domingo, 28 de julho de 2019

O fim de um ciclo

Fonte: RUN 4 FFWPU
Esta foi a última meta que eu passei com a camisola da Associação Vale Grande.

A vida é feita de ciclos. O meu ciclo na Associação Vale Grande começou a 29 de Março de 2015 nos XV 12 KM Salvaterra de Magos. Foi ai que conheci logo pessoas fantásticas que eu nem imaginaria que me iriam acompanhar durante os 4 anos que se seguiram. Foram anos de muitas conquistas coletivas e individuais. Quando uma equipa se torna uma família, conseguimos apreciar cada vitória dos nossos companheiros tal como se fosse uma vitória nossa. E é isto que a Associação Vale Grande representa para mim, uma família. Aqui encontrei grandes amigos que vou querer ao meu lado durante a vida toda.

Primeiro pódio em Salvaterra!
Porque é que escolho sair agora? Quem me acompanha neste blog sabe que ambiciono sempre por mais. Não pessoal, não há aqui nenhuma novela. Não vou sair porque me chateei com ninguém ou outra história qualquer maluca. Saio, porque quero experimentar correr numa equipa em que eu esteja longe de ser o melhor atleta. Quero ser levado ao limite, quero sentir-me motivado a puxar por mim para conseguir ir mais longe e tentar evoluir. Sim porque ainda só tenho 29 anos. No mundo da corrida ainda sou uma criança!

Eu sei que muita gente já sabe qual é a equipa que vou representar na próxima época. Mas aqui fica o anúncio oficial: vou representar a equipa de atletismo do Vitória de Setúbal. Vou tentar ajudar o Setúbal a alcançar os seus objetivos, que acreditem, são muito ambiciosos! E eu gosto disso!

Fonte: RUN 4 FFWPU
O Vale Grande vai ficar para sempre no meu coração. Foi e vai continuar a ser uma parte da minha vida em que tive grandes experiências, não só como atleta mas como seccionista da equipa. Até como organizador de provas! Foi um clube que me ajudou a tornar na pessoa que sou hoje. E há coisas que não se conseguem pagar. Nunca vou conseguir pagar tudo o que o Vale Grande fez por mim.

Obrigado!




terça-feira, 23 de julho de 2019

3ª Corrida das Festas de Loures

Chegou ao fim mais uma época. E sinceramente parece-me que nem a vi passar. Desde Sevilha que a minha vida tem andado um completo reboliço, a nível profissional, pessoal e até desportivo. Mas antes de dar por terminada a minha época a nível desportivo, vamos passar a pente fino esta última prova.

Esta prova, tal como no ano anterior, é em grande parte numa zona de "conforto" para mim pois é um local habitual de treino. O ser confortável não significa que seja fácil (não se deixem enganar pelos 60m de desnível do Strava). Foi prometido por parte da organização um percurso homologado pela FPA e não desiludiram, tendo este ano realmente 10km em vez dos 11km do ano anterior. Sendo então perto da minha casa, sai tranquilo de casa (cedo mesmo assim dado que a prova começava às 9:30... tal como deveria acontecer sempre!) e cheguei mais que a tempo para estar na conversa com os meus amigos do Vale Grande e ainda aquecermos praticamente todos juntos.

A pouco menos de 5 minutos do início da prova segui para a partida. O calor já apertava mas pelo menos não estava o vento intenso do dia anterior. O sinal de partida foi dado e segui para a frente do pelotão juntamente com mais 4/5 atletas. Tinha consciência que a prova iria ser bastante difícil e a concorrência iria apertar. "Colei-me" ao lado do meu amigo Diogo Baena (ao tempo que não corrida ao teu lado!) e fomos seguindo pelas ruas de Loures.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Chegámos ao Infantado e o grupo começou a diminuir. O Pedro Arsénio (vencedor quase anunciado) seguiu para a frente da prova e eu continuei em perseguição num grupo de 3/4 atletas. Lentamente o André Medeiros também descolou e seguiu em direção ao Arsénio. O ritmo estava intenso mesmo com a inclinação positiva destes primeiros 3kms. Quando passámos a rotunda do FitnessHut de Loures o grupo partiu-se ligeiramente mas sempre bastante próximos. Virámos para a rua que vai dar à Igreja Matriz de Loures e começou-se a desenhar uma mudança no grupo da frente.

Após a boa subida que passa ao lado da Igreja e que nos leva novamente para a estrada principal, o Baena ficou na frente e eu já seguia atrás dele com bastante distância. Continuei a dar o melhor que podia pois esta não era a prova para ficar confortável apenas com facto de acabar entre os 5/10 primeiros. Havia muito em jogo. Muitos sentimentos. Muitas memórias. Queria deixar a minha marca e não queria me queria despedir assim.

Ainda antes de chegar ao centro de Loures passo pelo André Medeiros, puxo por ele mas percebo que ele não estava nos seus dias. Aos 7kms passamos ao lado da partida e comecei a sentir que já não haveria muito mais a fazer nesta prova. Mais à frente, na rotunda da Ponte de Frielas que fazia o retorno para o último 1,5km, percebi a distância que tinha para o Diogo Baena e ainda a distância que tinha para os atletas que seguiam atrás de mim (Luís Brito e André Medeiros). Continuei a dar aquilo que podia mas o ritmo já não era o mesmo. Sentia as pernas a ficarem sem energia e a pedirem o final de época que se avizinhava.

Nestes últimos 1500 metros apenas guardo na memória a quantidade de pessoas que me desejaram força e desta vez não me abstive de fazer o mesmo. Mandei para as urtigas o facto de estar nas últimas e tentei incentivar toda a gente que conhecia. Virei para dentro do Parque Adão Barata, vi a meta, agarrei na camisola da Associação Vale Grande e bato forte no peito. Tinha acabado este ciclo na minha vida.

Fonte: RUN 4 FFWPU

Fonte: RUN 4 FFWPU
Resumindo, 3º lugar da geral, 1º lugar do escalão, 34m19s. Já fiz menos 1 minuto aos 10km esta época mas as coisas são mesmo assim. Coletivamente fiquei triste com o resultado. Por fatores externos que não vou comentar aqui, acabámos em 3º lugar do pódio, quando poderíamos provavelmente ter alcançado o 1º lugar. Mas as coisas são assim, não vale a pena arranjar confusão quando se corre a feijões.

E acaba assim mais uma época. Mas uma vez, uma época agridoce. Foi uma época com um recorde pessoal aos 10km, com um bom resultado na minha primeira Maratona, mas de resto foi uma época recheada de resultados medianos. Para a próxima época a minha vida profissional vai mudar e... desportivamente também. Mas isso fica para um próximo artigo.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Análise Mund Compression

Este artigo faz parte de uma série de análises a 3 produtos que foram fulcrais no caminho para a minha primeira maratona. O primeiro artigo foi uma análise ao Compressport Free Belt e o segundo foi aos Mund Compression Shorts R343. Vamos ao terceiro e último artigo.

Quem me me acompanha, certamente já terá reparado que raramente treino sem perneiras de compressão. Sei que há muito controvérsia em relação a este assunto mas sou-vos sincero: não quero saber. Eu sei bem as sensações que elas me dão… é mesmo muito raro sentir os gémeos cansados. Podem perguntar à pessoa que me trata da minha saúde desportiva, o Paulo Monteiro, as vezes que tive problemas nos gémeos. Assim de repente tive um pequeno estiramento há 2 anos e meio.

Não, as meias/perneiras não nos fazem correr mais rápido. Para mim, a diferença está na estabilidade e na recuperação mais rápida que elas promovem. Portanto, podemos treinar mais e melhor! Sendo nu e cru: experimentem (umas boas perneiras, não uma porcaria qualquer) durante um tempo considerável, em vários tipos de treino, em vários pisos e depois avaliem os resultados que obtiveram. Não sentiram qualquer diferença? Ótimo, pelo menos tiraram as dúvidas. Sentem-se melhor durante e no pós treino? Excelente! Vamos então falar das meninas que tenho usado esta época.


Já tive muitas perneiras de diferentes marcas, de tecidos aleatórios, de marcas mais comerciais ou algumas de marcas de mais desconhecidas. É um pouco o caso destas Mund Compression. Comecei por ter o modelo cor de laranja, bastante vistoso como vocês podem ver nas fotos. Gostei tanto que acabei por adquirir o modelo preto porque, confesso, estou a ficar um bocado cansado de cores fluorescentes.

No que é que estas perneiras são diferentes das outras? A compressão é qualquer coisa de fenomenal. Sabem o que é compressão graduada? Basicamente, é uma compressão que não é igual em todas as zonas da meia. Por exemplo, na zona do tornozelo a compressão tem um grau diferente da compressão exercida sobre o gémeo. Isto provoca que seja acelerada a circulação sanguínea, de forma a fazer um retorno do sangue mais rápido em direção ao coração. Agora podem comparar com outras meias que se vêm por ai que basicamente têm uma compressão desmedida e uniforme..


A nível de material são ótimas, e mais uma vez tal e qual o artigo anterior, não chateiam com calor e ainda aquecem quando as temperaturas estão mais agrestes. Após, sem exagero, bem mais de uma centena de treinos o material continua forte e com uma excelente compressão.

Tal como disse no artigo anterior, a Mund é já uma das minhas marcas de eleição. Não é uma marca barata mas também está longe de ser uma marca cara. A qualidade que oferece pelo preço, para mim é excelente. Sim estas duas últimas duas frases foram cópia do meu último artigo. Não posso inventar muito, quando gostamos de um produto/marca, não há muito para dizer! Se quiserem experimentar umas boas perneiras de compressão e tirar as dúvidas se realmente têm algum efeito na vossa condição física, estas Mund são uma excelente opção! 

Pontos Positivos
+ Aspeto
+ Durabilidade
+ Qualidade material
+ Respirabilidade
+ Compressão

Pontos "assim-assim"
+- Preço (aproveitem, estão em promoção!)

Onde posso comprar? Mais uma vez, na Runsox. Se quiserem outras cores, espreitem a secção de outlet. Se não gostarem de uma compressão muito grande, experimentem as Long Distance.



segunda-feira, 8 de julho de 2019

18ª Légua Noturna – Cidade de Odivelas

O fim da época aproxima-se a passos largos e com isso vêm aquelas provas típicas de final de época. Na minha ainda curta carreira desportiva, uma prova que tem sido hábito para mim estar presente é a Légua Noturna de Odivelas. Nas últimas duas épocas (há dois anos ainda participei devagarinho pois estava lesionado) a prova bateu no fundo pois retiraram qualquer espírito competitivo à prova e sendo esta uma prova que já tinha alguma tradição na cidade, foi o que bastou para o ano passado nem sequer ter ouvido falar da prova apesar da mesma ter acontecido. Este ano a prova voltou a ter um espírito competitivo e os resultados estão à vista: inscrições esgotadas, bons atletas presentes e uma cidade animada.

Na roda vida que tem sido a minha vida desde o fim de 2018, este fim de época está a ser gratificante para mim pois estou a conseguir recuperar alguma capacidade física (em termos de velocidade) que já nem me lembrava ter. Estou-me a sentir bem nos treinos e apesar do descanso não corresponder ao ideal, nem tudo está mal. Foi assim que me apresentei no sábado na linha de partida, animado, bem fisicamente mas sem saber se o meu meu corpo iria corresponder ao exigido.

A partida foi dada em bom ritmo. Eu apresentava-me no bloco de partida numa segunda linha e tive que ultrapassar alguns atletas para me pôr lado a lado com o grande José Gaspar. Ora bem acho que o acompanhei durante... 10 segundos. A partir daí, não sei bem que mudança é que o Gaspar meteu, que mesmo que quisesse, não conseguia ir atrás dele. Segui então num grupo composto pelo meu colega de equipa Francisco Pedro, Paulo Gomes e Edmir Correira. O Paulo lançou-se para a frente e o Francisco e o Edmir foram atrás dele. Estava a custar-me entrar no ritmo louco que uma légua exige e a distância que estava a perder para estes atletas demonstrava isso.

Fonte: Running & Medals
Quando estávamos a chegar perto do Strada Outlet, aparece mais uma subida e aqui percebi que podia ser o ponto de viragem. Carreguei e tentei fazer valer aquilo que outrora já foi um ponto forte meu: a facilidade em subir. Quando acabou a subida já corria lado a lado com os atletas que mencionei e estava de novo em prova. Fizemos um retorno e começámos a passar por todos os atletas que seguiam atrás de nós. Obrigado a toda a gente que disponibilizou um pouco da sua energia para me dar força! Desculpem não ter retribuído mas estava a correr praticamente no limite!

Lentamente eu, o Francisco e o Edmir fomos-nos afastando do Pedro, e em poucas centenas de metros ficámos apenas eu e o Francisco. Como em tantas outras provas, eu e o Francisco seguíamos lado a lado em excelente ritmo. Ao chegar aos 3.5 kms o Francisco diz-me que já não estava a conseguir aguentar o ritmo, tentei puxar por ele mas em pouco tempo fiquei a correr sozinho.

Fonte: Running & Medals
O último quilómetro da prova foi um martírio. Puxava, puxava, mas as pequenas inclinações não ajudavam a manter o ritmo. Perto da meta, passo outra vez pela mesma subida que no início da prova (não a mencionei mais atrás) e foi altura de cerrar os dentes pois não podia abrandar. Quando voltei a descer, dei tudo o que tinha.

Passar a meta na minha cidade é sempre uma sensação especial. Passando em 2º lugar da geral e 1º do escalão, essa sensação consegue ser ainda melhor. O ritmo esse, foram uns agradáveis 3:18/km, para 4.8km feitos em 15m53s.


Resta-me agradecer à minha cidade por me voltar a fazer ter gosto a correr nas provas locais. Só dois apontamentos: a prova ter mesmo 5 quilómetros (afinal é uma légua), ter classificações coletivas (tenho a dizer que este ano o Vale Grande ganhava fácil ehehe) e não juntarem os escalões sénior com Veterano I. De resto, bem vinda de volta Légua Noturna de Odivelas!


Resultados: 18ª Légua Noturna – Cidade de Odivelas

domingo, 30 de junho de 2019

Challenge Odivelas a Correr

O despertador toca às 2h50 da manhã. Acordo sobressaltado de um sono profundo e fico a pensar "mas que raio está a acontecer?!". E durante uns minutos fiquei a pensar no que raio me tinha metido. Mas agora já não havia nada a fazer, equipar, vestir e vamos embora para o parque de Odivelas.

Quando chego ao parque estava o Paulo no seu auge, a correr a bom ritmo a fazer o turno das 2h às 4h. As pessoas falam comigo mas eu ainda mal sou capaz de articular palavras como deve ser. Na minha cabeça tudo aquilo parecia irreal. Relembro-vos que a forma como iria participar nesta prova era numa equipa de 6 elementos para fazer as 12 horas de prova. O meu turno estava nesta altura quase a chegar, sendo o meu bloco das 4h às 6h.

O Paulo mais cedo do que eu estava à espera diz-me que só ia fazer mais uma volta o que me obrigou a acelerar a preparação. Despe, casa de banho, alonga um bocadinho e logo de seguida aparece o Paulo para me passar o "testemunho". O meu objetivo desde cedo era fazer o meu treino programado de 80 minutos englobado nas 2 horas que tinha para fazer. Fiz então a primeira volta num ritmo tranquilo e para minha surpresa e apenas com 2 horas de sono, sentia-me solto.

Passo pela primeira vez a linha de partida e acelero. Começam logo todos em alvoroço e com piadas (que se mantiveram durante muitas voltas) do tipo "tem cuidado, não levantes pó que há pessoas a comer!". Ossos do ofício! Queria fazer o meu treino de 1h20m sempre abaixo dos 3:50/km mas rapidamente tirei essa ideia da cabeça. O percurso não é de todo propício a grandes andamentos e apenas em reta conseguia imprimir um bom ritmo.

Durante muitos quilómetros senti-me bem e consegui aguentar sempre um ritmo certo. Mas ao chegar o final do treino, o cansaço mental começou a impor-se. Passo uma vez pelo atleta Jaime Maurício e digo-lhe mesmo "como é que vocês aguentam esta merda?!", isto sabendo que eles estavam ali para fazer 12 horas. Ansiava para que chegasse a volta final do treino e quando ela finalmente chegou, passei a partida/meta e parei. Já tinha pensado em fazer isto mas não pensei que o fosse fazer com tanta vontade. Agarrei na minha GoPro, pus-a ao peito e segui para mais 40 minutos a um ritmo mais tranquilo.


Pensei que fosse aguentar um ritmo estável mas a cada curva a marreta dava uma pancada mais forte. Para terem noção, comecei o pós-treino a 4:33/km e acabei a 5:40/km. Pelo meio ainda meti na cabeça que já que ali estava iria fazer 30km. Já me doía tudo, o corpo já não estava habituado a tantos quilómetros principalmente depois de Sevilha. O sofrimento acabou por terminar.  Mas não sem parar e sentir pela primeira vez um bom enjoo. Segundo os mais experientes é a falta de habituação em correr longas distâncias em circuito.

Fiquei feliz com o resultado obtido, principalmente sabendo que ainda íamos a meio da prova e já estávamos com cerca de 5 voltas de avanço. Acabámos as 12 horas com 15 voltas de avanço! O Vale Grande acabou em primeiro nas 3 horas individuais masculinas, 12 horas por equipa de 4 elementos e também por equipa de 6 elementos. Não se podia exigir mais!







Os meus parabéns à organização e principalmente ao meu amigo Rui Martins. Fizeram um fantástico trabalho com os poucos meios que tinham e pode-se mesmo dizer que absolutamente nada correu mal. Para uma primeira edição é um excelente ponto de partida. Agora é aparecerem mais apoios e mais gente na organização para conseguirem subir a parada e fazerem deste Challenge uma prova de renome em Odivelas!

Foi uma excelente manhã e foi um bom parte pernas para a aventura da próxima semana: Légua Nortuna de Odivelas!

 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Challenge Odivelas a correr - O desafio és tu que o crias!


Já tens planos para dia 29 à noite? E dia 30? E que tal arranjares uma equipa e correrem 12 horas? Ou correres individualmente 3 ou 12 horas? Tens coragem? 

Odivelas vai ter pela primeira vez uma prova de resistência entre o dia 29 e dia 30 (começa à meia noite de domingo) em que individualmente ou em equipa podes desafiar os teus limites da corrida. Sozinhos ou acompanhados, façam a festa e tragam as vossas tendas, mesas e cadeiras para descasarem sempre que acharem necessário. A organização também disponibilizará abastecimentos durante toda a prova. O loca da prova será no Parque Urbano Rio da Costa (junto aos Bombeiros de Odivelas).

Metade do valor de cada inscrição reverte para a APCL - Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, sendo que foram os membros desta associação que fizeram os troféus finais como podem ver neste post

Eis as modalidades de inscrição que existem:
  • 3 horas contínuas individuais
  • 12 horas contínuas individuais
  • 12 horas em equipa de 4 elementos
  • 12 horas em equipa de 6 elementos

Eu vou participar com a grande equipa da Associação Vale Grande! E tu vais faltar? Do que é que estás à espera? Inscreve-te já em: https://www.prozis.com/pt/pt/evento/challenge-odivelas-a-correr

domingo, 2 de junho de 2019

15ª Corrida das Pontes

Estes últimos meses têm sido um desastre. Não há outras palavras para descrever tudo o que tem acontecido após a Maratona de Sevilha. Chamem-lhe depressão pós-maratona, chamem-lhe trabalho a mais e sono a menos, chamem-lhe falta de foco, chamem-lhe o que quiserem. A verdade é que hoje deveria ser um ponto de mudança. Mas não foi. Mas também não foi assim tão mau.

Desde sexta que a minha cabeça desligou-se da corrida. A força mental conta muito, principalmente quando vamos enfrentar uma prova com temperaturas perto dos 30º. E a verdade é que só fui aquecer quando faltavam 15 minutos para a prova e durante muitos quilómetros da prova a minha cabeça estava em todo lado menos em cima das famosas pontes. Vamos à prova.

Parti perto da linha de partida, rapidamente se seguiram dois atletas na frente, o João Vaz que na verdade estava a treinar e o Tiago Godinho que finalmente tive o prazer de conhecer fora do mundo dos blogues! Tinha decido encarar Coruche num vai ao racha, e foi isso que fiz logo ao início. Acelerei e pus-me na frente do grupo perseguia estes dois atletas. Lentamente comecei a aproximar-se deles e o Tiago começou a correr ao meu lado. O João ia na frente e o meu colega de equipa Francisco Pedro que se encontrava a correr ao meu lado disse-me que ele só estava a treinar. Não mudava nada.

Posso dizer que nos primeiros quatro quilómetros ainda conseguia controlar a minha cabeça e o meu corpo. Seguia na frente da prova e usava isso para me tentar motivar, não viajando assim nos meus pensamentos. Por esta altura seguia com uma média abaixo dos 3:20/km. Ao 5º quilómetro entrámos em terra batida e as minhas forças parece que começaram a ficar enterradas na areia. Quando entrámos na bonita zona do Rio Sorraia, o corpo já só pedia um mergulho naquelas águas.

À entrada do 7º km, foi quando o desastre anunciado chegou. Já tinha dito e tornei a dizer ao Francisco Pedro para seguir para a frente e ele conseguiu ganhar uns valentes metros de distância do grupo. Depois disto sinceramente pouco mais há a contar. Ao 9º km enfrentámos aquela que é a maior dor nesta prova, uma boa subida que com o calor que estava parecia que nunca mais acabava! Mas sinceramente, fiquei com a sensação que podia ter dado mais na mesma...

O último quilómetro foi disputado com o grande Nuno Rocha (que também tive o prazer de conhecer pessoalmente) e que basicamente me disse que era injusto roubar-me o 2º lugar. Não tenho palavras para descrever esta atitude, grande desportivismo! No entanto, acusei aquelas palavras e dei tudo que podia nas últimas centenas de metros!


Terminei em 2º lugar da geral, 1º do escalão, com uns agradáveis 33m55s. Fica muito aquém daquilo que eu gostava de fazer mas foi o possível. Fico triste quando olho para trás e vejo que há quatro anos fiz pela primeira vez esta prova e na altura bati o meu recorde pessoal com um tempo de 34m08s. Apenas 13 segundos de diferença. Isto já deveria estar bem melhor...

Devo dizer que gosto muito desta prova e não tenho nada a apontar, excepto numa coisa: por favor comecem a prova mais cedo... começar a prova às 9h, 9h30m é o mínimo exigível para esta altura do ano. E não dêem a desculpa do pessoal que vem de fora (eu próprio demorei 1 hora a chegar), olhem para o pessoal do trail e as horas que algumas provas começam, e vejam se os atletas não aparecem à mesma.

E é isto pessoal. Agora é altura de olhar par ao calendário e perceber se ainda há mais alguma coisa que possa fazer esta época. A forma está a melhorar e há que aproveitar!

Resultados: 15ª Corrida das Pontes

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Análise Mund Compression Shorts R343

Este artigo faz parte de uma série de análises a 3 produtos que foram fulcrais no caminho para a minha primeira maratona. O primeiro artigo foi uma análise ao Compressport Free Belt. Vamos ao segundo.

Eu sempre torci o nariz a calções justos. O máximo que usava era leggings e apenas quando o frio apertava. Mais uma vez, quando os treinos longos começaram a apertar comecei a sentir falta de apoio e mesmo algum cansaço nos quadríceps, e acreditem que foi uma sensação que nunca tinha tido! Portanto, estava na altura de utilizar algo que me desse o apoio que costumo utilizar nos gémeos (sobre isso falaremos no próximo artigo).


Resolvi apostar nos Mund Compression Shorts R343. Simplesmente, acho que não poderia ter escolhido melhor. Sente-se bem a compressão dos mesmos sem ser nenhum exagero. O tecido é fresco e transpirável, e mesmo no Inverno dão um excelente apoio naqueles treinos em temperaturas mais baixas. 

O cuidado com as costuras é notório o que se traduz num conforto que não estava à espera. Adaptam-se que nem uma luva às pernas. Como podem ver pelas imagens, o tecido é diferente dos outros calções de compressão e isso, para mim, é um bónus pois dão um toque diferenciador. 


O grande extra destes calções, são os dois bolsos que trazem. Não parecem mas são dois grandes bolsos! E também têm compressão, ou seja, até um telemóvel de dimensões consideráveis dá para levar com vocês sem o risco de cair e ainda levarem as chaves do carro e um gel no outro bolso. 


A Mund começa a ser cada vez uma das minhas marcas de eleição. Não é uma marca barata mas também está longe de ser uma marca cara. A qualidade que oferece pelo preço, para mim é excelente. E estes calções são a prova disso. E são o complemento perfeito para o artigo que vem a seguir. Fiquem atentos!

Pontos Positivos
+ Aspeto
+ Durabilidade
+ Qualidade material
+ Respirabilidade
+ Bolsos

Pontos Negativos
- Preço (aproveitem, estão em promoção!)

Onde posso comprar? Na Runsox. Se forem mais friorentos, espreitem o modelo R342.