segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Corrida #BEACTIVE

Quando encontramos uma prova grátis e calha no mesmo dia de um treino de séries, só existe uma coisa a fazer. Não, não é inscrever. Temos que falar com o treinador primeiro. E só depois tratar da inscrição. Acho que tenho de voltar a ser um atleta auto-medicado. Estou a brincar!

No último sábado lá segui juntamente com a minha mais que tudo e a mãe dela para Lisboa. Depois de mais de 30 minutos para estacionar, lá consegui ir entregar o dorsal do Paulo Monteiro do Vale Grande. Faltavam pouco mais de vinte minutos para a partida. Tempo de ir à casa de banho, levar com uma bola de futebol na cara na fila da casa de banho e aquecer 10 minutos. Só alegrias.

Muita gente presente nesta prova o que demonstra bem que este tipo de iniciativas são sempre bem vindas. Partida dada e depois de uns zig zags consegui impor o ritmo que queria para o meu treino (menos de 3:30/km). Mesmo após estabilizar o meu ritmo, continuava a ter muita gente à minha frente. Sem dúvida cerca de 20-30 atletas. Estava animada a prova!

Senti-me bem nos primeiros quilómetros. Mantive o ritmo que queria (também ainda não dava para muito mais...) e fui ultrapassando muitos atletas. Passei por muita cara conhecida e tentei que viessem comigo. Não queria correr sozinho e se pudesse ajudar alguém a não quebrar ainda melhor. Mas para variar segui sozinho.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Após a viragem desci em 2/3 segundos a média a que seguia mas nada de preocupante. Antes da passagem pela Praça do Comércio ao 6º quilómetro consegui alcançar a 5ª posição da geral. Os problemas vieram depois. Para além de só ter almoçado perto das 14h (duas horas antes da prova), eu já tinha começado a prova com sede e estava bastante calor. A fadiga, a barriga "cheia" e a sede começaram a dar os seus frutos. A água apareceu perto dos 6.5km. Numa prova com 8.5km. Não gosto de criticar provas gratuitas, mas tendo em conta quem estava por de trás da organização, isto é apenas incompreensível.

Fonte: Running & Medals
Ora a quebra foi normal. De 3:30/km passei para cima de 3:40/km. À entrada do último quilómetro consegui aumentar um pouco mais o ritmo mas não o suficiente para o último atleta que tinha ultrapassado anteriormente me passasse facilmente. Claro que eu o ainda incentivei. Que a minha falta de força o encorajasse a ele a alcançar um resultado melhor.

Passei a meta em 6º da geral e 1º do escalão sénior. Para um treino foi um bom brinde. E nem pensem que fiquei chateado com a quebra. Durante uns minutos ainda pensei no assunto mas ultrapassei logo. Estive muitos meses parado, já não sabia o que era sofrer durante tanto tempo seguido e todos os meus erros antes do início da prova reflectiram-se no meu desempenho.

Fonte: RUN 4 FFWPU

Fonte: RUN 4 FFWPU
Agora é continuar a trabalhar que isto ainda só vai no início. Siga!

Resutados: Corrida #BEACTIVE

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Global Energy Bimbo 2017

Nos últimos meses tem sido um autêntico conjunto de experiências do outro lado da organização de provas de atletismo. Mas sobre isso, talvez faça um artigo daqui a uns tempos. A minha última experiência foi na Global Energy Bimbo 2017, como pacer/balão/marcador de ritmo (o que lhe quiserem chamar) dos 4:00/km.

Foi um convite com pouco tempo de antecedência e que aceitei praticamente com prontidão. Gosto de experiências novas! Podem dizer que fazer de pacer é só correr uma determinada distância a um certo ritmo mas acho que é bem mais do que isso.

Acompanhado pelo meu amigo e colega de equipa Rui Martins, chegámos cedo à zona da prova. Fizemos 5 quilómetros a um bom ritmo antes de me encontrar com quem me ia dar a bandeira de pacer. Quando me passaram aquilo para a mão percebi que ia ser uma experiência engraçada. O cabo da bandeira estava preso ao colete uma forma arcaica e bastava algum movimento para a bandeira me bater na cara ou na cara de quem tivesse ao meu lado. Havia de correr tudo bem.

Em cima da hora fui para a partida. Um minuto de silêncio pela catástrofe no México e é dado o tiro de partida. Acelero um pouco para ultrapassar a confusão inicial mas rapidamente encontro o ritmo desejado. Primeiro quilómetro a 4:00/km. Impecável! Por esta altura seguia comigo um grupo com muitos atletas. Comecei a brincar com eles, a dizer-lhes para ter cuidado com a bandeira para que não batesse na cabeça de ninguém. Em resposta apenas ouvi a respiração acelerada dos atletas. Não devo ter muito jeito para animar a malta.

Por falar em animar a malta, de realçar que durante o percurso todo apenas três pessoas (juntas) estavam a ver a prova e a bater palmas. Três. Não é preciso dizer mais nada.

Os quilómetros foram passando e o ritmo manteve-se dentro do esperado. O grupo foi diminuindo e fui dando cada vez mais palavras de incentivo, sempre na companhia do Rui. Na viragem aos 5km foi quando grupo partiu completamente e o nosso grupo já contava pelos dedos de uma mão. Íamos ultrapassando (e ficando com) alguns atletas que seguiam à nossa frente mas também íamos perdendo alguns pelo caminho. Um deles chegou-me a dizer: "vais pôr isto no blog não vais?"

Apenas já comigo, com o Rui e outro atleta, estávamos no 8º km e eu disse-lhe que íamos manter o ritmo suposto e no último quilómetro apertávamos mais. O atleta disse-me que não conseguia mais que aquilo. Pois claro que no último quilómetro conseguiu andar bem abaixo dos 4:00/km e ainda acabou à minha frente!

Fonte: Xistarca
Tenho que agradecer ao Carlos Lopes pelo convite! Foi uma excelente experiência e fica uma sensação de dever cumprido ao ter atletas no final a virem ter comigo e agradecerem-me os quilómetros que seguimos juntos. Sinceramente é uma experiência a repetir. Mas numa prova com ainda mais atletas! Talvez um dia.


Resultados: Global Energy Bimbo 2017

 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

As coisas parvas que faço num final de um treino

Sim este é um daqueles post a lembrar os épicos posts do Quarenta e Dois (Filipe Torres) mas sem um décimo da piada.

Tenho me apercebido que sou completamente alucinado quando estou prestes a acabar um treino. Se não tiver nada no mostrador do relógio que esteja a fazer pandã arranjo sempre maneira de inventar alguma coisa.  

Então vamos lá a isto. Isto são as coisas que eu faço no final do treino (e outras que já ouvi falar...):
  • Número redondo de quilómetros (por exemplo, 15.0 km)
  • Alternativa ao ponto anterior: por exemplo, 15.5km
  • Número redondo de metros da elevação -> para aquelas pessoas que fazem aquela coisa do trail ehehe
  • Segundos iguais aos minutos feitos
  • Se for mais de uma hora, fazer com que os segundos sejam iguais aos quilómetros feitos
  • Metros iguais aos quilómetros (por exemplo 15.15 km)
  • Jackpot: metros iguais aos quilómetros e ainda iguais aos segundos! Já estou a assumir que isto tudo igual aos minutos é impossível.
  • Ficar chateado por não conseguir nada disto mesmo que o treino tenha corrido bem! 
E vocês fazem alguma diferente destas? Tenho que começar a inventar novas formas de manter a minha sanidade mental no final do treino.

Mas perfeito, perfeito era ter uma destas no final de cada treino:

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O meu arranque de época...

Com a falta de provas a escrita aqui no meu cantinho tem diminuído. Mas a verdade é que também não ando propriamente com a maior motivação. Vamos por partes...

Como sabem ainda estou em processo de recuperação de uma tendinite do adutor. Estive um mês parado em Junho, em Julho andei em tratamentos e comecei a fazer treinos curtos e lentos com ordem do fisioterapeuta, e em Agosto ainda fiz tratamentos até meio do mês e voltei ao plano de treinos mas apenas com corrida contínua e sem grandes aventuras.

Este mês como muito gente tem visto, voltei a treinar normalmente com tudo a que tenho direito: treinos moderados, séries, tempo runs... o normal! O meu maior problema está relacionado com o facto de continuar por vezes a sentir demasiado a zona da lesão. As sensações vão diferindo: desde a zona a ficar dorida a seguir ao treino, começar a doer-me por causa de estar tenso quando passo demasiado tempo sentado, ou mesmo sentir uma impressão/tensão durante o treino inteiro. Penso que até agora ainda não voltei a ter inflamação mas o medo é mais forte...

Com isto tudo não quer dizer que a maior parte dos sintomas não estejam apenas na minha cabeça. Mas tomei a decisão de neste mês de Setembro não participar em nenhuma prova. E acreditem que com o aumentar da exigência do treino a vontade de ir a uma prova tem aumentado...


Ainda existem alguns quilinhos para perder e ganhar o juízo à mesa que perdi durante os últimos meses. Continuo a insistir no trabalho de casa, fazendo diversos exercícios de força nos dias em que não corro. E claro as massagens desportivas não podiam faltar, sendo essenciais para a minha recuperação.

Este ano vou apostar numa Taça de uma localidade. As provas são gratuitas, tipicamente bem organizadas e muitas vezes com grande competição. A verdade é que estou cansado do ambiente das provas comerciais mas claro que não as deixarei completamente de parte. A taça que provavelmente apostarei será na Troféu Corrida das Coletividades de Loures, na qual já participei em algumas provas da edição anterior. Maratona? Não, ainda não será esta época... em 2019 será O ano!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Uma breve análise à minha Oscilação Vertical

Já houve alturas durante a minha (ainda pequena) aventura pelo mundo da corrida em que olhava para tudo o que era gráficos dados pelas plataformas como a Garmin, Strava, Sports Tracker... Mas desde há muito tempo que deixei de olhar para isso, olhando apenas para o ritmo final do treino e para os ritmos dos splits caso seja um treino estruturado/intervalado.

Hoje no entanto olhei para o relógio depois de acabar o treino (uma Tempo Run) e decidi perceber se os valores da minha Oscilação Vertical faziam sentido.


Oscilação vertical define-se movimento vertical do tronco enquanto corremos.
Segundo o gráfico posso verificar que quando estou em ritmos mais lentos, a minha oscilação vertical anda em média nos 8cm. Quando o ritmo sobe, esta desce para os 7cm. Observando outros treinos verifico que quanto mais rápido é o ritmo (por exemplo, treino intervalado) mais tende a descer este valor. Quando o ritmo é mais baixo, maior é a minha oscilação vertical.

Na verdade, olhando para estes dados apenas comprova algo que eu já sabia. A minha (pouca) técnica de corrida é mais correta em ritmos mais altos do que em ritmos mais baixos. A questão é se eu não deveria melhorar este ponto. Eu tenho plena noção que a minha corrida lenta é completamente "deficiente". Será que não deveria tentar melhorar a minha base de corrida? Um situação a rever...

15' Aquecimento (8.3 cm) + 15' Tempo (7.1 cm) + 10' Recuperação (7.7 cm)

15' Aquecimento (8.1 cm) + 20' Tempo (7.0 cm) + 10' Recuperação (8.0 cm)

2x8' (6.8 cm, 7.0 cm)
60' CC (7.7 cm)

Nota: Os dados são recolhidos com o meu Garmin Forerunner 630 + HRM. Mais info aqui.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Análise - Gococo Compression

Vamos a outra análise de meias? Bora lá!

Até há bem pouco tempo a minha experiência resumia-se a meias e perneiras. Por isso fiquei bastante agradado quando a Runsox me deu a oportunidade de experimentar as Gococo Compression que combinam meias e perneiras de compressão.


Antes de tudo quem é a Gococo? Retirado do site da Runsox:

Em 2010, as gémeas Annie e Linnéa Wennergren lançaram a marca GOCOCO. A sua ambição foi a de criar vestuário de contacto com a pele, de máxima qualidade e com um design atraente. As meias GOCOCO tornaram-se rapidamente um enorme sucesso e hoje em dia podem ser encontradas nas pernas de muitos desportistas de renome, amadores e profissionais.
Annie e Linnéa são apaixonadas por desporto e elas sabem pela sua própria experiência, como atletas de Vela da seleção nacional sueca, a importância dos materiais e design quando têm de estar sujeitos a grandes esforços. Daí a funcionalidade ter prioridade em todas o vestuário da GOCOCO, e o tecido Cocona® se ter tornado um pilar fundamental de grande parte da coleção da marca.

Meus amigos, a verdade é que estou rendido! O material, o design, a compressão, a qualidade! A minha experiência com perneiras resumia-se às famosas marcas comerciais Compressport e CEP. Se da Compressport não tenho grandes pontos positivos a destacar, da CEP até gosto de usar. Mas vamos por pontos.

Fonte: Runsox
Quando se sente o material das meias não se consegue perceber de onde vem tanta elasticidade e capacidade para deixar passar a transpiração. São bastantes finas! Devem ser das melhores meias de compressão para usar no verão pois não se sente aquele desconforto que normalmente existe com as perneiras de compressão nos dias mais quentes. E estéticamente acho que são bastante bonitas e sóbrias!

Quanto à compressão é excelente. E muito sinceramente (claro que isto é só a minha opinião) são as melhores meias/perneiras de compressão que já experimentei. E tenho aqui umas quantas em casa. Sente-te bem a compressão nos gémeos, sem ser uma compressão desmedida como acontece com outras marcas. Dão uma estabilidade excelente a correr e nota-se perfeitamente os seus efeitos depois do treino, deixando os gémeos mais leves e não tão inchados e presos como é normal depois de um treino mais puxado.

Fonte: Runsox
Esta análise já vai longa e acho que não há muito mais para dizer. Resta-me agradecer à Runsox por me ter dado a oportunidade de experimentar esta maravilha. Visitem o site (ou loja física), existem várias cores destas meninas e ainda por cima estão em saldos!

Vejam aqui: http://www.runsox.eu/gococo-compression


domingo, 6 de agosto de 2017

Olha o desaparecido...

Último post: 28 de Maio. Acho que nunca tive tanto sem escrever nada aqui no meu cantinho. E verdade seja dita: não tenho tido vontade. 

Há exatamente um ano atrás comecei a sentir dores em zonas das pernas que nunca tinha sentido: os adutores. Sentia essa zona tensa principalmente quando me aproximava do final dos treinos e ainda mais quando fazia retas no final dos treinos. Mas com o passar dos meses as dores passavam e voltavam. Nas sessões de massagens desportiva quando a tensão apertava, pedia para dar uma tareia nessa zona. Em casa fazia o meu trabalho e alongava. A tensão passava durante algumas semanas mas acabava sempre por voltar.

O dia 31 de Maio foi quando eu penso que a coisa deu o estoiro. Fui fazer umas séries curtas para a já famosa "pista" de Odivelas e quando acabei o treino mal consegui voltar a correr com as dores na perna direita, na zona da virilha e adutores. Mas mesmo assim treinei do dia a seguir. E passado três dias, apesar de ter dúvidas que conseguia voltar a correr, fiz mais um treino de séries. Andei assim até dia 7 de Junho. Amanhã faz dois meses que comecei esta luta na minha recuperação.

Já começo a ganhar algum juízo e decidi parar completamente (mas devia ter parado bem antes...). Comecei a fazer tratamentos regulares com o Paulo Monteiro a quem eu tenho que agradecer por todas as horas que perdeu comigo. Foste incansável. Passado umas semanas sem melhoras, marquei uma consulta para o GFD e desde ai que tenho feito tratamentos regulares. 

O primeiro diagnóstico foi uma tendinite num dos adutores (não me perguntem em qual eheh). Sempre me transmitiram que iria ser uma lesão muito complicada de tratar. Após muito sofrer na marquesa e trabalho em casa, a inflamação desapareceu. Mas a zona continuou sempre dorida. Percebeu-se também que tinha um espessamento fora do normal na zona dos glúteos e que pode estar a afetar bastante os adutores, tal como a minha má mobilidade da anca. 

Fonte: Mary Morishita
Entretanto voltei a correr um mês depois de ter parado (ordens do senhor Ernesto Ferreira). Voltei no dia da Légua Noturna de Odivelas. Posso dizer que foi horrível. Ver aquelas pessoas todas a correr livremente e eu sem poder acelerar e estar a correr com dores, foi uma experiência que psicologicamente me deixou em baixo. Mas a culpa foi minha.

Desde ai já passei por diversas fases, fazer treinos praticamente sem dores, treinos e/ou pós treinos com dores e atualmente nem sei bem em que ponto é que estou. Tenho vindo a aumentar o ritmo dos treinos e as dores têm permanecido. Será psicológico? Sinceramente já nem sei... Tenho que agradecer ao meu companheiro de treinos Rui Martins que em Setembro vai enfrentar o Ironman 70.3 em Cascais!

Já eu neste momento não tenho objetivos. Tenho pensado muito pouco na época que se aproxima. Só quero que esta saga termine.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

11ª Corrida ao Farol

Cerca de 34 horas depois, alinhei em mais uma linha de partida. Mas se esta estava programada já com bastante tempo de antecedência, a anterior não esteve. E a verdade é que a brincadeira fez mossa.

Bem cedo parti em direção à Burinhosa, com o carro cheio, levando a família toda para uma bela manhã de desporto e convívio. Convencido que a prova principal começava às 10h, até chegamos um pouco mais cedo que o meu habitual. Mas foi bom, deu para a parvoíce do costume, equipar com calma e ainda aparvalhar mais num bom aquecimento.

Antes da prova já estava a sentir que não estava nas melhores condições. Sabia como me tinha sentido na sexta, solto e fresquinho, e naquela hora na linha de partida, nem se comparava às sensações que o meu corpo me estava a transmitir.

Sabendo disto, apostei num início rápido mas controlado. Esta prova tem uma meta volante aos 1900m com prémio monetário. Portanto nas primeiras centenas de metros estive sempre bastante atrás dos atletas da frente tal era o ritmo da disputa pela meta volante. Como vinha cá atrás, pude assistir a alguns atletas que com o passar do tempo iam encostando. Quando digo encostar, vi mesmo alguns a parar! Estragar uma prova por causa de uma meta volante que obviamente ficou entregue ao primeiro classificado… enfim.

Fonte: Carlos Cunha
Depois desta fase a prova entrou num ritmo mais controlado. Ultrapassei dois atletas que tal como eu não se envolveram em loucuras. Apesar de não me sentir tão solto como na sexta/sábado, estava a sentir-me bem e estava a fazer um ritmo interessante nesta fase inicial da prova. O psicológico não estava muito forte pois com a tal meta volante estava bastante distante dos primeiros lugares.

Concentrei-me no atleta que seguia à minha frente e passado uns minutos estava a ultrapassá-lo. E aqui começa o que seria o resto da minha prova. Via ao longe os atletas que seguiam na 2° e 3° posição mas com o passar dos quilómetros, num sobe e desce não muito duro mas desgastante, não via a distância a encurtar.

Segui no meu ritmo, passando numa estrada irregular com o asfalto em péssimas condições, o que para um forreta como eu que anda à 1000km com os mesmos ténis de competição foi complicado pois sentia qualquer pedra e buraco, o que condicionava a passada. Desculpas à parte, ao 8º km entrámos na Estrada de São Pedro que mais à frente nos levava a entrar novamente no Pinhal de Leiria. Passei aos 10km com 34:17/km, um tempo agradável para uma prova com quase 15km. Mas foi a partir daqui que tudo mudou.

A partir dos 11km a prova começa a descer. Um decline negativo agradável que deveria permitir um bom ritmo. O problema foi que o meu corpo rejeitou completamente esta ideia. Eu tentava puxar, tentava forçar e via o relógio teimosamente sempre acima dos 3:30/km. Psicologicamente deixei-me ir abaixo e percebi que assim era impossível sonhar com o 3º lugar. 

Aos 13km enfrentamos a parte mais dura da prova, uma subida com um declive positivo bastante agreste. Antes de sequer entrar na mesma, já estava a ver o Pedro Januário (atleta que seguia no 3º lugar) no fim da subida. Mesmo, sabendo era impossível chegar até ele, continuei a forçar. Não fazia sentido baixar o ritmo, com o Farol ali a 1 km de distância.

Estamos sempre a aprender. Já tinha feito provas no sábado e no domingo, e pensava que desta vez também não iria haver problema. Mas fez mossa. Uma prova à meia noite de sábado, treino sábado à tarde e prova no domingo, o corpo acabou por acusar algum cansaço. Só assim posso explicar o facto de ter feito uns ótimos 10kms (que poderiam ser melhores caso não fosse sempre sozinho) e depois com declive negativo tivesse deixado simplesmente de conseguir ter um ritmo forte.

Cortei a meta com 50m22s, 12 segundos pior que em 2015. A classificação também foi quase igual, com um igual 4º lugar na geral e em 1º do escalão sénior (em 2015 fui 2º). O Vale Grande conseguiu um excelente 2º lugar por equipas e um belo conjunto de pódios individuais! Para o ano temos de atacar o 1º lugar!



Todos os pensamentos negativos foram dissipados com mais um excelente almoço e convívio. A Burinhosa é perita em receber e em fazer com que os atletas lá voltem. Se tudo correr bem, lá estaremos para a 12ª edição!