segunda-feira, 18 de junho de 2018

Rampa do Moinho 2018

Ontem tive um abre olhos. Percebi que a reta final desta época vai ser bastante complicada. Estive parado uma semana de férias e isso reflectiu-se na minha forma. A força muscular está lá mas obviamente que o peso não é o mesmo (nem me atrevi a pesar). Para ajudar à festa, resolvi ficar constipado. Outra vez.

E foi assim que ontem me apresentei na Apelação para fazer a famosa Rampa do Moinho. Sinceramente depois de ver que a prova tinha 4.000 metros fiquei a pensar que a não ser que a prova fosse inteiramente a subir, não podia bater o grau de dificuldade, por exemplo, de uma prova na Lousa. E claro que tinha razão. Simplesmente há um mês não me passaria pela cabeça estar neste estado físico.

Quando estava a fazer o aquecimento estava com aquela sensação de músculos presos, sensação própria de quem não está nas melhores condições físicas. Mesmo a nível de estômago não me sentia bem. Sou um bruta montes a comer mas depois coisas simples como Strepsils dão-me volta à barriga. Isto tudo, juntando a garganta toda lixada e toda a expectoração que tinha, percebi que qualquer resultado naquela manhã seria ótimo.

A minha partida foi das piores que me lembro nos últimos tempos. Toda a gente partiu a uma velocidade incrível e eu simplesmente não os consegui acompanhar. Fiquei bastante para trás e só passado umas centenas de metros consegui dar um esticão e ultrapassar alguns atletas. O primeiro quilómetro ainda deu uma média interessante de 3:15/km mas o segundo foi para o descalabro dos 3:29/km. Estes dois primeiros quilómetros foram ligeiramente irregulares mas sem subidas de grande dificuldade e que em qualquer outro dia teria-os enfrentado de outra forma. Mas ontem não era esse dia.


Ao terceiro quilómetro iniciava-se a famosa rampa. Seguia sozinho com um grupo de três atletas no meu campo de visão. Dois veteranos e um sénior, o Tiago Graça, que pela primeira vez seguia à minha frente numa prova do torneio. E acho que foi por esta razão que eu não me deixei vencer pela minha própria respiração ofegante durante este quilómetro que tinha uns incríveis 44 metros de desnível positivo.
Nunca estive remotamente perto de alcançar o grupo que seguia à minha frente. Mesmo no quarto quilómetro, com uns também impressionantes 57 metros de desnível negativo, em que me libertei completamente e por raros momentos o meu corpo travava com medo de cair, nunca consegui aproximar-me realmente deles. Apenas me dei por vencido na curva para a meta em que deixei o corpo abrandar e me dei por vencido.

Passei a meta em 2º do escalão sénior e, sem grande certeza, em 7º da geral. O tempo foi de 13m43s o que revela bem a dificuldade da prova. Os meus parabéns à organização da prova, pelo que vi, esteve impecável e apesar de não haver troféus para os escalões, havia uns medalhões muito bonitos, maiores que muitos troféus de acrílico que tenho lá por casa...


Agora é continuar a treinar pois no próximo domingo temos a Corrida do Infantado, também conhecida por Légua Infantado. Portanto, mais uma prova onde a velocidade irá imperar!

Resultados: Rampa do Moinho 2018 (equipas)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Quando o maior maluco do Vale Grande vai ao Maluco Beleza

Todos sabem que este blog é essencialmente sobre as minhas aventuras no mundo do atletismo. Mas quando tens um amigo e colega de equipa que corre 48 horas em Inglaterra, fica em 2º lugar e ainda vai parar a um dos projetos preferidos como é o Maluco Beleza, não há hipótese de não lhe dar destaque neste meu cantinho da internet.

Vejam e revejam a entrevista do grande Rui Martins ao grande Rui Unas.

sábado, 26 de maio de 2018

5ª Corrida Noturna de Odivelas

Não gosto de correr à noite. Implica uma logística estranha, implica fazer malabarismos com refeições, implica tirar tempo à família e tira-me a sanidade mental. Mas existem provas em que abro a exceção à regra como São Silvestre da Amadora ou a Corrida das Fogueiras. Mas para a minha cidade quebro todas as regras.

Sexta foi então mais uma vez aquele dia louco de sair de casa depois das 22h para ir correr. Tal como o ano passado, fui a pé para a meta ter com o Rui Martins que este ano fazia parte da organização da prova. Depois de muita palheta em que o principal tema de conversa foi a abertura do dia seguinte do Centro de Marcha e Corrida de Odivelas (já se inscreveram?), fui-me equipar e fui a correr para a meta que mais uma vez era ao lado do Strada Outlet.

Fiz um aquecimento quase até ao último minuto e fui para a partida. Com um sinal algo estranho de partida, de repente centenas de atletas começaram a correr para inundarem as ruas de Odivelas. Durante o aquecimento tinha visto o vencedor do ano passado, o Pedro Arsénio. E nesse momento tomei a decisão de ir atrás dele. Sabia que ganhar era impossível mas queria aguentar o máximo que conseguisse ao lado dele. Ora bem, isso durou... 200 metros? Bastou o Pedro aumentar o ritmo para perder largos metros para ele. E para terem noção fiz o primeiro quilómetro a 3:11/km...

Mesmo assim não abrandei e mesmo que quisesse um atleta que seguiu ao meu lado não deixou. Durante dois quilómetros seguimos num excelente ritmo e só quando apanhamos uma ligeira subida mais comprida é que eu forcei o andamento e ele não me conseguiu acompanhar. Acabei assim por ficar isolado e como me mantive fiel à minha ideia de nunca abrandar o ritmo, nunca me preocupei a olhar para trás para perceber a vantagem que tinha para os outros atletas.

Entrando na zona de Olival de Basto começou a festa da falta orientação. Se por um lado tenho que dar os parabéns à PSP de Odivelas que está a evoluir de prova para prova e não detetei (pelo menos à minha passagem) qualquer falha, houve por algumas vezes que tive de perguntar às pessoas que estavam na rua (e a alguns polícias embora não seja a missão deles) por onde seguir. Aliás, tenho praticamente a certeza que na rotunda do Lidl e Pingo Doce da Póvoa de Santo Adrião (junto à BP), muita gente não fez a rotunda por fora. Posso ter perdido alguns segundos mas fiquei de consciência tranquila que fiz a rotunda como mandam as regras. Nem UMA pessoa da organização havia do percurso todo. Juro mesmo que não entendo como é possível organizar uma prova assim.

A partir do 5º quilómetro começou o sofrimento com a cidade de Odivelas a dar a mostrar as suas belas subidas. O ritmo baixou para a casa dos 3:40/km e as pernas começaram a mostrar o desgaste de ter passado os últimos quilómetros num ritmo diferente do meu normal de prova. Só quando fiz a última rotunda a caminho do multiusos de Odivelas é que resolvi olhar para trás. Mas como às vezes devo muito à inteligência, fui olhar num momento em que não tinha qualquer luz artificial e portanto mesmo que tivesse algum atleta a poucos metros de mim, praticamente não o conseguiria ver.

Mas acabei por entrar na pista completamente isolado e cruzando a meta em 2º lugar da geral, orgulhoso por o fazer na minha cidade e por tendo honrado um clube da terra. Tenho que agradecer novamente todo o apoio que recebi de outros atletas. O vosso apoio e carinho é essencial para me dar força!


E agora? Agora vem um período de calma... tanta calma que vou parar uma semana para ir de férias! Mas depois quando voltar vão ser 4 semanas loucas com 3 provas, duas do Troféu de Loures e no dia 30 de Junho, se tudo correr bem, finalmente irei acabar a época em beleza com a Corrida das Fogueiras em Peniche. Mal posso esperar para voltar a correr com aquele público fantástico!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

7ª Corrida Bucelas Capital do Arinto

Uma das coisas que me está a dar mais prazer esta época é estar participar no Troféu Corrida das Coletividades de Loures. Mas com a tareia que levei há duas semanas, estava receoso com esta prova de Bucelas. Até tinha razão em estar receoso mas a tareia acabou por nem ser assim tão grande.

Uma coisa que eu gosto nestas provas dos Troféus é o facto de já termos o dorsal. Portanto é basicamente chegar e correr. E vencer. Ah espera ainda não ganhei uma única prova no torneio. Por este andar nem vou ganhar nenhuma. Mas isso não interessa para nada. Quando cheguei, fui logo aquecer e depois tive a boa surpresa de encontrar os meus companheiros destas andanças (Rui Henriques, Paulo Alves, entre outros) que nem sabia que iam à prova.

Avisaram-me logo que a prova estava atrasada e depois de um segundo aquecimento seguimos para partida. A prova começou às 10:30. 30 minutos depois do previsto. Adoro. Mas isto era só o início. A partida foi rápida graças a alguns atletas mais jovens que foram para a frente e que possuem uma velocidade que eu não tenho. Mesmo assim sai atrás deles e não me dei por vencido.

Os dois primeiros quilómetros foram feitos a um bom ritmo, mesmo sendo um percurso irregular em termos de declive. À entrada do 3º quilómetro, alcancei o 3º lugar depois de ter ultrapassado dois atletas da Fundação CEBI. Mas não estava preparado para o que vinha a seguir. Parecia que tinha voltado à Lousa. Sai 1 km com 36m de declive a 3:44/km! Entre o sofrimento desta subida e consequente descida, seguia completamente sozinho. Passei por N cruzamentos dentro de um bairro e embora houvesse algumas setas no chão, não havia NINGUÉM a controlar rigorosamente NADA. Portanto, venham de lá esses carros contra os atletas e venham de lá esses enganos. Bendita população que andava na rua e que respondeu sempre que eu perguntava por onde era o caminho.

Voltámos ao centro de Bucelas e por esta altura o atleta que seguia à minha frente da Juventude Vidigalense era quase uma miragem. Seguia a cerca de 100/200m de mim e não dava perspectivas de abrandar, quer fosse a subir, quer fosse a descer. Continuámos durante mais uns quilómetros quase sempre a subir, até entrarmos num novo bairro com uma nova subida de morte (andei em ritmos a rondar os 4:30/km...). E voltou a festa com carros a aparecerem-me em curvas de surpresa e mais uma vez a ter que perguntar às pessoas na rua se estava a seguir na direção certa. 

Pouco de valeu fazer o 8º km a 3:11/km pois o jovem atleta que seguia à minha frente nunca deu sinais de estar a quebrar. No máximo consegui recuperar alguns metros. Agradeço a toda a gente que me deu força nestes últimos 1/2 quilómetros, foram mesmo muito importantes para não desistir logo naquele momento de atacar algo mais.

Foi assim sem surpresa que passei a meta em 3º lugar da geral e 2º do escalão. Em 1º lugar ficou um rapaz júnior do Benfica que pelos vistos é um atleta do caraças! Mesmo assim foi uma boa prova para amealhar pontos preciosos para as contas do troféu. Deixando um pouco a humildade de parte, já que estou a apostar no troféu, é para vencer!

No entanto, não posso deixar de ficar triste com a organização da prova. Foi péssima a vários níveis como já viram ao longo do meu relato. Não tenho tido grande razão de queixa ao longo das provas do Troféu de Loures mas esta apenas me vai deixar más memórias.


E na próxima sexta conto estar presente novamente na Corrida Noturna de Odivelas! Há meia-noite em ponto lá estarão umas centenas de malucos(as) a correr pela minha cidade!

Resultados: Brevemente

sábado, 12 de maio de 2018

7ª Corrida “Rota do Queijo” de Lousa

Sabem uma coisa? Ainda hoje, uma semana depois, tenho as pernas feitas "num 8". Eu já sabia que esta prova seria difícil mas não estava à espera deste parte pernas. Mas as provas são para se fazer. Se fosse fácil, para que é que ia sair de casa?

As minhas últimas semanas foram uma completa roda vida: estudo, muito estudo para um exame, trabalhar, organização de um evento e bastantes treinos intensos. Fora tudo o resto, a isto simplesmente se chama vida. A vida simplesmente não pára. É possível fazer tudo aquilo que queremos mas às vezes de abdicar de algumas coisas e a primeira que cai logo são as horas que passamos na cama. Não foi fácil, muita gente via o cansaço na minha cara mas finalmente as coisas estão mais calmas.

O que não dá descanso é este Troféu Corrida das Coletividades de Loures e desta vez a paragem foi em Lousa. Uma terra completamente desconhecida para mim mas que na manhã de domingo se preparou para a sétima edição desta prova de estrada. Já sabia mais ou menos que é que me esperava, tive muitos avisos que os primeiros quilómetros eram duros. Durante o aquecimento foi fácil perceber isso: ia para uma ponta da vila e começava a subir, ia para a outra ponta começava a subir. Bem, não ia haver escapatória.

E sem dar o tempo passar, já estava em prova! A partida foi controlada. Todos os atletas sabiam o que ai vinha. Mesmo assim houve um ou dois atletas que se atiraram para a frente por várias vezes durante os primeiros 1, 2 quilómetros. Mantive a cabeça no lugar e apostei na contenção. Sabia que a prova podia não ser longa (sensivelmente 8km) mas que iria ter tanto sofrimento que ia penar para a acabar.

Continuamos a subir e lentamente acabámos por ficar apenas 3 atletas na frente. Curiosamente, tirando o Pedro Gomes da Odimarq que não estava presente, parecia que estava na Corrida das Lezírias pois seguia acompanhado do Hugo Rodrigues do Povoense e do Francisco Pedro da Odimarq. Seguíamos a um ritmo que implicava um bom esforço tendo em conta a inclinação mas na verdade íamos tão isolado que sinto que nos estávamos a segurar demasiado. Lembro-me que ao 3º km a certa altura seguíamos acima dos 4:30/km e para terem noção nos 3 primeiros quilómetros enfrentámos um desnível positivo de 14m, 71m e 45m, respectivamente.

Ao 4º quilómetro depois de subirmos mais um pouco começou a festa. Começámos a descer a um bom ritmo e à entrada para o 5º quilómetro para minha surpresa entramos em terra batida. Sou sincero: se eu soubesse deste pormenor provavelmente tinha utilizado outro calçado. A terra batida era um simples estradão, mas os meus ténis têm uma sola demasiado fina para lidar com tanta pedra. Mas o pior estava para vir.

Tinham-me avisado que lá para os 5 quilómetros ainda tinha uma boa parede e que fazia muitos atletas andar. Quando oiço estas coisas rio-me sempre e quase que "ignoro". Mas não me enganaram. Por esta altura o Hugo e o Francisco já seguiam à minha frente com alguns metros de vantagem (memórias das Lezírias...) e quando olho para o relógio já seguia acima de 6:00/km. Sim, leram bem. Para terem uma noção, iria acabar esta prova a menos de metade deste deste ritmo.

Para minha surpresa, foi nesta authêntica parede de terra batida que comecei a recuperar metros e quando dei por mim tinha passado o Hugo e seguia ao lado do Franscisco Pedro. E assim foi durante o resto da prova. Seguimos a subir no asfalto e já de forma não tão acentuada, até entrarmos nos derradeiros dois últimos quilómetros.

E que loucura meus amigos! Eu e o Francisco Pedro (que é um atleta M45!) seguimos lado a lado durante 1 quilómetro a um ritmo médio de 3:04/km. Mas ainda faltava mais um quilómetro louco! E ai o Francisco não me deu hipótese! O ritmo deste quilómetro foi de 2:52/km e mesmo assim o Francisco deixou-me a uns bons metros de distância...

Fonte: Ana Filipa
Acabei por cortar a meta de forma previsível e justa na 2ª posição da geral mas alcançando um importante 1ª lugar no escalão que é o mais importante para as contas do torneio. O tempo esse foram uns estranhos 29m39s para uma média de 3:39/km (!). A próxima prova do torneio é a famosa prova de Bucelas. Estou com bastante curiosidade para ver o que me espera!

Fonte: Sérgio Fernandes
Nesta semana, acabei por ter uma boa surpresa. pedi à FIT Sportbalsem Portugal para experimentar os produtos deles e com toda a amabilidade acederam ao meu pedido. No meio de tanta dor e sofrimento que tive nos treinos esta semana, com a ajuda do creme FIT Sportbalsem tive sempre um bom alívio e uma frescura QB após os treinos. E verdade seja dita, cumprem com o que dizem: não deixa resíduos nenhuns! Recomendado pessoal! Podem encontrá-los no Instagram e no Facebook.


Resultados:  7ª Corrida “Rota do Queijo” de Lousa (equipas)

sábado, 5 de maio de 2018

Jornada dupla: 20ª Milha Urbana de Moscavide e 19ª Milha Urbana “Fonte das Almoínhas”

Muitos de vocês sabem que o atletismo está longe de ser a minha vida. E estas duas últimas semanas demonstraram bem isto com completa falta de tempo para fazer tudo o queria. Existem sempre coisas que acabam por ter de ficar de lado e neste caso teve de ser o blog. Mas aqui estou eu para remediar. O que vale é que foram duas milhas, não há muito a dizer!

20ª Milha Urbana de Moscavide


Para a minha primeira milha de sempre, calhou ser em Moscavide. O dia não foi o ideal (nunca é, não é?) pois tive um jantar de aniversário no dia anterior e o número de horas dormidas foi longe de ser o ideal. A hora da minha prova era tarde mas mesmo assim ainda tive direito a correria para chegar à zona da prova para dar o dorsal ao Paulo Monteiro. 

Assisti descontraído a algumas provas antes da minha e percebi que esta milha era especial. Basicamente são duas voltas a um percurso mas sempre em ida e volta o que permite uma grande concentração de pessoas a assistir, numa estrada típica de cidade, ou seja, bastante apertada.

Tempo de aquecer e ir a correr para a partida quando percebi que a prova antes da minha já estava em andamento. Muito descontração na partida! Quando estamos com bem acompanhados, o prazer de correr é outro.

Fonte: Run 4 FFWPU
A partida foi dada e não me poupei mas facilmente percebi que iam ser alguns minutos de puro sofrimento. Em poucas centenas de metros, era incrível como as sensações estavam constantemente a mudar. Acabado de fazer a primeira volta, seguia em quarto lugar. Demos a volta a meia dúzia de pinos e tempo de acelerar outra vez. É um choque ter que quase parar para dar uma volta de 180º e depois ter que acelerar para um ritmo bruto novamente.

Fonte: Run 4 FFWPU
Nos últimos 300 metros decidi dar tudo o que tinha. Acreditem: fiquei com a sensação que estava a voar. Acelerei de tal forma que sentia que os meus pés mal tocavam no chão. Cheguei perto do atleta que seguia em segundo lugar, ele "acordou" quando cheguei ao lado dele e acelerou. A surpresa veio do atleta do CDUL quando nos passa a todos e se consegue posicionar em 1º lugar. 


O meu "gás" apenas deu para 200 metros e o ritmo baixou. Acabei por passar a meta em 4º lugar da geral com um óbvio recorde à milha de 4m54s. Afinal se era a minha primeira milha, tinha que ser um recorde pessoal não era? Mas dali a dois dias, havia mais uma para fazer. Vamos lá para a Mealhada.

Fonte: Run 4 FFWPU
Resultados: 20ª Milha Urbana de Moscavide (equipas)


19ª Milha Urbana “Fonte das Almoínhas”


Esta milha embora fosse longe de casa, senti que ia jogar em casa. A milha é realizada no Parque Adão Barata que é basicamente o sítio onde eu faço sempre as minhas séries curtas. O próprio circuito da prova é o circuito que eu faço nas minhas séries. Vantagem? Nenhuma. O que conta é o que se passa em prova e os atletas que nela se apresentam.

Mesmo assim aproveitei para fazer algo que não é normal: fui a correr para a zona da prova. E já sabem o que vou dizer a seguir certo? Lá fiz asneiras a controlar as horas e consegui chegar apenas 15 minutos antes da minha prova. Pelo menos já tinha cinco quilómetros de aquecimento nas pernas.

Fonte: Maria Freitas
Tinha a motivação extra de ter a minha mais que tudo a assistir mas nem isso ajudou num bom resultado. A prova consistia num percurso em que dávamos cerca de duas voltas e meia. Eu nem isso sabia e praticamente só me apercebi durante a prova. A partida da prova foi lenta ou apenas me pareceu lenta. Seguimos sempre na frente um grupo de atletas, sem nenhuma de nós arriscar muito.


A prova não tem grande história e mais uma vez as coisas só mudaram perto do final. O grupo da frente desfez-se em poucos segundos e eu rapidamente cai para 5º lugar. Numa fração de segundo decidi que tinha de dar tudo o que podia naqueles últimos metros e mais uma vez tive a mesma sensação que em Moscavide. Eu mal sentia os meus pés a tocar no chão. Segundo o Strava (vale o que vale), cheguei a andar algumas dezenas de metros a ~2:30/km....

Recuperei um lugar e terminei novamente em 4º lugar. O tempo foram uns agradáveis 4m47s melhorando o tempo da milha anterior. Sinceramente, acabei a prova chateado porque o meu rendimento em termos classificativos tem de ser melhor neste troféu de Loures. O que tem bastante importância nestes troféus é a regularidade com que vamos às provas mas se não aliar isso a bons resultados não vou conseguir o meu objetivo: vencer o troféu.

Hoje é dia da 7ª Corrida “Rota do Queijo” de Lousa. Sei que vai ser duro mas vou ter que dar tudo por tudo para continuar na frente da classificação! Desejem-me sorte!

Resultados: 19ª Milha Urbana “Fonte das Almoínhas” (equipas)

terça-feira, 17 de abril de 2018

20km da Marginal 2018

Este mês tinha planeado reduzir o número de provas e concentrar-me apenas nas duas milhas que vou ter dia 22 e 25 de Abril a contar o Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures". São duas provas importantes mas tendo em conta que são (demasiado) curtas, este mês tornava-se perfeito para aumentar os quilómetros e preparar o resto da época. Surge assim a minha participação nestes 20km da Marginal!

O meu treinador deu-me o plano de treino para fazer nesta prova e deixou à minha consideração se ia apenas fazer um treino longo e forte ou se fazia mesmo a prova. Acabei por fazer o meio termo. Mas já lá vamos.

Esta é daquelas provas que eu "adoro": começa num ponto A e acaba num ponto B. Isto implica toda a logística de deixar o carro num sitio e ir de transportes até ao outro. Optei por me levantar cedo (já na noite anterior tinha dormido muito pouco...) e ir deixar o carro na partida. De referir que a prova começou às 9:00, o que para mim deveria ser um exemplo a seguir! E mais perto do Verão as provas até poderiam começar mais cedo...

Cheguei a tempo e horas com o Paulo e Maria da minha equipa, equipámo-nos e entregámos as malas no bengaleiro. E depois foi tempo de aquecer... na fila da casa de banho. Uma prova que teve quase 800 participantes (fora os participantes da estafeta!), não pode ter apenas três casas de banho! De resto, a organização até me pareceu impecável mas isto deixou-me bastante chateado.

Depois de menos de 10 minutos de aquecimento e quando faltava apenas um minuto para a partida, lá me instalei no bloco de partida. A partida foi bastante tranquila, tendo até sofrido uma "boca" do Ernesto Ferreira que berrou "se era para descansar ficavam em casa". Bem merecida. Os dois primeiros quilómetros fora feitos a 3:32/km e 3:36/km. Por esta altura, seguia lado a lado com o atleta Pedro Gomes da Odimarq e seguíamos tranquilamente em perseguição do Marco Cardoso que liderava a prova.

Lentamente, acabámos por nos juntar ao Marco e os três seguimos durante muitos quilómetros. O tempo não estava fácil, ora chovia, ora fazia um vento bastante desagradável. Não havia forma de nos resguardarmos do mesmo. Estávamos sempre a ir trocando de posições na frente e mesmo quando seguia atrás de um deles, não sentia qualquer diferença.

Fonte: Xistarca
Uma das coisas que gosto destes 20km da Marginal (gosto do novo nome também), é o facto de irmos passando pelos locais de troca das estafetas. Os outros atletas que estão à espera dos seus colegas de equipa, vão batendo palmas e incentivando quem segue nos 20km. Obrigado!

Voltando à prova, o ritmo foi-se mantendo estável, exceptuando 2 ou 3 quilómetros em que o declive era mais negativo. Um desses exemplos, foi a passagem pelo 2º posto das estafetas em que era a subir e o ritmo foi de 3:32/km, descendo para 3:23/km no quilómetro seguinte. Mas a grande alteração dos acontecimentos, estava por vir.

Fonte: Xistarca
Sinceramente nem me recordo bem a que quilómetro foi mas de repente comecei a perceber que seguia um atleta (Daniel Piñeiro) atrás do nosso grupo. E quando dei por isso, o jogo tinha mudado. O nosso grupo rapidamente se começou a partir e quando dei por mim, o Marco e o Daniel fugiram e eu e o Pedro Gomes ficámos para trás.

Na subida para o último posto das estafetas, consegui ganhar alguns metros ao Pedro e a corrida transformou-se: se antes éramos um grupo, agora era cada um por si. Só a seguir ao 15º quilómetro é que comecei a sentir que realmente estava em prova e se tinha chegado até ali, pelo menos queria ir atrás do pódio.

Fonte: Xistarca
Os dois quilómetros seguintes, foram lentos. Mesmo que a minha cabeça tivesse entrado em modo competição, as pernas já estavam desgastadas dos quilómetros anteriores. Mas sabia que tinha de tentar chegar ao 2º lugar. Entrei no penúltimo quilómetro e aumentei o ritmo. Aproximei-me muito pouco do Daniel. Entrei no último quilómetro e percebi que tinha que dar o que podia. Pelo menos ficava de consciência tranquila. Faltavam uns 300m e por momentos cheguei a acreditar que o iria apanhar. Foi quando o Daniel olhou para trás e nesse momento o jogo acabou.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Passei a meta em 3º lugar da geral e do escalão, com um tempo de 01h09m38s, a escassos 5 segundos do Daniel. Obviamente que não fiquei chateado: fazer um bom treino e ainda alcançar o pódio, foi muito mais do que tinha pensado para a manhã de domingo! Para variar, fui correr um bocado e quando cheguei lá tinha perdido a entrega dos prémios da geral. Típico. Pelo menos cheguei a tempo dados prémios do escalão.

Fonte: RUN 4 FFWPU

Fonte: Sérgio Fernandes
Próxima paragem é já no próximo domingo com a minha primeira experiência numa milha. Ainda estou para perceber como vou fazer um artigo de uma prova de 1609m. Mas cá hei-de inventar qualquer coisa. Até lá!

Resultados: Brevemente

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Análise Mund Ultra Raid e Gococo Light Sport

Esta época tem-me corrido bem a nível de lesões. Uma dor ou outra mas nada muito preocupante que não se resolva com calma, alongamentos e essencialmente boas massagens desportivas. Sem ser uma boa constipação o meu maior inimigo durante boas semanas foram bolhas nos pés. Haviam de ser onde?

Acabei por chegar à conclusão que um dos grandes culpados disso foram os meus Hoka One One mas a verdade é que este problema levou-me a investigar tudo o que poderia estar a afetar o bem estar dos meus pés. Comecei a olhar com atenção para as meias que calçava quando ia treinar e fiquei parvo com o estado de grande parte do meu stock: meias velhas, secas, encardidas e alguns pares até com uns bons buracos. Isto não quer dizer que as meias que tinha eram de má qualidade. Simplesmente já tinham tanto uso que já tinham passado o limite do bom estado para treinar com as mesmas.

Como sabem tenho uma boa relação com a Runsox e com o Nuno Baixinho. O Nuno sabia que eu andava com este problema, falamos um bocado e com base nos conselhos dele acabei por trazer dois pares de meias para casa. Mas estas meias são bastante diferentes. Vamos lá ver cada modelo mais de perto!

Mund Ultra Raid


Começo pelo modelo mais diferente do que costumo utilizar. Estas Mund Ultra Raid são as meias mais grossas que utilizei até hoje para treinar. Mas são assim tão grossas? Claro que não. Como podem ver na foto em baixo, têm tudo menos aspeto de meias grossas.


Na verdade são meias de semi-compressão para ajudar na diminuição da fadiga naqueles treinos mais longos. São também ligeiramente mais altas que o normal, dando uma maior sensação de estabilidade. A composição dos tecidos ajuda que o pé não aqueça em demasia ao mesmo tempo que tem tecido reforçado em sítios estratégicos para evitar o aparecimento das famosas bolhas que costumam aparecer nos treinos mais longos.


O conforto é excelente. Não existe outra palavra para definir a sensação de calçar estas meias e correr com elas. Já treinei com elas em qualquer tipo de temperatura e condições meteorológicas e nunca me deixaram ficar mal. E todo este conforto sem ter que estar a fazer cuidado se estou a calçar a meia esquerda no pé direito. O que é ótimo para quando acordo e equipo-me ainda meio a dormir. O que acontece sempre.

Não posso deixar de aconselhar estas Mund Ultra Raid para qualquer tipo de treino e/ou terreno. Tal como disse, elas são indicadas para provas longas e exigentes, por isso só posso acreditar que mesmo em fora da estrada elas se comportem com excelência.

Aproveitem o excelente preço a que elas se encontram! Podem encontrar as Mund Ultra Raid aqui: https://www.runsox.eu/mund-ultra-raid

Gococo Light Sport


Já as Gococo não poderiam um modelo mais diferente. Mas antes de avançar para a análise, tenho de confessar que este já é o meu 2º par. Estava tão satisfeito com a experiência que decidir comprar umas iguais.


Porque é que são tão diferentes das Mund? Para começar o seu tecido é fino. O foco destas Gococo são o desempenho e com o seu tecido a apostar na tecnologia 37.5 da marca, o objetivo passa por manter o pé sempre seco. Esta tecnologia ajuda na secagem rápida das meias, mantendo assim uma humidade controlada da pele.


Mas as diferenças não acabam por aqui. Estas Gococo têm um perfil mais minimalista, notando-se muito pouco com os ténis calçados. Têm diferenciação de pé direito e esquerdo, notando-se bem o desconforto quando nos enganamos no pé. E um pormenor bastante interessante: a ausência de costuras na zona dos dedos

Todos estes pormenores ajudam a que estas meias me dêem uma sensação ótima quando o objetivo do treino é o desempenho, seja o treino de corrida contínua ou seja intervalado. Estas Gococo têm um preço mais alto que as Mund mas a verdade é que compensa, mesmo que os objetivos dos dois modelos sejam diferentes.

E este modelo também está em promoção! Aproveitem! Podem encontrar estas Gococo Light Sport aqui: https://www.runsox.eu/gococo-light-sport

Resta-me agradecer à Runsox e ao Nuno Baixinho pelo apoio e conselhos que me têm dado. Têm sido fantásticos!