segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Meia Maratona de Abrantes

Apenas três semanas passaram desde os 20k de Almeirim mas muito aconteceu na minha vida. Quem anda nestas coisas do desporto e leva a coisa minimamente a sério, sabe como a nossa vida pessoal pode afetar a nossa cabeça psicologicamente no que ao desporto diz respeito. Era esse o meu grande medo quando foi dado o sinal de partida em Abrantes. Mas felizmente isso não aconteceu.

Pela primeira vez pernoitar a uma localidade com o objetivo de fazer uma prova na mesma no dia seguinte. Agradeço aqui publicamente ao meu amigo Rui Martins e à família por me receberem! Até tive o luxo de ir fazer o reconhecimento do circuito da prova na noite anterior e podem crer que me ajudou na prova. Percebemos que tínhamos de gerir a nossa prova nos primeiros 7 quilómetros por causa das muitas subidas que o percurso tinha e depois desses 7 quilómetros a prova entrava numa fase mais tranquila. Mas foi apenas o que pareceu dentro do carro.

De manhã foi tudo muito tranquilo pois estávamos quase ao lado da partida. Tivemos tempos de ir buscar os dorsais, voltar a casa, equipar de forma bem descontraída e ir a aquecer para o local da prova. Poucos minutos para o arranque e lá fomos nós para a linha de partida. O arranque da prova foi rápido mas controlado. Depois de Almeirim não iria repetir o mesmo erro. Sei que uma das minhas poucas qualidades na corrida é ter um início controlado e conseguir manter e até ir aumentado a intensidade gradualmente.

Na frente formou-se um bom grupo de atletas, havendo alguns atletas depois que seguiam sozinhos e logo a seguir ia eu num grupo de atletas que seguiam num bom ritmo. Durante muitos quilómetros consegui ir com eles, indo alternando entre a frente e a parte de trás do grupo. Os tais primeiros 7 quilómetros passaram num instante e na verdade nem custaram assim tanto. O problema foi o que veio depois.


Tudo parecia encaminhado para me manter com aquele grupo mas a partir dos 10 quilómetros alguma coisa mudou. Foi por esta altura que tomei o gel que levava comigo. Não tenho por hábito tomar nada provas mas em distâncias mais longas mais vale não arriscar. E depois de Almeirim não queria falhar em nada. Passado algumas centenas de metros, comecei a não conseguir acompanhar o grupo onde estava. Não desanimei mas também estava contente com o que estava a acontecer.

Por esta altura a prova entrava numa fase de curva contra curva, sobe e desce constante. Isto foi assim até ao retorno nos 15 quilómetros. Mas tal como o próprio nome indica é um retorno portanto mais curva contra curva, mais sobe e desce constante. Porra, na noite anterior isto parecia tudo plano!

Na verdade esta parte é a mais bonita da prova, com uma bonita paisagem com o Rio Tejo a apresentar-se em todo o seu esplendor. O grupo mantinha-se a uma distância controlada e não demonstrava sinais de querer abrandar. Mas era agora ou nunca. Sentia os meus quadríceps a querem fraquejar, o meu ritmo a diminuir, mas sentia-me efetivamente melhor que na desgraça de Almeirim. Era altura de apertar comigo.

Dei aquilo que podia e senti que podia apanhar o grupo que seguia já um pouco desmembrado à minha frente. O 19º quilómetro foi o meu quilómetro mais lento da prova (3:44/km) mas parecia que ia a velocidade de cruzeiro! Consegui ultrapassar dois atletas e ganhar forças para entrar no 20º quilómetro a ultrapassar um terceiro atleta. Depois foi aguentar o ritmo e nos últimos 780 metros fiz um ritmo de 3:20/km tendo conseguido manter as posições que tinha ganho.

Passei a meta com 1h13m36s, no 11º lugar da geral e um 5º lugar do escalão. O que me deixou realmente satisfeito foi ter conseguido uma boa média, 3:32/km, num percurso algo complicado. As desgraça de Almeirim e os problemas pessoais ficaram para trás e nem mesmo o facto de ter ficado a um lugar dos prémios monetários (10 primeiros da geral) me conseguiu esmorecer.

A prova acabou com 20,780 km. Não vou argumentar se lhe faltam 300 metros, são demasiadas curvas para uma marcação perfeita do GPS. Mas mesmo assim são muitos metros de erro... De resto boa organização, nada a apontar. E ainda tivemos direito a um almoço antes de nos fazermos à estrada. Por 5€, é um trabalho fantástico. Corrijam o problema da distância e têm uma prova para muitos anos!

Muitos parabéns aos meus colegas de equipa, principalmente à Carmen Ferreira que mesmo lesionada consegui um excelente 6º lugar femenino e 2º F45!

Agora é recuperar forças, daqui a duas semanas a distância diminui mas a intensidade vai aumentar. Até aos Descobrimentos!

Resultados: Meia Maratona de Abrantes

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Análise Skechers GOrun Ride 5

Quando voltei a treinar em Julho, depois de ter estado parado cerca de um mês, apercebi-me rapidamente que iria precisar de uns novos parceiros de treino. Entretanto fui aconselhado a mudar a minha filosofia em relação à minha forma de escolher ténis: esquecer o facto de eu ser pronador e focar-me no drop.

E é que é isto do drop? O drop é basicamente a diferença de altura entre a parte de trás e parte da frente da sola.

Na altura ainda pensei em que ténis iria comprar e de repente lembrei-me que tinha em casa uns Sketchers que apenas tinha usado uma vez. Bendita vitória na Corrida Dom Dinis! Da única vez que os tinha usado tinha ficado com uma opinião extremamente negativa. Mas estava na hora de lhes dar mais uma oportunidade.


Pesquisei e vi que estes Skechers GOrun Ride 5 têm um drop de 4mm. Impecável, era mesmo isto! Passar de modelos com 9 e 10 mm para estes ia custar mas era altura certa para experimentar pois os meus treinos na altura eram lentos pois ainda estava a recuperar da tendinite no adutor.

Mas afinal transição custou muito menos do que aquilo que eu estava à espera. As dores não foram assim tantas e o facto de estar bem fresco depois de mais de um mês parado ajudou bastante. Devo dizer que estou a adorar a experiência! Já vou em mais de 700 km com eles e apesar de já ser bem visível o desgaste na sola continuo a gostar bastante das sensações que eles me dão. Com tão pouco drop e sendo um modelo neutro, promovem uma passada mais natural, algo que eu não estava de todo habituado.

O aspecto é sóbrio mas não é fantástico. Um pormenor estranho é o facto da sola lhes dar um aspeto mais largo do que eles são. Mas é uma coisa relativamente comum a todos os modelos da Sketchers. O facto de terem um corpo mais largo que o normal dá-me uma sensação de conforto extra, diferente dos típicos modelos mais estreitos. Na zona do calcanhar temos o sistema quick-fit para um calçar mais rápido os ténis (sistema pensado para os triatletas). No entanto este sistema não serve de grande coisa pois se fizermos o que é suposto o dedo acaba por travar a entrada do pé.


Não há nada apontar à respirabilidade dos tecidos utilizados. Em qualquer temperatura sempre senti bastante conforto (mesmo com eles molhados).

O amortecimento é excelente. O drop de 4mm não interfere em nada neste campo. Mesmo assim é um amortecimento menor do que aquilo que estava habituado mas senti bastante conforto na passada quer em treinos longos (máximo 20km) quer em treinos rápidos, como tempo runs ou intervalados.


Por último, apenas não estou gostar da duração da sola em certas zonas. Nota-se bastante o desgaste principalmente na zona exterior do calcanhar que denuncia que ainda tenho uma passada pronadora. Apesar deste apontamento, nada a apontar à sua aderência. Nem mesmo em estradões ou com o piso molhado me deixaram ficar mal.

Este já é um modelo de 2016, já tendo sido lançada a versão 6. No entanto não quis deixar de fazer um artigo sobre este modelo pois é a minha primeira experiência com um drop tão baixo. E posso dizer que é para continuar já tendo encomendado os meus futuros parceiros de treino e de competição tendo por base esta metodologia.

Se ainda os encontrarem à venda e com um bom preço não hesitem. Eu pessoalmente gostei da experiência e estou curioso em experimentar a versão mais recente!

Pontos Positivos
+ Conforto
+ Respirabilidade
+ Peso
+ Amortecimento (dão dez a zero à Asics neste campo...)
+ Aderência

Pontos Negativos
- Aspeto (opinião pessoal)
- Desgaste rápido da sola (em algumas zonas)
- Sistema quick-fit

PS: Se querem ver os ténis limpos e bonitos vão a uma loja, por aqui os ténis são para correr 😜



terça-feira, 31 de outubro de 2017

20 Kms de Almeirim

Já lá vão alguns anos desde que comecei a correr. Já fiz muitas provas, tenho conhecido muitos sítios novos. Mas na minha lista constava uma prova que andava a ser adiada ano após ano: os 20 Kms de Almeirim.

Antes de tudo tenho de falar sobre os meus últimos dias. Fui para Espanha para uma conferência na quarta-feira. Treinei quinta e sábado. Entre quarta e sábado dormir foi mentira: muito menos do que 15 horas (o normal seria dormir umas 24 horas). No sábado fiz uma viagem de 6/7 horas para Lisboa, sentado e não muito confortável. Nem eu me apercebi o que isto fez ao meu corpo.

No domingo bem cedo reuni-me com a minha equipa e familiares para seguirmos para Almeirim no autocarro do Vale Grande. Chegámos ainda antes das nove e em ritmo apressado lá fomos buscar os dorsais (a organização dos dorsais era um bocado atabalhoada...). Equipar, casa de banho, aquecer, hora da partida!

Até à hora da partida estive numa autêntica sardinha em lata. Nem me conseguia dobrar para alongar os músculos. Mas foi assim, com a minha claque pessoal a dar-me força, que foi dado o sinal de partida. O meu colega de equipa André Costa rapidamente tomou a frente da prova. Atrás dele seguia um bom grupo de atletas e logo a seguir seguia eu e mais alguns atletas dispersos.

Demos algumas voltas pelas rua de Almeirim, com muita gente na rua a dar força e aplaudir. Isto foi uma constante pela prova toda (menos quando saímos da cidade). Espetáculo! Nestes primeiros quilómetros seguia a um bom ritmo, na zona que eu apontava fazer para esta prova (média de 3:30/km). E aqui começa o meu primeiro erro. Eu sabia bem que não tenho treinado para provas longas e era uma incógnita os ritmos que eu podia aguentar durante 20kms. Os primeiros 5kms foram feitos em 17m15s, o que dá abaixo da média pensada.

Fonte: Luis Duarte Clara
Ao 6ª km passei pela minha claque (namorada, sogra e pais) e foi uma festa! Mas fiz questão de lhes indicar que não estava bem. Eles próprios me disseram no final que via-se na minha cara que estava cansado. A partir daqui comecei a perder ritmo. E isso ia-se manter até ao resto da prova.

Uma coisa que adorei foi ver tanta gente nas ruas. E para variar adorei aquelas que gritavam por nós e usavam o argumento que a sopa da pedra estava à nossa espera ehehe. Mas se dentro da cidade isso serviu para me dar força, quando saímos da cidade nada me conseguiu ajudar. Os quilómetros passavam e o ritmo e a minha força diminuía. 2º split de 5kms, 18m05s. Quase 1 minuto de diferença para o 1º split. E ia piorar.

Gostei muito de atravessar a Ponte D. Luis I! Mesmo estando em quebra, forcei-me a apreciar a paisagem. Por esta altura ultrapassei um atleta (foram poucos os que ultrapassei e de pouco valeu... mas lá iremos...) e tentei que isso servisse de alento. A seguir à ponte foi feito o retorno e tínhamos pela frente algum tempo com um declive ligeiramente negativo. Ainda pensei que pudesse recuperar o alento mas não era o meu dia.

E se não fui mais abaixo foi pelas palavras de incentivo que ia recebendo e retribuindo. Um dos incentivos veio do grande Filipe Torres, que me deu um valente força e eu fiquei calado a ver quem era e só depois o reconheci. No final da prova, finalmente tive o gosto de falar com ele!

Fonte: Running & Medals
Terceiro split de 5km, 18m41s. Cada vez pior. Encontrei o Joel do Benaventense parado numa berma e tendo em conta que ele ia em 2º da geral antes do meu retorno, percebi algo se tinha passado. Disse-lhe para vir comigo e fiquei contente ao sentir a passada dele nas minhas costas. Seguimos juntos durante algum tempo, o que até foi bom para recuperar o ânimo de ambos.

Quando estávamos a entrar outra vez na cidade foi o descalabro. O Joel ficou para trás e lentamente os atletas que eu tinha ultrapassado, foram-me passando. Ai fui-me realmente abaixo psicologicamente. Continuei no mesmo ritmo mas não estava à espera daquilo. Entrei no último quilómetro e percebi que mesmo assim poderia ser possível apanhar o atleta que seguia à minha frente e que ia claramente em quebra. Puxei das forças que ainda me restavam e corri.

Passei a meta, a minha família e a minha namorada estavam à minha espera e fizeram uma festa. Eu estava completamente frustrado, ainda mandei um pontapé a uma baia feito parvo e afastei-me com a minha mais que tudo e deitei-me no chão. Nunca tinha feito tal coisa tal era o meu cansaço.
Fiquei em 10º da geral e 5º do escalão sénior. O tempo (miserável) oficial foi de 01h13m19s. Só de pensar que tenho um tempo à meia maratona mais pequeno até me dá volta à barriga.

Passado dois dias, já tive muito tempo para refletir. Sei que o meu corpo estava completamente destruído. Não tinha descanso, não estava bem hidratado e até tenho falta de competição nas pernas (desde Maio que não fazia uma prova à séria). Foi uma grande aprendizagem. Não interessa que os treinos estejam a ser fantásticos. Se tudo o resto falhar, o nosso corpo também vai falhar.

Sobre a prova em si: fantástica! Muito bem organizada (acho que a entrega dos dorsais poderia ter sido melhor), público fantástico, bom percurso e excelente almoço. A repetir! No final até tive uma surpresa: pediram-me para tirar uma fotografia porque eram fãs do meu blog. Até fiquei sem palavras!

Por último, parabéns à minha equipa, muitos prémios individuais e um fantástico 2º prémio coletivo! Que belo início de época!



Resultados: 20 Kms de Almeirim

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

5ª Corrida do Montepio

Tenho andando um pouco desaparecido aqui do meu cantinho. Mas desta vez não é sinal de desânimo, é sinal que os treinos têm estado a correr bem e que os primeiros objetivos da época estão a aproximar-se!

Na semana que passou o Rui Martins pediu-me se o acompanhava na Corrida do Montepio. Como gosto sempre de ajudar um amigo a superar-se e ainda por cima conseguia conjugar com o meu treino respondi-lhe que sim mas que iria sem dorsal.

Fonte RUN 4 FFWPU
Então domingo de manhã lá seguimos bem cedo para Lisboa pois ele precisava de resolver um problema com o bloco de partida. Muita conversa, um bom aquecimento e separei-me do Rui (para ele ir para a partida) com intenções de continuar o meu aquecimento. De repente aparecem-me pela frente outros atletas do Vale Grande a dizerem-me que tinham um dorsal para mim. Não gosto muito de correr com um dorsal que não tenha os meus dados, mas faltavam menos de 10 minutos para a prova começar e ou era sim ou sopas.

Foi um sim tão grande que quando dei por mim, para além de ter dorsal, estava no bloco da Elite B que recentemente for alargado para sub-37'30''. Um minuto de silêncio pelo massacre que foram os incêndios no último fim de semana e partida dada. Sai tranquilo tentando encontrar o Rui para fazermos o ritmo planeado.

Sentia-me bem e até acredito que teria um dia para bom tempo se fosse para lá para dar no osso. Mas não era dia disso e foi com grande satisfação que estávamos a conseguir fazer um bom ritmo nos primeiros 5 quilómetros. Com o retorno veio o vento contra e o cansaço a acumular-se.

Fonte RUN 4 FFWPU
Faltavam 3 quilómetros quando senti o Rui a quebrar. Puxei por ele e tentei que ele não se fosse abaixo. Os metros iam passando e não conseguia que ele aumentasse o ritmo. Entrámos no último quilómetro e fiz o que podia para ele aumentar o ritmo. Isso só aconteceu mesmo na reta para a meta.

Mas a surpresa veio depois. Ele estava estafado, deixei-o respirar enquanto observava todos os atletas que já tinham acabado a prova e os outros que estavam a acabar. E nisto o Rui diz-me que tinha batido o recorde pessoal dele! 37m41s, fantástico! Não fazia ideia mesmo e foi uma excelente sensação. Pensava que ele só queria a minha ajuda para fazer uma boa prova e acabou por bater o seu recorde. Espetáculo!

Quanto ao meu dorsal, já estou a tratar com a organização e neste momento ou a minha classificação vai ser eliminada ou vão substituir os meus dados. Excelente HMS! E por falar em HMS, aproveito para elogiar a organização da prova. Não gosto mesmo de provas com tanta gente mas a HMS a organizar provas é outro nível. Muito bem.

E para o próximo domingo finalmente vou estar presente nos 20km de Almeirim! Lá estarei para comer a sopa da pedra! A corrida é só um pormenor :)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Corrida #BEACTIVE

Quando encontramos uma prova grátis e calha no mesmo dia de um treino de séries, só existe uma coisa a fazer. Não, não é inscrever. Temos que falar com o treinador primeiro. E só depois tratar da inscrição. Acho que tenho de voltar a ser um atleta auto-medicado. Estou a brincar!

No último sábado lá segui juntamente com a minha mais que tudo e a mãe dela para Lisboa. Depois de mais de 30 minutos para estacionar, lá consegui ir entregar o dorsal do Paulo Monteiro do Vale Grande. Faltavam pouco mais de vinte minutos para a partida. Tempo de ir à casa de banho, levar com uma bola de futebol na cara na fila da casa de banho e aquecer 10 minutos. Só alegrias.

Muita gente presente nesta prova o que demonstra bem que este tipo de iniciativas são sempre bem vindas. Partida dada e depois de uns zig zags consegui impor o ritmo que queria para o meu treino (menos de 3:30/km). Mesmo após estabilizar o meu ritmo, continuava a ter muita gente à minha frente. Sem dúvida cerca de 20-30 atletas. Estava animada a prova!

Senti-me bem nos primeiros quilómetros. Mantive o ritmo que queria (também ainda não dava para muito mais...) e fui ultrapassando muitos atletas. Passei por muita cara conhecida e tentei que viessem comigo. Não queria correr sozinho e se pudesse ajudar alguém a não quebrar ainda melhor. Mas para variar segui sozinho.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Após a viragem desci em 2/3 segundos a média a que seguia mas nada de preocupante. Antes da passagem pela Praça do Comércio ao 6º quilómetro consegui alcançar a 5ª posição da geral. Os problemas vieram depois. Para além de só ter almoçado perto das 14h (duas horas antes da prova), eu já tinha começado a prova com sede e estava bastante calor. A fadiga, a barriga "cheia" e a sede começaram a dar os seus frutos. A água apareceu perto dos 6.5km. Numa prova com 8.5km. Não gosto de criticar provas gratuitas, mas tendo em conta quem estava por de trás da organização, isto é apenas incompreensível.

Fonte: Running & Medals
Ora a quebra foi normal. De 3:30/km passei para cima de 3:40/km. À entrada do último quilómetro consegui aumentar um pouco mais o ritmo mas não o suficiente para o último atleta que tinha ultrapassado anteriormente me passasse facilmente. Claro que eu o ainda incentivei. Que a minha falta de força o encorajasse a ele a alcançar um resultado melhor.

Passei a meta em 6º da geral e 1º do escalão sénior. Para um treino foi um bom brinde. E nem pensem que fiquei chateado com a quebra. Durante uns minutos ainda pensei no assunto mas ultrapassei logo. Estive muitos meses parado, já não sabia o que era sofrer durante tanto tempo seguido e todos os meus erros antes do início da prova reflectiram-se no meu desempenho.

Fonte: RUN 4 FFWPU

Fonte: RUN 4 FFWPU
Agora é continuar a trabalhar que isto ainda só vai no início. Siga!

Resutados: Corrida #BEACTIVE

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Global Energy Bimbo 2017

Nos últimos meses tem sido um autêntico conjunto de experiências do outro lado da organização de provas de atletismo. Mas sobre isso, talvez faça um artigo daqui a uns tempos. A minha última experiência foi na Global Energy Bimbo 2017, como pacer/balão/marcador de ritmo (o que lhe quiserem chamar) dos 4:00/km.

Foi um convite com pouco tempo de antecedência e que aceitei praticamente com prontidão. Gosto de experiências novas! Podem dizer que fazer de pacer é só correr uma determinada distância a um certo ritmo mas acho que é bem mais do que isso.

Acompanhado pelo meu amigo e colega de equipa Rui Martins, chegámos cedo à zona da prova. Fizemos 5 quilómetros a um bom ritmo antes de me encontrar com quem me ia dar a bandeira de pacer. Quando me passaram aquilo para a mão percebi que ia ser uma experiência engraçada. O cabo da bandeira estava preso ao colete uma forma arcaica e bastava algum movimento para a bandeira me bater na cara ou na cara de quem tivesse ao meu lado. Havia de correr tudo bem.

Em cima da hora fui para a partida. Um minuto de silêncio pela catástrofe no México e é dado o tiro de partida. Acelero um pouco para ultrapassar a confusão inicial mas rapidamente encontro o ritmo desejado. Primeiro quilómetro a 4:00/km. Impecável! Por esta altura seguia comigo um grupo com muitos atletas. Comecei a brincar com eles, a dizer-lhes para ter cuidado com a bandeira para que não batesse na cabeça de ninguém. Em resposta apenas ouvi a respiração acelerada dos atletas. Não devo ter muito jeito para animar a malta.

Por falar em animar a malta, de realçar que durante o percurso todo apenas três pessoas (juntas) estavam a ver a prova e a bater palmas. Três. Não é preciso dizer mais nada.

Os quilómetros foram passando e o ritmo manteve-se dentro do esperado. O grupo foi diminuindo e fui dando cada vez mais palavras de incentivo, sempre na companhia do Rui. Na viragem aos 5km foi quando grupo partiu completamente e o nosso grupo já contava pelos dedos de uma mão. Íamos ultrapassando (e ficando com) alguns atletas que seguiam à nossa frente mas também íamos perdendo alguns pelo caminho. Um deles chegou-me a dizer: "vais pôr isto no blog não vais?"

Apenas já comigo, com o Rui e outro atleta, estávamos no 8º km e eu disse-lhe que íamos manter o ritmo suposto e no último quilómetro apertávamos mais. O atleta disse-me que não conseguia mais que aquilo. Pois claro que no último quilómetro conseguiu andar bem abaixo dos 4:00/km e ainda acabou à minha frente!

Fonte: Xistarca
Tenho que agradecer ao Carlos Lopes pelo convite! Foi uma excelente experiência e fica uma sensação de dever cumprido ao ter atletas no final a virem ter comigo e agradecerem-me os quilómetros que seguimos juntos. Sinceramente é uma experiência a repetir. Mas numa prova com ainda mais atletas! Talvez um dia.


Resultados: Global Energy Bimbo 2017

 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

As coisas parvas que faço num final de um treino

Sim este é um daqueles post a lembrar os épicos posts do Quarenta e Dois (Filipe Torres) mas sem um décimo da piada.

Tenho me apercebido que sou completamente alucinado quando estou prestes a acabar um treino. Se não tiver nada no mostrador do relógio que esteja a fazer pandã arranjo sempre maneira de inventar alguma coisa.  

Então vamos lá a isto. Isto são as coisas que eu faço no final do treino (e outras que já ouvi falar...):
  • Número redondo de quilómetros (por exemplo, 15.0 km)
  • Alternativa ao ponto anterior: por exemplo, 15.5km
  • Número redondo de metros da elevação -> para aquelas pessoas que fazem aquela coisa do trail ehehe
  • Segundos iguais aos minutos feitos
  • Se for mais de uma hora, fazer com que os segundos sejam iguais aos quilómetros feitos
  • Metros iguais aos quilómetros (por exemplo 15.15 km)
  • Jackpot: metros iguais aos quilómetros e ainda iguais aos segundos! Já estou a assumir que isto tudo igual aos minutos é impossível.
  • Ficar chateado por não conseguir nada disto mesmo que o treino tenha corrido bem! 
E vocês fazem alguma diferente destas? Tenho que começar a inventar novas formas de manter a minha sanidade mental no final do treino.

Mas perfeito, perfeito era ter uma destas no final de cada treino:

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O meu arranque de época...

Com a falta de provas a escrita aqui no meu cantinho tem diminuído. Mas a verdade é que também não ando propriamente com a maior motivação. Vamos por partes...

Como sabem ainda estou em processo de recuperação de uma tendinite do adutor. Estive um mês parado em Junho, em Julho andei em tratamentos e comecei a fazer treinos curtos e lentos com ordem do fisioterapeuta, e em Agosto ainda fiz tratamentos até meio do mês e voltei ao plano de treinos mas apenas com corrida contínua e sem grandes aventuras.

Este mês como muito gente tem visto, voltei a treinar normalmente com tudo a que tenho direito: treinos moderados, séries, tempo runs... o normal! O meu maior problema está relacionado com o facto de continuar por vezes a sentir demasiado a zona da lesão. As sensações vão diferindo: desde a zona a ficar dorida a seguir ao treino, começar a doer-me por causa de estar tenso quando passo demasiado tempo sentado, ou mesmo sentir uma impressão/tensão durante o treino inteiro. Penso que até agora ainda não voltei a ter inflamação mas o medo é mais forte...

Com isto tudo não quer dizer que a maior parte dos sintomas não estejam apenas na minha cabeça. Mas tomei a decisão de neste mês de Setembro não participar em nenhuma prova. E acreditem que com o aumentar da exigência do treino a vontade de ir a uma prova tem aumentado...


Ainda existem alguns quilinhos para perder e ganhar o juízo à mesa que perdi durante os últimos meses. Continuo a insistir no trabalho de casa, fazendo diversos exercícios de força nos dias em que não corro. E claro as massagens desportivas não podiam faltar, sendo essenciais para a minha recuperação.

Este ano vou apostar numa Taça de uma localidade. As provas são gratuitas, tipicamente bem organizadas e muitas vezes com grande competição. A verdade é que estou cansado do ambiente das provas comerciais mas claro que não as deixarei completamente de parte. A taça que provavelmente apostarei será na Troféu Corrida das Coletividades de Loures, na qual já participei em algumas provas da edição anterior. Maratona? Não, ainda não será esta época... em 2019 será O ano!