas às vezes de abdicar de algumas coisas e a primeira que cai logo são as horas que passamos na cama. Não foi fácil, muita gente via o cansaço na minha cara mas finalmente as coisas estão mais calmas.

O que não dá descanso é este Troféu Corrida das Coletividades de Loures e desta vez a paragem foi em Lousa. Uma terra completamente desconhecida para mim mas que na manhã de domingo se preparou para a sétima edição desta prova de estrada. Já sabia mais ou menos que é que me esperava, tive muitos avisos que os primeiros quilómetros eram duros. Durante o aquecimento foi fácil perceber isso: ia para uma ponta da vila e começava a subir, ia para a outra ponta começava a subir. Bem, não ia haver escapatória.

E sem dar o tempo passar, já estava em prova! A partida foi controlada. Todos os atletas sabiam o que ai vinha. Mesmo assim houve um ou dois atletas que se atiraram para a frente por várias vezes durante os primeiros 1, 2 quilómetros. Mantive a cabeça no lugar e apostei na contenção. Sabia que a prova podia não ser longa (sensivelmente 8km) mas que iria ter tanto sofrimento que ia penar para a acabar.

Continuamos a subir e lentamente acabámos por ficar apenas 3 atletas na frente. Curiosamente, tirando o Pedro Gomes da Odimarq que não estava presente, parecia que estava na Corrida das Lezírias pois seguia acompanhado do Hugo Rodrigues do Povoense e do Francisco Pedro da Odimarq. Seguíamos a um ritmo que implicava um bom esforço tendo em conta a inclinação mas na verdade íamos tão isolado que sinto que nos estávamos a segurar demasiado. Lembro-me que ao 3º km a certa altura seguíamos acima dos 4:30/km e para terem noção nos 3 primeiros quilómetros enfrentámos um desnível positivo de 14m, 71m e 45m, respectivamente.

Ao 4º quilómetro depois de subirmos mais um pouco começou a festa. Começámos a descer a um bom ritmo e à entrada para o 5º quilómetro para minha surpresa entramos em terra batida. Sou sincero: se eu soubesse deste pormenor provavelmente tinha utilizado outro calçado. A terra batida era um simples estradão, mas os meus ténis têm uma sola demasiado fina para lidar com tanta pedra. Mas o pior estava para vir.

Tinham-me avisado que lá para os 5 quilómetros ainda tinha uma boa parede e que fazia muitos atletas andar. Quando oiço estas coisas rio-me sempre e quase que "ignoro". Mas não me enganaram. Por esta altura o Hugo e o Francisco já seguiam à minha frente com alguns metros de vantagem (memórias das Lezírias...) e quando olho para o relógio já seguia acima de 6:00/km. Sim, leram bem. Para terem uma noção, iria acabar esta prova a menos de metade deste deste ritmo.

Para minha surpresa, foi nesta authêntica parede de terra batida que comecei a recuperar metros e quando dei por mim tinha passado o Hugo e seguia ao lado do Franscisco Pedro. E assim foi durante o resto da prova. Seguimos a subir no asfalto e já de forma não tão acentuada, até entrarmos nos derradeiros dois últimos quilómetros.

E que loucura meus amigos! Eu e o Francisco Pedro (que é um atleta M45!) seguimos lado a lado durante 1 quilómetro a um ritmo médio de 3:04/km. Mas ainda faltava mais um quilómetro louco! E ai o Francisco não me deu hipótese! O ritmo deste quilómetro foi de 2:52/km e mesmo assim o Francisco deixou-me a uns bons metros de distância...

Fonte: Ana Filipa
Acabei por cortar a meta de forma previsível e justa na 2ª posição da geral mas alcançando um importante 1ª lugar no escalão que é o mais importante para as contas do torneio. O tempo esse foram uns estranhos 29m39s para uma média de 3:39/km (!). A próxima prova do torneio é a famosa prova de Bucelas. Estou com bastante curiosidade para ver o que me espera!

Fonte: Sérgio Fernandes
Nesta semana, acabei por ter uma boa surpresa. pedi à FIT Sportbalsem Portugal para experimentar os produtos deles e com toda a amabilidade acederam ao meu pedido. No meio de tanta dor e sofrimento que tive nos treinos esta semana, com a ajuda do creme FIT Sportbalsem tive sempre um bom alívio e uma frescura QB após os treinos. E verdade seja dita, cumprem com o que dizem: não deixa resíduos nenhuns! Recomendado pessoal! Podem encontrá-los no Instagram e no Facebook.


Resultados:  7ª Corrida “Rota do Queijo” de Lousa (equipas)

sábado, 5 de maio de 2018

Jornada dupla: 20ª Milha Urbana de Moscavide e 19ª Milha Urbana “Fonte das Almoínhas”

Muitos de vocês sabem que o atletismo está longe de ser a minha vida. E estas duas últimas semanas demonstraram bem isto com completa falta de tempo para fazer tudo o queria. Existem sempre coisas que acabam por ter de ficar de lado e neste caso teve de ser o blog. Mas aqui estou eu para remediar. O que vale é que foram duas milhas, não há muito a dizer!

20ª Milha Urbana de Moscavide


Para a minha primeira milha de sempre, calhou ser em Moscavide. O dia não foi o ideal (nunca é, não é?) pois tive um jantar de aniversário no dia anterior e o número de horas dormidas foi longe de ser o ideal. A hora da minha prova era tarde mas mesmo assim ainda tive direito a correria para chegar à zona da prova para dar o dorsal ao Paulo Monteiro. 

Assisti descontraído a algumas provas antes da minha e percebi que esta milha era especial. Basicamente são duas voltas a um percurso mas sempre em ida e volta o que permite uma grande concentração de pessoas a assistir, numa estrada típica de cidade, ou seja, bastante apertada.

Tempo de aquecer e ir a correr para a partida quando percebi que a prova antes da minha já estava em andamento. Muito descontração na partida! Quando estamos com bem acompanhados, o prazer de correr é outro.

Fonte: Run 4 FFWPU
A partida foi dada e não me poupei mas facilmente percebi que iam ser alguns minutos de puro sofrimento. Em poucas centenas de metros, era incrível como as sensações estavam constantemente a mudar. Acabado de fazer a primeira volta, seguia em quarto lugar. Demos a volta a meia dúzia de pinos e tempo de acelerar outra vez. É um choque ter que quase parar para dar uma volta de 180º e depois ter que acelerar para um ritmo bruto novamente.

Fonte: Run 4 FFWPU
Nos últimos 300 metros decidi dar tudo o que tinha. Acreditem: fiquei com a sensação que estava a voar. Acelerei de tal forma que sentia que os meus pés mal tocavam no chão. Cheguei perto do atleta que seguia em segundo lugar, ele "acordou" quando cheguei ao lado dele e acelerou. A surpresa veio do atleta do CDUL quando nos passa a todos e se consegue posicionar em 1º lugar. 


O meu "gás" apenas deu para 200 metros e o ritmo baixou. Acabei por passar a meta em 4º lugar da geral com um óbvio recorde à milha de 4m54s. Afinal se era a minha primeira milha, tinha que ser um recorde pessoal não era? Mas dali a dois dias, havia mais uma para fazer. Vamos lá para a Mealhada.

Fonte: Run 4 FFWPU
Resultados: 20ª Milha Urbana de Moscavide (equipas)


19ª Milha Urbana “Fonte das Almoínhas”


Esta milha embora fosse longe de casa, senti que ia jogar em casa. A milha é realizada no Parque Adão Barata que é basicamente o sítio onde eu faço sempre as minhas séries curtas. O próprio circuito da prova é o circuito que eu faço nas minhas séries. Vantagem? Nenhuma. O que conta é o que se passa em prova e os atletas que nela se apresentam.

Mesmo assim aproveitei para fazer algo que não é normal: fui a correr para a zona da prova. E já sabem o que vou dizer a seguir certo? Lá fiz asneiras a controlar as horas e consegui chegar apenas 15 minutos antes da minha prova. Pelo menos já tinha cinco quilómetros de aquecimento nas pernas.

Fonte: Maria Freitas
Tinha a motivação extra de ter a minha mais que tudo a assistir mas nem isso ajudou num bom resultado. A prova consistia num percurso em que dávamos cerca de duas voltas e meia. Eu nem isso sabia e praticamente só me apercebi durante a prova. A partida da prova foi lenta ou apenas me pareceu lenta. Seguimos sempre na frente um grupo de atletas, sem nenhuma de nós arriscar muito.


A prova não tem grande história e mais uma vez as coisas só mudaram perto do final. O grupo da frente desfez-se em poucos segundos e eu rapidamente cai para 5º lugar. Numa fração de segundo decidi que tinha de dar tudo o que podia naqueles últimos metros e mais uma vez tive a mesma sensação que em Moscavide. Eu mal sentia os meus pés a tocar no chão. Segundo o Strava (vale o que vale), cheguei a andar algumas dezenas de metros a ~2:30/km....

Recuperei um lugar e terminei novamente em 4º lugar. O tempo foram uns agradáveis 4m47s melhorando o tempo da milha anterior. Sinceramente, acabei a prova chateado porque o meu rendimento em termos classificativos tem de ser melhor neste troféu de Loures. O que tem bastante importância nestes troféus é a regularidade com que vamos às provas mas se não aliar isso a bons resultados não vou conseguir o meu objetivo: vencer o troféu.

Hoje é dia da 7ª Corrida “Rota do Queijo” de Lousa. Sei que vai ser duro mas vou ter que dar tudo por tudo para continuar na frente da classificação! Desejem-me sorte!

Resultados: 19ª Milha Urbana “Fonte das Almoínhas” (equipas)

terça-feira, 17 de abril de 2018

20km da Marginal 2018

Este mês tinha planeado reduzir o número de provas e concentrar-me apenas nas duas milhas que vou ter dia 22 e 25 de Abril a contar o Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures". São duas provas importantes mas tendo em conta que são (demasiado) curtas, este mês tornava-se perfeito para aumentar os quilómetros e preparar o resto da época. Surge assim a minha participação nestes 20km da Marginal!

O meu treinador deu-me o plano de treino para fazer nesta prova e deixou à minha consideração se ia apenas fazer um treino longo e forte ou se fazia mesmo a prova. Acabei por fazer o meio termo. Mas já lá vamos.

Esta é daquelas provas que eu "adoro": começa num ponto A e acaba num ponto B. Isto implica toda a logística de deixar o carro num sitio e ir de transportes até ao outro. Optei por me levantar cedo (já na noite anterior tinha dormido muito pouco...) e ir deixar o carro na partida. De referir que a prova começou às 9:00, o que para mim deveria ser um exemplo a seguir! E mais perto do Verão as provas até poderiam começar mais cedo...

Cheguei a tempo e horas com o Paulo e Maria da minha equipa, equipámo-nos e entregámos as malas no bengaleiro. E depois foi tempo de aquecer... na fila da casa de banho. Uma prova que teve quase 800 participantes (fora os participantes da estafeta!), não pode ter apenas três casas de banho! De resto, a organização até me pareceu impecável mas isto deixou-me bastante chateado.

Depois de menos de 10 minutos de aquecimento e quando faltava apenas um minuto para a partida, lá me instalei no bloco de partida. A partida foi bastante tranquila, tendo até sofrido uma "boca" do Ernesto Ferreira que berrou "se era para descansar ficavam em casa". Bem merecida. Os dois primeiros quilómetros fora feitos a 3:32/km e 3:36/km. Por esta altura, seguia lado a lado com o atleta Pedro Gomes da Odimarq e seguíamos tranquilamente em perseguição do Marco Cardoso que liderava a prova.

Lentamente, acabámos por nos juntar ao Marco e os três seguimos durante muitos quilómetros. O tempo não estava fácil, ora chovia, ora fazia um vento bastante desagradável. Não havia forma de nos resguardarmos do mesmo. Estávamos sempre a ir trocando de posições na frente e mesmo quando seguia atrás de um deles, não sentia qualquer diferença.

Fonte: Xistarca
Uma das coisas que gosto destes 20km da Marginal (gosto do novo nome também), é o facto de irmos passando pelos locais de troca das estafetas. Os outros atletas que estão à espera dos seus colegas de equipa, vão batendo palmas e incentivando quem segue nos 20km. Obrigado!

Voltando à prova, o ritmo foi-se mantendo estável, exceptuando 2 ou 3 quilómetros em que o declive era mais negativo. Um desses exemplos, foi a passagem pelo 2º posto das estafetas em que era a subir e o ritmo foi de 3:32/km, descendo para 3:23/km no quilómetro seguinte. Mas a grande alteração dos acontecimentos, estava por vir.

Fonte: Xistarca
Sinceramente nem me recordo bem a que quilómetro foi mas de repente comecei a perceber que seguia um atleta (Daniel Piñeiro) atrás do nosso grupo. E quando dei por isso, o jogo tinha mudado. O nosso grupo rapidamente se começou a partir e quando dei por mim, o Marco e o Daniel fugiram e eu e o Pedro Gomes ficámos para trás.

Na subida para o último posto das estafetas, consegui ganhar alguns metros ao Pedro e a corrida transformou-se: se antes éramos um grupo, agora era cada um por si. Só a seguir ao 15º quilómetro é que comecei a sentir que realmente estava em prova e se tinha chegado até ali, pelo menos queria ir atrás do pódio.

Fonte: Xistarca
Os dois quilómetros seguintes, foram lentos. Mesmo que a minha cabeça tivesse entrado em modo competição, as pernas já estavam desgastadas dos quilómetros anteriores. Mas sabia que tinha de tentar chegar ao 2º lugar. Entrei no penúltimo quilómetro e aumentei o ritmo. Aproximei-me muito pouco do Daniel. Entrei no último quilómetro e percebi que tinha que dar o que podia. Pelo menos ficava de consciência tranquila. Faltavam uns 300m e por momentos cheguei a acreditar que o iria apanhar. Foi quando o Daniel olhou para trás e nesse momento o jogo acabou.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Passei a meta em 3º lugar da geral e do escalão, com um tempo de 01h09m38s, a escassos 5 segundos do Daniel. Obviamente que não fiquei chateado: fazer um bom treino e ainda alcançar o pódio, foi muito mais do que tinha pensado para a manhã de domingo! Para variar, fui correr um bocado e quando cheguei lá tinha perdido a entrega dos prémios da geral. Típico. Pelo menos cheguei a tempo dados prémios do escalão.

Fonte: RUN 4 FFWPU

Fonte: Sérgio Fernandes
Próxima paragem é já no próximo domingo com a minha primeira experiência numa milha. Ainda estou para perceber como vou fazer um artigo de uma prova de 1609m. Mas cá hei-de inventar qualquer coisa. Até lá!

Resultados: Brevemente

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Análise Mund Ultra Raid e Gococo Light Sport

Esta época tem-me corrido bem a nível de lesões. Uma dor ou outra mas nada muito preocupante que não se resolva com calma, alongamentos e essencialmente boas massagens desportivas. Sem ser uma boa constipação o meu maior inimigo durante boas semanas foram bolhas nos pés. Haviam de ser onde?

Acabei por chegar à conclusão que um dos grandes culpados disso foram os meus Hoka One One mas a verdade é que este problema levou-me a investigar tudo o que poderia estar a afetar o bem estar dos meus pés. Comecei a olhar com atenção para as meias que calçava quando ia treinar e fiquei parvo com o estado de grande parte do meu stock: meias velhas, secas, encardidas e alguns pares até com uns bons buracos. Isto não quer dizer que as meias que tinha eram de má qualidade. Simplesmente já tinham tanto uso que já tinham passado o limite do bom estado para treinar com as mesmas.

Como sabem tenho uma boa relação com a Runsox e com o Nuno Baixinho. O Nuno sabia que eu andava com este problema, falamos um bocado e com base nos conselhos dele acabei por trazer dois pares de meias para casa. Mas estas meias são bastante diferentes. Vamos lá ver cada modelo mais de perto!

Mund Ultra Raid


Começo pelo modelo mais diferente do que costumo utilizar. Estas Mund Ultra Raid são as meias mais grossas que utilizei até hoje para treinar. Mas são assim tão grossas? Claro que não. Como podem ver na foto em baixo, têm tudo menos aspeto de meias grossas.


Na verdade são meias de semi-compressão para ajudar na diminuição da fadiga naqueles treinos mais longos. São também ligeiramente mais altas que o normal, dando uma maior sensação de estabilidade. A composição dos tecidos ajuda que o pé não aqueça em demasia ao mesmo tempo que tem tecido reforçado em sítios estratégicos para evitar o aparecimento das famosas bolhas que costumam aparecer nos treinos mais longos.


O conforto é excelente. Não existe outra palavra para definir a sensação de calçar estas meias e correr com elas. Já treinei com elas em qualquer tipo de temperatura e condições meteorológicas e nunca me deixaram ficar mal. E todo este conforto sem ter que estar a fazer cuidado se estou a calçar a meia esquerda no pé direito. O que é ótimo para quando acordo e equipo-me ainda meio a dormir. O que acontece sempre.

Não posso deixar de aconselhar estas Mund Ultra Raid para qualquer tipo de treino e/ou terreno. Tal como disse, elas são indicadas para provas longas e exigentes, por isso só posso acreditar que mesmo em fora da estrada elas se comportem com excelência.

Aproveitem o excelente preço a que elas se encontram! Podem encontrar as Mund Ultra Raid aqui: https://www.runsox.eu/mund-ultra-raid

Gococo Light Sport


Já as Gococo não poderiam um modelo mais diferente. Mas antes de avançar para a análise, tenho de confessar que este já é o meu 2º par. Estava tão satisfeito com a experiência que decidir comprar umas iguais.


Porque é que são tão diferentes das Mund? Para começar o seu tecido é fino. O foco destas Gococo são o desempenho e com o seu tecido a apostar na tecnologia 37.5 da marca, o objetivo passa por manter o pé sempre seco. Esta tecnologia ajuda na secagem rápida das meias, mantendo assim uma humidade controlada da pele.


Mas as diferenças não acabam por aqui. Estas Gococo têm um perfil mais minimalista, notando-se muito pouco com os ténis calçados. Têm diferenciação de pé direito e esquerdo, notando-se bem o desconforto quando nos enganamos no pé. E um pormenor bastante interessante: a ausência de costuras na zona dos dedos

Todos estes pormenores ajudam a que estas meias me dêem uma sensação ótima quando o objetivo do treino é o desempenho, seja o treino de corrida contínua ou seja intervalado. Estas Gococo têm um preço mais alto que as Mund mas a verdade é que compensa, mesmo que os objetivos dos dois modelos sejam diferentes.

E este modelo também está em promoção! Aproveitem! Podem encontrar estas Gococo Light Sport aqui: https://www.runsox.eu/gococo-light-sport

Resta-me agradecer à Runsox e ao Nuno Baixinho pelo apoio e conselhos que me têm dado. Têm sido fantásticos!

segunda-feira, 26 de março de 2018

36ª Corrida dos Sinos

Mais um ano, mais uma Corrida dos Sinos! Esta é uma prova que sem dúvida nenhuma me dá muito gozo participar. Não é uma prova curta, tem uma organização praticamente local, é afastada de Lisboa, tem um bom público, tem muitos atletas na rua e, claro, tem muitos atletas de bom nível a participar!

O dia de ontem avizinhava-se péssimo para correr. Estava semi-péssimo. Não chovia (e não choveu!), a temperatura não estava péssima, mas estava uma ventania terrível que causava um frio no mínimo esquisito. Cheguei com algum antecedência a Mafra, trazendo quase a família toda a atrás para fazerem a Corrida dos Sininhos. Tarefas de "chefe" de equipa à parte, com muita correria e chamadas pelo meio, quando dei por mim tinha pouco mais de 10 minutos para aquecer.

A partida é a única coisa estranha que consigo apontar à organização. Não entendi como é que de repente se formaram dois blocos (numa prova que penso que não estava escrito em lado nenhum que havia blocos) e vejo-me no bloco da frente e vejo colegas meus de equipa separados do meu bloco por uma fita até a organização juntar os dois blocos. Apontamentos à parte, partida dada!

Foi um início rápido mas controlado, não fosse o declive do primeiro quilómetro bastante inclinado. Depressa fugiu um grupo de cerca de 15 atletas para a frente da prova e eu fiquei no meu andamento controlado junto de um grupo que seguia num excelente ritmo e que não dava sinais de querer abrandar.

Seguíamos quilómetro a quilómetro no sentido Mafra-Ericeira, sempre com o vento contra mas com a ajuda de irmos apanhando algum declive negativo. O grupo não se ia alterando muito, dois atletas foram lentamente descolando mesmo com o grupo a andar por vezes abaixo dos 3:20/km. Foi muito importante para a minha prova ter seguido neste grupo pois consegui manter um ritmo alto mas sem nunca me sentir demasiado cansado ou no limite (o que também não é bom...). Por vezes ia para a frente do grupo mas quase sempre alguém ia para o meu lado, mantendo sempre algum companheirismo e espirito de sacrificio. Sim porque na estrada e na frente também existe um bom espírito para quem duvida disso!

No retorno a prova mudou para mim. O grupo partiu ligeiramente, o meu ritmo aumentou e comecei progressivamente a sentir-me bem na corrida. E não, não foi o vento a favor. Porque esse desgraçado continuava contra como se nada se passa-se. 

Fonte: Luis Duarte Clara
Continuei a puxar e embora alguns atletas do grupo tentassem ir para o meu lado, só o atleta Francisco Pedro da Odimarq veio embora comigo. A partir daqui foi sempre a puxar e mesmo quando o declive apertava (e penso que só por um quilómetro o vento esteve a favor), as minhas pernas respondiam. Estava completamente surpreso!

Fonte: Pedro Baleia
Aproximava-se rapidamente os últimos quilómetros e seguia lado a lado com o Francisco quando entrámos nos últimos dois quilómetros. Íamos passando pelas pessoas da caminhada e alguém da organização gritou que seguíamos em 9º e 10º da geral e que faltavam 1500m para o final. Foi nesse momento que o meu chip mudou.

Não me interessava se era demasiado cedo para arriscar mas senti que tinha que aplicar todas as forças que me restavam e as minhas pernas responderam! Os metros iam passando e comecei a distanciar-me cada vez mais do Francisco. Tal como no ano anterior, tinha as mulheres da minha vida (a minha namorada, a minha mãe e a minha sogra) a gritar que nem umas doidas por mim quase à entrada do parque e isso ainda me deu mais força para continuar.

Fonte: Run 4 FFWPU
Passei a meta e logo veio alguém da organização dar-me os parabéns e colocar-me ao pescoço uma indicação de que era o 10º classificado masculino! Fiquei tão contente com a prova que durante um bom tempo pensei que o tem que fiz, 52m06s, era o meu recorde pessoal à distância. Foi então que fui ver e verifiquei que o meu recorde pessoal era de 51m26s... na corrida dos Sinos do ano passado! As endorfinas dão-nos cabo da cabeça!

Fonte: Run 4 FFWPU
Para melhorar a minha manhã, a Associação Vale Grande fez fez um excelente 4º lugar por equipas, subindo assim um lugar face ao ano anterior. Para o ano é para o 3º lugar, sem dúvida!

E agora? Agora vai ser um belo mês a treinar, esquecer as provas por umas semanas, dedicar-me a outras coisas da vida. Mas os treinos... vão estar sempre lá!

Resultados: 36ª Corrida dos Sinos

terça-feira, 13 de março de 2018

4º Corta-mato do Catujal e 7º Corta-mato do C.A. Vale de Figueira

Falta de vontade, falta de paciência e essencialmente falta de tempo. Todos passamos por isso nas mais diversas situações da nossa vida. Mas aqui estou eu para me redimir e escrever sobre as últimas duas provas do Troféu “Corrida das Coletividades do Concelho de Loures” (já disse que isto é um nome grande como o caraças não já?).

4º Corta-mato do Catujal 


Este corta-mato realizou-se no dia 3 de Março, no dia antes da Corrida das Lezírias. Foi dos piores dias de tempestade das últimas semanas. Choveu tanto naquela manhã, que eu até agradeci a algum santinho o facto da Johanna não estar em casa para me receber quando viesse da prova.

Apenas quando cheguei ao local da prova percebi que era no Parque Urbano de Santa Íria da Azóia, sítio onde já fiz uns bons treinos intervalados orientados pelo meu treinador André Filipe. Mas rapidamente percebi que o cenário era um pouco diferente. O parque tem trilhos próprios com piso género estradão mas naquele dia havia fitas por todo o lado a indicar que o circuito da prova era em grande parte por relva e lama, pouco passando pelos estradões.

Fonte: Tiago Graça
Fiz um bom aquecimento com o Rui Henriques e fomos para a partida. Este corta-mato estava envolvido com o Campeonato Regional de corta-mato longo e estavam presentes alguns atletas que não têm estado nas outras provas e como tal não estava preocupado com a posição que eles podiam alcançar. A prova começou a um bom ritmo mas eu não estava preparado para o que se seguia.

Curva contra curva, trilhos apertados, terreno muito pesado, descidas e curvas quase de 180º de seguida. Eu não estava preparado para aquilo. Até o facto de correr em grupo estar sempre com os braços tensos foi novidade para mim. Mesmo assim sentia-me bem.

O grupo da frente estava claramente a fazer jogo de equipa (eram praticamente todos atletas jovens da JOMA), indo quase à vez para a frente da prova mas quando me fartava daquilo lá ia eu para a frente puxar pelo grupo. Curiosamente, acabou por não chover durante a prova. Mas para compensar estava uma ventania desgraçada.

O cansaço ia chegando curva após curva, volta após volta, e à terceira volta (era quatro voltas de 2kms) o grupo começou a partir e eu já tinha algum cansaço acumulado e não quis estar a dar tudo o que podia. Tinha a Corrida das Lezírias no dia a seguir, os atletas que seguiam à minha frente não me iam fazer mossa nas contas do trCorredores del mundo oféu e sinceramente não sei se tinha capacidade para os acompanhar pois a velocidade deles é outra, a falta de medo naquele terreno não se compara com a minha cagufa e até o facto de estarem calçados com bicos punha-os noutro patamar.

Então decidi fazer a minha prova junto de um veterano, mantendo um ritmo alto e apostando que no final conseguia passar para a frente. E assim aconteceu.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Acabei com um tempo de 29m37s. As classificações na altura foram uma confusão desgraçada por causa do Campeonato Regional de corta-mato (no qual me esqueci de inscrever...) e nem vou comentar isso porque houve ali coisas que não fizeram sentido. Acabei por ficar em 5º classificado sénior no troféu de Loures e se tivesse inscrito no regional, teria ficado em 2º...



7º Corta-mato do C.A. Vale de Figueira


Vamos à próxima? Siga! Esta prova foi o meu 4º ou 5º fim de semana seguido com provas. Sinceramente estava cansado psicologicamente, nem tanto fisicamente. Eu sei que faz parte do estofo de um atleta aguentar com isto mas eu valorizo demais a minha vida pessoal e até profissional para estar constantemente em provas. Sinceramente, depois da Corrida dos Sinos vou fazer uma boa pausa até à próxima prova do Troféu de Loures (quase no final de Abril).

Estou-me a queixar mas com colegas de equipa como o Rui Martins e o Rui Henriques é um gosto ir para as provas. Fizemos um bom aquecimento juntos com o reconhecimento também do percurso. Ao contrário da prova anterior, este percurso era em grande parte só relva mas com umas boas subidas e umas curvas bem acentuadas que tal como tenho vindo a dizer não são a minha praia. O meu medo de escorregar é sempre maior e saio prejudicado por isso face aos outros atletas que arriscam e vão para a frente.

Dado que nesta prova havia prémios monetários por equipas, estavam presentes atletas de bom nível o que dá sempre gosto. No início da prova consegui acompanhar o ritmo deles mas acabei por quebrar e demonstrar que não estou a nível deles.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Decidi fazer então a minha prova mais uma vez de maneira inteligente. Avaliei quem seguia à minha frente e sabia que eram atletas que não tinham interesse nas contas finais do torneio. Segui a um bom ritmo juntamente com um atleta veterano, ora indo eu para a frente, ora indo ele para a frente. Mais uma vez estava a sentir a falta de aderência nas curvas e era aqui que ficava sempre a perder.

Sempre que havia uma curva de 180º aproveitava para avaliar quem estava atrás de mim e conseguia perceber que seguia com uma vantagem bastante confortável para o Tiago Graça, um atleta do meu escalão que tem feito as provas todas.

A meio da terceira e última volta comecei a quebrar e deixei o outro atleta veterano ir para a frente e ganhar-me uma boa distância. Mas na última recta (cerca de 200m) percebi que ele estava longe de ir a um ritmo muito alto e decidi dar tudo o não dei no resto da prova. Não interessava o resultado final, ao menos acabava com um verdadeiro sentimento de competição.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Acabei por ultrapassá-lo e até passei a meta com alguma vantagem. Terminei a prova em 4º sénior com 19m20s para cerca de 5.5km. Não fiquei minimamente chateado por ficar às portas do pódio. Só sei que para o ano se fizer corta-matos, tenho de encará-los de maneira diferente, com outro tipo de treino e até de equipamento.

De qualquer forma, estou à frente no torneio no escalão sénior com uns bons pontos de vantagem sobre o segundo classificado! Agora é tempo de voltar a treinar descansado.

Resultados: 7º Corta-mato do C.A. Vale de Figueira (coletiva)


Para terminar que o artigo já vai longo, aqui fica a reportagem da Corrida das Lezírias, na qual estive em destaque pelo terceiro lugar na geral!

terça-feira, 6 de março de 2018

Corrida das Lezírias 2018

Menos de 24 horas depois do corta-mato mais duro que alguma vez fiz, foi tempo de seguir para as Lezírias para tentar defender o meu 2º lugar do ano anterior. Sabia que ia ser difícil, tinha a certeza que o corpo se ia ressentir mas acima de tudo a vontade de ajudar a minha equipa a alcançar um bom resultado era bem maior.

Falta um grande Rui Henriques que ainda estava a caminho!
Vamos lá fazer um reality check: é óbvio que eu não pensei nesta prova para defender o meu 2º lugar. Quando acabei a prova no sábado mal conseguia andar direito. O objetivo real sempre passou por ajudar a minha equipa a conseguir uma boa pontuação mas sempre encarando a prova como um treino longo mais forte. A verdade é que fui surpreendido pelo próprio corpo. Durante o aquecimento sentia-me um pouco moído, sentia o gémeo direito bastante preso e nem sequer estava com muita vontade de enfrentar mais uma hora de competição. A realidade é que o meu corpo me surpreendeu.

Mal a prova começou percebi que me sentia bem e com velocidade no corpo. Foi sem dificuldade que me juntei ao grupo de atletas da frente e consegui ir ao ritmo deles. O ritmo não era extremamente rápido pois ali toda a gente sabia que a prova era longa e apostar tudo no início podia ser a morte do artista.

Segui durante muitos quilómetros com mais três atletas (um deles não tinha dorsal) sempre num ritmo que estava a conseguir acompanhar. Um atleta do Povoense durante os primeiros quilómetros ainda tentou dar vários puxões no grupo mas eventualmente acabou por ficar para trás mesmo que por volta dos 5 quilómetros eu lhe tenha dito para controlar a respiração. Sou eu que levo sempre com esse aviso e sei que reconhecer quando a respiração de outro atleta está afetar o rendimento dele.

Por esta altura já seguíamos pelo estradão na zona das Lezírias. Tinham-me vendido a notícia que a organização tinha mudado o percurso devido ao estado do piso e esperava que assim fosse. O ano passado o lamaçal deixou-me péssimas memórias e depois do corta-mato do dia anterior o que eu menos desejava era lama. Por outro lado, durante estes quilómetros seguimos contra o vento e por muito que eu me tenha tentado proteger com os atletas do meu grupo (acreditem nunca faço isto, como sabem eu até costumo erradamente ir na frente a levar com o vento...) a fadiga ia-se acumulando.


Aproximadamente aos 7,5 quilómetros fizemos o retorno e um pouco com a ajuda do vento a favor o meu corpo ganhou uma nova vida. Mas foi sol de pouca dura. Aos 10 quilómetros tudo mudou e se os atletas com quem eu seguia começaram a distanciar-se cada vez mais, eu comecei a dar um estoiro valente e a começar a correr contra o tempo para não ficar pelo caminho.

Por esta altura passavam por mim os atletas que seguiam em sentido contrário e nem fazem ideia o quanto lhes tenho a agradecer. Foram uma ajuda enorme! Seguia completamente sozinho mas os vossos incentivos nunca me deixaram ir abaixo. Obrigado!

Não há muito mais história. Cheguei à ponte e na subida ainda tentei dar aquilo que podia para ver se me conseguia aproximar dos atletas da frente que seguiam lá longe no meu horizonte e foi ai que baixei um pouco os braços e decidi que estava na altura de olhar para trás (sim até agora ainda não o tinha feito) e perceber o que tinha de fazer naqueles dois últimos quilómetros. Seguia tão isolado que por mais que tentasse, não via ninguém atrás de mim. Viria a verificar nas classificações que fiquei quase a dois minutos do atleta classificado a seguir a mim.

Puxei o que o corpo e a mente me deixaram e mesmo puxando dos galões a nível psicológico tentando-me motivar a acabar a prova abaixo dos 53 minutos, só no final verifiquei que o meu último quilómetro foi praticamente o pior da prova.

Fonte: Xistarca


De um simples treino forte e vontade de ajudar a equipa, passei para um 3º lugar na geral e 2º lugar no escalão. O desempenho (52m53s) foi muito longe daquilo que podia conseguir mas nem pensem que me sinto de alguma forma chateado. Fiquei bastante satisfeito com o meu resultado e mesmo se não tivesse ido ao pódio, continuaria a sentir-me igual. O mesmo não posso dizer da prova no dia anterior mas sobre isso falaremos mais tarde...

Para terminar em beleza, tive mais um daqueles saborosos momentos com a minha equipa em que até ao último momento não sabíamos se iríamos conseguir o lugar mais alto do pódio. Foi quando anunciaram o segundo classificado como sendo o Povoense que esboçamos do nosso melhor sorriso e expressamos o nosso contentamento! Afinal não é todos os dias que se consegue pelo 2º ano consecutivo ficar em 1º lugar por equipas nas Lezírias!


Odeio fazer tantas provas seguidas mas incrivelmente para a semana lá irei a Vale Figueira para mais um corta-mato da Taça de Loures. Espero que pare de chover pois não me apetece apanhar mais um empeno como o deste sábado... fiquem com uma amostra do meu estado final!

Fonte: RUN 4 FFWPU
Resultados: Corrida das Lezírias 2018