sábado, 7 de dezembro de 2019

À Procura da Gobi

Eu li o livro em inglês!
Há uns meses atrás emprestaram-me este livro. "A história fantástica, depois disso só te apetece ir correr!" E eu "Sim sim claro, depois eu leio!". Semanas e semanas passaram sem eu sequer lhe pegar. Eu adoro ler mas sou mais de policiais e thrillers psicológicos. Sim, sou um bocadinho psicopata.

Quando soube que ia estar com quem me emprestou o livro, forcei-me a começar a ler o livro. Acabei a lê-lo em poucos dias. Não é o melhor livro de sempre, longe disso. Mas é uma história espetacular, que tem o tema da corrida bem presente. Aliás diria que metade do livro se foca em grande parte na corrida. E sim, durante o livro só nos apetece ir correr!

Fonte: BuzzNick
A história relata como o inglês Dion Leonard, um ultra runner amador, durante uma prova por etapas no deserto Gobi, conhece uma cadela que o acompanha durante uma etapa inteira. Depois de uma série de eventos, no final da prova o Dion decide adotar a cadela, mas é quase uma missão impossível trazê-la da China para Inglaterra.

Esta história pelos vistos foi completamente viral quando aconteceu (2016) mas eu nunca tinha ouvido falar de tal coisa. Desde ter sido noticia em todo o mundo, a ter sido partilhada milhões de vezes nas redes sociais e até foi angariado dinheiro através de crowdfunding para trazer a Gobi da China. Só eu é que provavelmente não ouvi falar nada disto.

Se ainda têm alguma prenda de Natal por comprar e a pessoa em questão gosta de correr, comprem este livro. Garanto que vão gostar!

Fonte: CumbiaCrack




quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Gala Pontinha e Famões 2019

No passado dia 22 estive mais uma vez presente na Gala da Pontinha e Famões que homenageia aqueles que se destacaram na Cultura e no Desporto durante o ano de 2019. Penso que já é a minha quarta presença neste momento do ano. Mas foi a que teve mais significado até hoje.

Já subi algumas vezes ao palco desta gala, mas este ano graças ao que fiz na Maratona de Sevilha e à minha saída da Associação Vale Grande, a homenagem foi especial. Sabia que iria ser chamado mas não estava minimamente à espera do discurso que iria ser feito. Desde a Sevilha, passando por tudo o que fiz pela equipa, acabando no meu papel como seccionista na direção da equipa de atletismo.

Fonte: Junta de Freguesia Pontinha e Famões
Isto valeu por mais do que qualquer pódio ou prémio. Obrigado Rui Martins e João Tomás!

sábado, 23 de novembro de 2019

40º Grande Prémio das Galinheiras

Apesar de por esta altura já toda a gente saber o que se passou nesta prova, não queria deixar de o relatar neste meu cantinho que serve de arquivo a todas as minhas aventuras neste mundo da corrida. Tendo essas aventuras finais felizes ou tristes. Neste caso nem fiquei feliz nem triste. Apenas chateado. Demasiado até.

A história da minha participação nesta prova começa logo por um facto extra corrida. Como vocês sabem, eu estava a concentrar todos os meus esforços no Cross da Amora. Não tenho grande experiência em corta-mato e queria conseguir fazer uma boa figura naquela que seria a minha primeira prova num grande palco com a camisola do Vitória Futebol Clube. O trabalho falou mais alto, e foi-me marcado um voo para domingo ao princípio da tarde. Ora tendo que estar no aeroporto por volta das 13h, era impossível fazer a Amora ao 12:30. Felizmente a equipa, apesar de completamente desfalcada, conseguiu um prestigiante 3º lugar.

Apesar de ter ficado bastante desiludido por já não conseguir ir à Amora, fiz logo uma pesquisa para saber as provas que iriam haver durante o fim de semana. A minha primeira escolha foi a corrida Dom Dinis, na minha cidade. Infelizmente vi gorada a minha alternativa pois a organização disse que as inscrições já tinham fechado. Disponibilizei-me a pagar um valor superior, mas não serviu de nada. Acho que podiam ter aberto uma exceção para um atleta da terra, mas quem sou eu para contornar as regras. E assim entre as Galinheiras e a Corrida da Água, acabei a escolher aquela que me poderia dar mais gozo sendo uma organização local. No fundo, sabia que era uma má ideia tendo em conta o que tenho ouvido nos últimos anos. E como estava certo.

Cheguei à prova perto das 10h da manhã, pensava eu em cima da hora, mas como infelizmente é normal nas provas com escalões, não há horário que resista. Deu para me juntar às muitas caras conhecidas que andavam a fazer o aquecimento e deu para descontrair. E que bem preenchida iria estar a linha de partida. Definitivamente não iria ser um passeio no parque. Ah espera! Isso foi. Literalmente. Uma prova que eu conhecia (a minha última vez nas Galinheiras foi em 2015) por ser de estrada, foi uma prova que andou às voltinhas no parque. Mas já lá vamos.

A partida foi dada e mesmo tendo sendo as primeiras centenas de metros uma boa subida (como podem ver na foto em baixo), começámos num ritmo vivo e eu senti-me bem. O plano de treinos tem sido duro e ainda o tenho dificultado mais, não facilitando nos treinos de corrida contínua e fazendo as séries curtas em pista (há anos que não fazia isto).

Fonte: RUN 4 FFWPU
O João Antunes e Pedro Arsénio que neste mundo dos amadores, são de outra categoria, não facilitaram e seguiam os dois na frente em grande ritmo. Mesmo o Arsénio estava com dificuldades em apanhar o João. Com os três primeiros quilómetros a 3:12/km, 3:17/km e 3:10/km, mesmo assim eu ia alternando entre o 3º e o 5º da geral. Só a partir do 4º quilómetro me comecei a distanciar e quando dei por mim estava completamente isolado em 3º lugar e às voltinhas num parque. Mal saímos da pista Prof. Moniz Pereira e entrámos dentro do Parque Oeste (ou Parque do Vale Grande? Encontrei estes dois nomes...) percebi que isto tinha tudo para correr mal.

As indicações estavam dadas por setas, que se a memória não me falha, eram vermelhas para quem seguia na primeira parte da prova, e azuis para quem estava a voltar. Qualquer organização de provas de estrada que se preze, sabe que as setas são meras ajudas. O que tem de haver são PESSOAS da ORGANIZAÇÃO. E era isso que praticamente não havia. Tantos e tantos "cruzamentos" naquele parque em que eu dei berros e não havia ninguém para me dizer o caminho correto. Com certeza que 99% das provas de trail estavam mais bem indicadas do que esta prova. Era apenas um desastre que estava à espera de acontecer.

Já completamente desgastado mentalmente com tantas indecisões e até meias "voltinhas" até perceber para onde tinha de virar, que ao 8º quilómetro tudo muda. Vejo uma seta azul a dizer em frente no chão e eu segui. E segui. E segui. Até chegar a uma rotunda, sem ninguém da organização que dava acesso para a via rápida. Tive que abrandar. Parar. Tive tempo para amaldiçoar tudo e todos. Voltei para trás, e de relance vi alguns atletas que eu sabia que seguiam bem atrás de mim, a passar numa ponte por cima. Voltei a impôr o ritmo, não estava ali para desistir, a classificação já não me interessava.

O José e o Flávio ficaram surpreendidos por de repente aparecer ao lado deles. A cabeça já não dava para mais por isso foi a altura de as pernas comandarem. Segui bem ao lado do Flávio, que foi uma ajuda preciosa e que não me deixou desistir. No último quilómetro seguíamos num ritmo alto e a certa altura ele diz-me "eu vou-te deixar passar à minha frente". Não era justo e não queria que isso acontece-se. E o que foi ainda mais injusto para o Flávio, foi na última centena de metros passarmos pelo senhor José Henriques que se diz organizador desta prova e eu não ter dito coisas bonitas em alto e bom som.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Cheguei à meta, parei e queria deixar o Flávio passar. Ele empurrou-me e passamos os dois. E de seguida não aguentei e explodi. Não foi bonito admito. E é apenas de ter sido mal educado que me podem acusar. Agora acusarem-me de ser batoteiro nas redes sociais e de não ser digno de vestir a camisola do Vitória Futebol Clube? De não estar inscrito na prova (esta então nem sei o que dizer, tenho o email dele, tinha dorsal, estou na classificação final...)?

Eu fiz mais 600 metros que a distância da prova. O Pedro Arsénio enganou-se EXATAMENTE no mesmo sitio do que eu, e só continuou com o 2º lugar porque não voltou para trás e lá conseguiu encontrar o o caminho correto (de tal forma que teve de ceder o 1º lugar ao João pois sem saber como ficou à frente dele). A prova tinha oficialmente 9.7km e houve uma série de pessoas nos primeiros 20/30 atletas que fizeram 9km. Bem, acho que se leram tudo até aqui, já perceberam o que foi este Grande Prémio das Galinheiras. Para terem noção, nem eu nem o Arsénio quisemos saber daquilo e fomos embora. Soube depois que tinha ficado num ridículo (não me levem a mal por favor) 8º lugar da geral.

Eu já participei na organização de muitas provas. Caramba, já estive na organização de provas com 10 vezes mais atletas que esta prova. Por isso tenho à vontade para dizer que o Grande Prémio das Galinheiras parece uma coisa de amador. Completamente inadmissível uma prova com 40 edições ter uma organização destas.

Desculpem este artigo, mas tinha de ser escrito. Grande Prémio das Galinheiras? Nunca mais.

Resultados: 40º Grande Prémio das Galinheiras

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

33ª 20 KMs de Almeirim

Nós por vezes pensamos que somos invencíveis. Que a forma cai do céu. Que basta termos indicadores positivos em alguns treinos para pensar que somos capazes de tudo. Mas às vezes estamos tão errados. No domingo foi um daqueles dias que me enganei.

Nas últimas semanas tenho andado bastante positivo em relação à minha forma. Tenho visto os ritmos a aumentar, o esforço para os fazer a diminuir e até a forma física tem vindo a melhorar (mesmo assim teimo em não me pesar...). Para isso tem contribuído algum foco e juízo da minha parte. Mas lá no fundo sabia que tudo isto ainda era muito pouco para enfrentar 20kms a dar no duro. No final deste artigo vão perceber porquê.

Esta foi a primeira prova da época que eu encarei, como o próprio nome indica, como uma prova. Fui muito bem acompanhado para Almeirim (com a minha mulher) e verdade seja dita, tive uma claque de luxo. Foi também a primeira prova desde comecei a correr pelo Vitória, que senti que podia contribuir realmente para a equipa. E tinha que o fazer pois havia um título para defender.

Depois de um bom aquecimento, segui para a falsa partida. Falsa? Sim falsa. Quando estava quase tudo posicionado para arrancar é que informaram que era partir mais atrás. Resultado, fiquei num maranhal de gente. Consequência? Partida atabalhoada em que nem conseguia ultrapassar atletas e honestamente perdi algum tempo que nunca mais consegui recuperar durante a prova.

Mesmo assim dei tudo o que tinha e senti que o meu corpo estava a corresponder. Lembrava-me do ano anterior em que fiz uma prova quase de raiva e senti que o meu andamento em nada estava a dever ao desempenho do ano passado. Durante os primeiros quilómetros segui muito bem acompanhado pelo meu, agora, colega de equipa Luis Baço. O ano passado será sempre memorável pois fizemos uma segunda parte da prova espetacular.

Fonte: Ricardo
Por volta do quilómetro 6, o Baço ficou para trás e juntou-se a mim o Nuno Carpinteiro. Não o conhecia, mas foi muito agradável correr com ele. Na verdade corremos grande parte da prova juntos. Seguimos num excelente ritmo, e passámos aos 10kms abaixo dos 35 minutos. Para perceberem, o ano passado passei aos 10kms com 35 minutos e uns pozinhos...

Depois veio a desgraça. Toda a gente que já veio a esta prova sabe o que é correr até aos 12km. Sempre com subidas pouco pronunciadas até culminar na subida do retorno. Por esta altura já me sentia numa grande quebra mas pensei sempre que tal como o ano passado pudesse recuperar na volta. Como estava enganado. O Nuno por esta altura fugia-me e eu não me sentia minimamente com força para o apanhar. Mas não estava ali para desistir.

Puxei o que conseguia e ainda consegui apanhar o Nuno. Seguimos mais uns quilómetros juntos. Foi ai que se deu a situação mais engraçada da prova. Com tanta a gente que ainda seguia em direção ao retorno e que puxava por mim (obrigado!) o Nuno perguntou "és de onde?", eu disse-lhe que era de Odivelas/Lisboa, ao que ele me diz "pensei que fosses daqui, já que és mais conhecido que o papa". Foi memorável!

Fonte: Paulo Pedro
E agora sim veio a desgraça, parte 2. A certa altura não consegui de todo acompanhar o Nuno (que já tinha feito 15kms antes da prova...) e por volta dos 16kms olhei pela primeira vez para trás. Não me interessava a minha posição individual, só queria saber se conseguia manter para conseguir contribuir ao máximo para a classificação coletiva. Quando começámos a entrar nas ruas de Almeirim é que percebi que já não tinha hipótese, pois já nem via o Nuno no horizonte. a partir daqui foi gerir e acelerar no último quilómetro.

Terminei em 6º da geral e, finalmente, 3º do escalão, o que me permitiu pela primeira vez subir ao pódio em Almeirim. O tempo esse foi de 1h11m32s (mais 1m40s que o ano passado) Quanto à classificação coletiva, foi um brilhante primeiro lugar! E finalmente consegui contribuir para a equipa, sendo o 2º da equipa.

Fonte: Ricardo

Fonte: Ricardo

Mas agora vamos lá falar dos meus erros e falsas assumpções:

  • Eu pensei que estava já em boa forma. Este ano comecei a época no final de Agosto depois de 1 mês parado. O ano passado parei duas semanas em Julho, e comecei a época a 16 de Julho. O ano passado para esta prova já tinha pelo menos mais um mês de séries.
  • Devia ter tido mais cabeça. Mais valia ter-me poupado na primeira parte da prova e esticado na segunda parte.
  • Erro magistral e que me causou algumas dores desnecessárias: levar ténis praticamente novos para uma prova. Faz o que eu te digo, não faças o que faço: não façam isto. Curiosidade: foram uns Saucony Type A8.

Situações para refletir mas para não fazer overthinking. A época longa e com muitos objetivos pela frente. Segue-se um mês de Novembro com uma prova que até hoje só vi pela televisão: Cross da Amora!

Resultados: 33º 20 KMs de Almeirim

domingo, 13 de outubro de 2019

Análise Saucony Freedom ISO 2

O quê? Uma análise a um modelo que ainda se vende? Algo que ainda não está ultrapassado? Até parece mentira! Mas não pensem que fiquei maluco (e rico). É óbvio que estes Saucony foram comprados praticamente a preço de outlet. Mas vamos lá falar um bocado sobre estes Saucony Freedom ISO 2.


Eu na verdade já tenho estes ténis há alguns meses. Tenho-os usado de forma intermitente mas agora que estourei com todos os outros, estes passaram a ser os meus companheiros principais. Mas honestamente, esta situação só se vai manter durante algum tempo por uma boa razão mas já lá iremos.

Temos de ser honestos: os olhos também comem. Adorei a primeira vez que os vi nas fotos do site e ainda gostei mais deles ao vivo. Gostos não se discutem! Claro que têm um problema, afinal… são brancos! Acreditem a cor já está bem diferente do que as fotografias deste artigo mostram. De qualquer forma, o facto de terem uma espécie de degrade azul na sola ajuda a não aleijar os olhos de tão brancos que são.


Normalmente os ténis de corrida precisam de uns quantos quilómetros para ficarem no ponto a nível de conforto. Com estes Freedom ISO 2 simplesmente não acontece. A primeira vez que os calcei tive a sensação que nunca tinha usado uns ténis (de corrida ou não) tão confortáveis na vida. Mas como até conforto tem os seus custos, não sei se é da minha cabeça ou não mas a verdade é que enquanto vou a treinar estou sempre com a sensação que tenho o pé demasiado confortável. Isto claro que também está relacionado com o amortecimento. Não me entendam mal, o conforto e o amortecimento são fantásticos! Simplesmente parece que são mais do que aquilo que eu estou habituado e não me sinto bem quando estou a treinar em ritmos mais rápidos.

Ainda em relação às sensações que obtenho em treino, outro factor pode estar a comprometer melhores sensações será o tamanho dos ténis. Estou mesmo a imaginar, neste momento quem está a ler a isto está a achar-me maluco! Mais uma vez, adoro como me assentam nos pés mas… parece-me sempre que estou a correr com ténis gigantes! Se calhar tenho de começar a beber menos (água) antes de ir treinar. Por outro lado, posso dizer que têm uma boa respiração e não existe uma tendência para ficar com os pés demasiado quentes.


Um ponto negativo é a aderência em condições menos favoráveis. Não são os piores ténis que já usei neste campo, mas a verdade é que deixam muito a desejar principalmente para o intervalo de preço em que se inserem. Mesmo assim, neste momento estão com quase 500km e a sola continua em bom estado.

Em relação ao preço, pelo que vejo agora que não estão em promoção, este modelo encaixa-se na faixa dos 150€. A mim nem metade me custaram, mas neste momento também ainda não sei se valem o preço pedido. Depende do que durarem! E um conselho final... não os comprem brancos! Os meus neste momento aproximam-se mais de um cinzento escuro do que da cor original... 

Pontos Positivos
+ Aspecto
+ Conforto
+ Amortecimento
+ Respirável

Pontos "assim-assim"+- Preço (se apanharem em promoção)
+- Tamanho

Pontos Negativos
- Aderência



terça-feira, 24 de setembro de 2019

39ª Corrida do Tejo

A última vez que estive presente na Corrida do Tejo foi em 2014. Antes disso foi em 2012 e lembro-me que foi a segunda ou terceira prova de 10kms que fiz. Vou ser honesto, não é uma prova que goste particularmente. Vocês sabem que não gosto de provas que envolvam muita logística. Para além disso, normalmente só começo a época em meados de Agosto e por esta altura não me sinto minimamente confiante para enfrentar uma prova em que o nível é altíssimo!

Cheguei bastante cedo a Algés e andei descontraído a passear um pouco. Encontrei o Paulo e a Maria do Vale Grande e estive na palheta com eles até o pessoal do Vitória chegar. Dorsais distribuídos, equipamento posto e seguiu-se um bom aquecimento. Foi ai que tive o prazer de ser fotografado pela organização. Coisa rara ser apanhado pela objetiva dos fotógrafos oficiais de um evento.

Fonte: Corrida do Tejo
Sendo uma prova com blocos de partida (e vagas) tive o prazer de estar no bloco da Elite. Vendo os atletas que estavam neste bloco, a partida foi o que se adivinhava: rápida e intensa. Eu impus um ritmo alto mas sem entrar em loucuras. Estou a treinar ainda nem há um mês e nem séries faço. Portanto a velocidade ainda está bastante aquém das expectativas.

Devo dizer que a prova não me correu assim tão mal. A temperatura ajudou, não estava muito calor, as subidas não me massacram tanto como eu estava à espera e o melhor de tudo deste tipo de provas: tive sempre companhia. Tenho que agradecer aos dois atletas do Sporting e do Núcleo de Oeiras que me ajudaram sempre a manter um ritmo certo.

Não vou estar com uma grande descrição como faço habitualmente. Embora eu tenha dado o máximo que podia, não estava ali para a competição. Dei o meu melhor para se a minha equipa precisasse da minha pontuação, eu estava ali para suprimir essa necessidade. Mas no final, não foi preciso e o Vitória Futebol Clube foi o 1º classificado por equipas!

Fonte: Corrida do Tejo
No final, eu terminei com 35m40s, classificando-me em 35º da geral e 19º do escalão. Foi uma média agradável de 3:33/km mas vocês sabem que eu valho muito mais que isso. O melhor ainda foi voltar a correr para Algés sempre na palheta com o pessoal da Vitória.

Agora é continuar a trabalhar e agora só volto a pisar uma linha partida em Almeirim daqui a mais de um mês! Até lá!

Resultados: 39ª Corrida do Tejo

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Troféus ON 2019


Pela primeira vez fui nomeado para os Troféus ON. A ON (Odivelas Notícias) é um jornal que é distribuído (em Odivelas claro) e cobre as noticias da minha cidade.

A época passada derivado ao "barulho" feito pelo que fiz na Maratona de Sevilha e todo o trabalho feito na restante época, valeu a nomeação para atleta do ano em representação da Associação Vale Grande. E não posso deixar de dizer: com muito orgulho!

Então e como votar? Enviam um email para trofeu_on@odivelasnoticias.pt com os vossos votos para as diferentes categorias e está feito! Têm até à 00h00 do dia 30 de Setembro como podem ler na imagem em cima. 

Agora tenho um pedido a fazer! Se quiserem votar em mim claro que fico muito agradecido! Mas pedia que também votassem no Centro de Marcha e Corrida de Odivelas para prémio Revelação, no Challenge Odivelas a correr para o prémio Evento e na Mónica Vilarinho para o prémio Autarca Município. São uma instituição, uma prova e uma autarca que demonstraram competência, profissionalismo e que muito fizeram este ano pela cidade de Odivelas! No caso da Revelação e Evento, são a demonstração do excelente trabalho que o Rui Martins tem feito por Odivelas!

Portanto basicamente é isto:

Atleta
- Vitor Oliveira - AVG
Evento 
- Challenge Odivelas a Correr
Revelação
- Centro de Marcha e Corrida de Odivelas
Autarca Munícipio
- Mónica Vilarinho

É copiar e colar num novo email e enviar para o trofeu_on@odivelasnoticias.pt

Rápido e fácil!

Obrigado a todos pelo vosso apoio pois se não fossem vocês esta nomeação não teria sido possível. Independentemente se ganho ou não, honestamente não me interessa. A nomeação já a demonstração do reconhecimento do meu trabalho e das outras pessoas e instituições que referi!

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Corrida da Festa do Avante 2019

Já lá vão mais de 6 anos de atletismo. E depois de praticamente 4 anos a colecionar boas memórias na Associação Vale Grande, esta época foi altura de dar um salto competitivo. Sexta-feira dia 6, foi o jantar de apresentação da equipa. Muita timidez, muitas caras conhecidas e algumas delas com boas recordações de despiques na estrada. Porém, agora chegou a altura de unir força à armada verde e assim enfrentar uma época que se advinha cheia de novas experiências!


E se o que eu quero é novas experiências, nada melhor do que começar a época com uma prova em que nunca participei. A corrida da Festa do Avante é mítica por todas as razões e mais algumas. Mas uma das principais é a capacidade de unir um grupo de atletas de alto rendimento que poucas provas conseguem. 

Antes de sair de casa meti o GPS para o estádio da Medideira. Quando começo a chegar (1.5-2km para o estádio) vejo pessoas a estacionar e penso "ah, se calhar a partida é mais perto do que o estádio!". Ora porra. Mal começo a caminhar na direção em que toda a gente estava a ir, percebo que estava longe para catano (e mais longe ficou tendo em conta onde era a meta...). Portanto lá se foi a tentativa de chegar cedo à prova. Encontrei-me com o pessoal, conhecer mais algumas caras novas e voltei com o Hugo Rodrigues para a zona onde tínhamos os carros. Quando demos por nós, já estávamos atrasados para a rotina habitual casa de banho -> aquecimento -> partida. Não necessariamente por esta ordem.

Sabia que neste dia não ia para aventuras. Ainda não estou minimamente em forma, tenho muitos quilos a mais (férias + lua de mel = gordinho) e não tenho ritmo nenhum nas pernas. Hei-de voltar a curto prazo ao meu ritmo normal (e ainda melhor!) mas ontem não era esse dia. No entanto já se sabe, existe sempre aquela esperança que o corpo nos surpreenda. Partida dada e tentei impor um ritmo de 3:30/km. Que piada. 

No 1º quilómetro ainda aguentei. No 2º quilómetro pode-se dizer que ainda consegui manter. Ao 3º km já estava a 3:40/km. Tal como tinha dito, esta prova traz muitos atletas com um bom andamento e foi o que me valeu para ter sempre companhia. Se não fosse este facto, teria com certeza ficado para trás e diminuído o ritmo abruptamente. Do 4º para o 5º km foi uma chapada para quem não está em forma. Uma subida daquelas em que tu olhas para o relógio e pensas que o relógio perdeu o sinal de GPS. Mas continuei a dar aquilo que podia. 

Coisas de nerd tecnológico: comprei um relógio novo (falarei disso num outro artigo) que tem um sensor de temperatura. É sempre interessante ver que esta prova decorreu com uma média de 28.1ºC. Estava fresquinho!

O meu objetivo era só um: dar o meu melhor para se fosse preciso, estar ali para ajudar a equipa a pontuar. Felizmente, na volta percebi que se tudo corre-se bem não iriam precisar de mim pois eu seguia em 6º da equipa e para a classificação contavam os 5 primeiros atletas. Foi neste momento que me juntei ao excelente Paulo Garcia e segui com ele durante muitos quilómetros. Fomos sempre trocando algumas palavras e assim aliviando o desgaste que estava a sentir. 


Quando me estava a aproximar do 10º km senti que ainda tinha alguma energia e acelerei. Puxei na última subida e quando voltou a descer para a zona da partida dei tudo o que tinha. Quando olho para a frente vem a surpresa. Onde está o pórtico? Mas, onde é a chegada? E pronto, a partir dai foi uma desgraça. Ainda fui passado por 2/3 atletas e mesmo olhando agora para o registo do relógio que me diz que tive uma média de 3:32/km nesses 800 metros finais, pareceu-me que estava a correr com 100 quilos em cima. Para a próxima convém olhar para o percurso da prova.

Por enquanto, apenas sei que passei a meta em 8º do escalão e que estou nos 30 primeiros da geral (alguém sabe onde estão os resultados?). Os 10.8km da prova foram percorridos em 39m44s a uma média de 3:40/km, que na verdade é aquilo que interessa. Acreditem, nem fiquei minimamente chateado. Ainda há muito trabalho para fazer e muito para melhorar!

Tal como eu previa, os meus colegas de equipa não precisaram de mim e graças a eles subimos ao mais alto lugar do pódio! E assim começou a minha primeira época no Vitória Futebol Clube. Uma vitória coletiva e uma desgraça individual. Mas este cenário vai mudar, fiquem à espera!



Resultados: brevemente