terça-feira, 31 de julho de 2018

Grande Prémio do Vale Grande - As inscrições estão abertas!


O ano passado a Associação Vale Grande arriscou e apostou numa prova diferente, uma prova de 20km por estafetas. Não tivemos uma prova com centenas de atletas mas os que tiverem presentes disseram muita coisa boa! Depois de uma análise à prova, percebermos que o melhor era apostar numa prova de 10km, que promovesse o bairro do Vale Grande e que continuasse a ser atrativo tanto a nível competitivo, como a nível de atletas pelotão.


Tenho então o prazer de anunciar que estão abertas as incrições para o Grande Prémio do Vale Grande! Irá realiza-se no dia 5 de Outubro, sexta-feira e que calha num feriado! Para nos precavermos do calor, iremos começar a prova às 09h30m.

Iremos contar com alguns apoios que nos permitiram realizar algumas surpresas. Iremos ter troféus para todos os escalões, troféus a nível coletivo e prémios monetários para os primeiros da geral de ambos os sexos. Queremos que esta prova seja para todo o tipo de atletas mas queremos que seja uma prova competitiva, algo que não existe na cidade de Odivelas. Mas aguardem por mais surpresas!

Contamos ainda com grandes atletas como padrinhos da prova: o invencível Miguel Carneiro e a grande Naide Gomes! Convidaram-me a mim mas eu disse que tinha de dar a hipótese a outros... estou a brincar!

Infelizmente o percurso ainda não pode ser oficializado mas o mesmo já está feito e será divulgado nas próximas semanas! Mas esperem por algo bastante desafiante! Não existem estradas planas em Odivelas!

Acompanhem-nos na página de Facebook e estejam atentos às novidades que vão surgindo!
  • Facebook: https://www.facebook.com/gpavg/
  • Inscrições (WeRun): https://werun.pt/eventos/grande-premio-vale-grande/
Já te inscreveste? Não? O que é que estás à espera? Inscreve-te já!

terça-feira, 24 de julho de 2018

2ª Corrida das Festas de Loures

Então não estavas de férias? Sim foram duas semanas praticamente sem correr. Então estás em pré-época? Sim estou. Então e já estás a fazer provas? Nim. Também conhecido por sim e não. E que catano isso significa? Olha, significa a mesma merda de sempre e que é comum a todos nós. Fui a uma prova apenas para treinar (era a última prova do Troféu das Coletivivades de Loures) e acabei por ativar o meu chip competitivo. Típico não é?

Como tem acontecido desde que a equipa do Vale Grande foi criada, temos tentado escolher uma prova para fechar a época e fazer um convívio com todos os atletas e familiares. Este ano a prova escolhida foi a Corrida das Festas de Loures, que mais uma vez era por caminhos que já percorri umas poucas de dezenas de vezes.

Surpreendeu-me a quantidade de atletas presentes numa prova quase a roçar o final de Julho. Mais de 600 atletas, incluindo um bom número de atletas com outro andamento a dizerem presente. Eu para este dia tinha na agenda fazer o meu primeiro treino mais puxadinho da época: uns simples 40 minutos a um ritmo moderado. Uma coisa que em qualquer outra altura seria apenas mais um treino básico, mas após duas semanas parado e uma semana apenas com três treinos de 30 minutos, este treino até tinha tudo para doer um pouco. Acabou por doer muito.

Depois de um aquecimento tranquilo, fui andando para a partida, ficando bastante mal posicionado. Como o meu objetivo não era grande coisa, não me preocupei minimamente. O sinal de partida foi dado e quando dei por mim tinha um grande número de atletas à minha frente. Comecei num ritmo alto para o meu estado físico mas rapidamente ainda aumentou mais. Fui analisando os atletas que seguiam comigo e percebi que das duas uma: ou deixava-me ficar para trás e fazia o que era suposto, ou armava-me em parvo e começava a puxar para ajudar a minha equipa. Obviamente que me armei em parvo.

Os primeiros quilómetros foram dolorosos. Muito sobe e desce, e muita falta de pulmão para aguentar o ritmo que os atletas que me rodeavam estavam a impor. A certa altura vi o meu colega Kikas no horizonte e comecei a fazer contas: tendo em conta os atletas que me rodeavam, os atletas que estava à frente e os que estavam mais atrás mas muito perto de nós, a nossa classificação coletiva final ficava bastante ameaçada. Foi então altura de entrar em modo sofrimento máximo e deixar de ir simplesmente com aquele grupo de atletas e começar a puxar por aquele grupo e perceber quem vinha e quem ficava. Um/dois vieram, os outros ficaram. Missão cumprida.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Mesmo assim foi com muito gosto que vi o Diogo Garcia, atleta da minha zona e que passo por ele em muitos treinos, a acompanhar-me (e nos últimos quilómetros a arrasar-me!) e a seguir comigo num excelente ritmo! Pelos 6km foi quando apanhei o Kikas e segui algum tempo com ele. Segui para a frente dele mas seguíamos sempre relativamente próximos.

Entrámos nos últimos quilómetros da prova e as pernas começaram a pesar. A pulsação essa nem se fala. Não costumo levar banda cardíaca em provas, mas como neste dia o objetivo era diferente levei e assustei-me com os valores: 186bpm de média com um pico máximo de 202bpm. Nem sabia que podia ter picos tão altos pois a fórmula mais simples diz-nos que 220bpm-idade (28 anos) deveria dar-me um máximo de 192bpm.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Pormenores à parte, os últimos quilómetros foram de puro sofrimento e de alguma estranheza. Eu não tenho no relógio a indicar-me em que quilómetro vou mas estava com a sensação que a prova se estava a prolongar demais. No último retorno dei aquilo que ainda tinha, que já era muito pouco, mas ainda deu para aguentar a posição que tinha e apanhar o grande Luís Brito nas últimas centenas de metros, tendo conseguido passá-lo praticamente nos últimos 100 metros apenas.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Ao cruzar a meta, olho para o relógio da organização e percebo que algo não está bem pois estava a ver um tempo de mais de 38 minutos. O meu único pensamento foi "porra afinal estou mesmo mal!!". Depois consultei o meu relógio e vejo os quilómetros: 10.9km. E tudo fez sentido. A prova era suposto ter 10km... mas pronto, mais vale a mais que a menos.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Acabar/começar a época (nem sei bem o que isto foi eheheh) com um 10° lugar na geral foi um bom resultado. Mas o meu principal objetivo foi ajudar a minha equipa e o esforço foi recompensado com um excelente 2° lugar coletivo apenas a escassos 3 pontos do Vitória de Setúbal!

Fonte: RUN 4 FFWPU
Depois desta pequena "loucura", vou continuar a treinar com calma, sem grandes aventuras. A única coisa que me interessa esta época ainda está a muitos meses de distância... mas lá chegaremos!

Equipa fantástica!

Resultados: 2ª Corrida das Festas de Loures

terça-feira, 3 de julho de 2018

39ª Corrida das Fogueiras

Sim eu sei, já prometi este artigo no domingo e só agora estou a publicá-lo. Já disse que entrei de férias da corrida? Por isso deixou de me apetecer escrever aqui e esquecer a corrida por completo. Ou então estou a dizer só asneiras. Como esquecer a corrida? Aliás, estou tão de férias que ainda hoje de manhã fui ao treino do Centro de Marcha e Corrida de Odivelas. Bem vamos lá à Corrida das Fogueiras.

Tal como aconteceu no ano passado, consegui juntar a minha claque privada toda e seguimos de carro cheio para Peniche. Este ano devido ao trabalho da minha mãe e da minha mais que tudo, saímos mais tarde, chegando apenas depois das 20h a Peniche. Com os dorsais já levantados pela minha equipa, foi tempo de nos encontrarmos para distribuição dos dorsais que faltavam. A tarefa foi algo complicada por causa do jogo da seleção e também não ajudou o facto de eu estar a stressar porque estava convencido que a prova começava às 21:15 pois era o que estava no site da Xistarca.

Já equipado, fui aquecer sozinho e com "fogo no cu". Curiosamente foi no aquecimento que fiquei a perceber que me sentia bastante bem a nível físico. E porque faço questão de referir isto? Voltando ao dia anterior, tinha no menu um treino de 40 minutos moderado. Nos primeiros minutos desse treino percebi logo que estava completamente derrotado e que me sentia sem força e pesado. O meu pensamento imediato foi que tudo estava encaminhado para fechar a época com uma péssima prova. Mas às vezes o nosso corpo brinca connosco.

A poucos minutos do que eu pensava ser o início da prova, fui para a zona da partida. Foi então que ouvi o speaker a dizer que ainda faltavam mais de 15 minutos para o início da prova... urso. Fui continuando a aquecer, fazendo várias paragens para falar com o pessoal que ia encontrando na zona da partida. Quase 10 minutos antes da partida fui para o meu bloco e percebi que tinha sido uma boa decisão pois em 2 minutos o bloco encheu por completo. A partida estava iminente, sabia que esta era a minha última prova da época e por isso iria dar tudo o que podia.

A partida foi rápida mas estável. Um bom grupo de atletas instalou-se na frente e eu segui no encalço deles. Consegui colar-me ao grupo e durante os primeiros 3 quilómetros consegui acompanhá-los. Depois aconteceu o esperado e lentamente comecei a ficar para trás, ficando completamente isolado. Este facto iria manter-se durante grande parte da prova.

Lá estou eu sozinho e abandonado...
Dado o fantástico/incrível/suberbo público de Peniche, na verdade, nunca me senti sozinho. Aliás só tinha razões para me sentir motivado, pois cada vez que passava por pessoas as palmas e palavras de força eram só para mim! Isto até me afetou entre o quilómetro 4 e 5 (quando passamos na marina perto da meta) uma zona cheia de público estava a bater palmas e eu ainda comecei a incentivá-los, puxando por eles e pedindo mais barulho. Claro que eles responderam em alto e bom som, o que só me deu energia para as primeiras subidas da prova.

Com as subidas o ritmo também desceu naturalmente mas nunca parei de forçar o andamento. Sabia que não podia desistir mesmo seguindo sozinho. Na zona das fogueiras, o vento não ajudava e o pior ainda estava para vir. De mansinho começou a cair alguma chuva miudinha o que por um lado serviu para arrefecer o corpo (mesmo com temperaturas "baixas" estava a transpirar bastante, coisa que não é normal) mas por outro tornou o chão bastante escorregadio, começando a sentir os pés a não agarrarem totalmente ao asfalto.

Por esta altura começo a ver um atleta no meu campo de visão e percebo que em algumas centenas de metros o poderia alcançar. Dito e feito. Ele não se deixou esmorecer e seguiu comigo. Juntos enfrentámos as piores partes da prova, aquelas últimas boas subidas, com chuva e vento contra a atirar para o forte.

Foi por volta do 11º quilómetro que começou a parte desagradável desta prova e que me conseguiu deixar chateado. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa calma e até me esforço para não me meter em confusões. Às vezes reclamo das coisas mas tento controlar-me ao máximo e tento "passar ao lado" de certas situações. Se há coisa que eu faço durante a prova, é tentar ser cuidadoso e tentar agir de forma que não prejudique ninguém. Por exemplo, se há coisa que eu não gosto é de nas curvas apertadas fechar o espaço aos atletas que vão atrás de mim para minimizar o risco de quedas.

Ora bem, esta prova não foi diferente. Com o chão bastante escorregadio e seguindo um atleta atrás de mim, estava a ser bastante cuidadoso na minha abordagem às curvas e algumas parte do piso mais acidentado. A certa altura o atleta passa para a minha frente e numa rotunda bastante apertada, ele fecha-me completamente o caminho. Nessa altura fiquei a pensar "pronto ok, está com medo que o ultrapasse por dentro, tranquilo..." mas também fiquei a pensar que foi a primeira vez que tal me sucedeu. Sim, até hoje nunca ninguém me tinha fechado o caminho como ele fez.

Tornei a passar para a frente dele e foi quando a festa começou. Ele ia como se diz na gíria "à mama" aproveitando o facto de eu ir na frente e estar a cortar o vento. Toca-me uma vez no pé. Toca-me uma segunda vez no pé. E torna a repetir a brincadeira mais umas duas/três vezes. Se ele fez de propósito? Acredito que não. Mas na situação dele, para mim bastava acontecer-me uma vez. Passava imediatamente para o lado e deixava de andar "à mama". Um toque destes é o suficiente para causar uma bruta queda, isto tendo em conta a velocidade a que nós seguíamos. Mas a festa não tinha acabado.

A menos de 2 quilómetros do final, ele adicionou a cereja no topo do bolo. Ele seguia ligeiramente atrás de mim, fazemos uma curva apertada à direita e que tinha um bom passeio. Que é que ele faz? Toca de cortar a curva toda seguindo por cima do passeio, acabando a curva ao meu lado. Isso já não tolero. Saiu-me logo "foda-se, que é essa merda pá?!". Decidi nesse momento que me ia esfarrapar todo para que ele não acabasse à minha frente.

Seguimos mais algumas centenas de metros juntos mas à entrada para o último quilómetro e correndo o risco de ser muito cedo pois sabia que ainda faltava a boa subida que nos leva para a meta, comecei a atacar com tudo aquilo que ainda tinha. Ele que viesse comigo se conseguisse. E tentou.



Como podem ver pelo vídeo acima e pela foto em baixo já na meta, a distância que nos separou não foi assim tanta. Naqueles últimos 200/300 metros olhei para mais vezes para trás do que na prova toda. Bem, em boa verdade durante o resto da prova não olhei nem uma única vez para trás. E tenho que ser sincero. Senti-me tão chateado com a situação, que nem fiquei na zona de chegada. Em qualquer outra situação, um despique final assim com um atleta, ganhasse ou perdesse esse despique, tinha cumprimentado o atleta com grande desportivismo. Agora nesta situação, desculpem a minha atitude, mas preferi nem encarar o atleta. Não consigo respeitar as coisas que ele fez. 

Fonte: RUN 4 FFWPU
Acabei a prova em 12º da geral e naquele agridoce 6º lugar do escalão, ficando a um lugar de finalmente ter um troféu desta maravilhosa prova. O meu tempo oficial foram uns agradáveis 51m58s, tempo que sei que é possível melhorar mas que está de acordo com o que foi esta época e também com as condições desta prova.

Fonte: RUN 4 FFWPU
Obrigado pela maravilhosa foto!
Para terminar a noite em beleza, foi tempo da bela da sardinhada com aquelas pessoas que me apoiam incondicionalmente nestas minhas maluqueiras da corrida. E agora? Agora quero é sopas e descanso! Bem, sopas talvez não. Se vou ficar de "baixa" duas semanas é para fazer de tudo menos comer sopinha. Desejem-me umas boas férias da corrida!

Resultados: 39ª Corrida das Fogueiras

segunda-feira, 25 de junho de 2018

3ª Corrida Freguesia de Loures / Infantado

A época aproxima-se a passos largos do final. E na verdade já não era tempo. Estão a acontecer demasiadas coisas na minha vida e preciso de algum descanso da parte competitiva da corrida. Para quem leva este desporto a sério, é sempre preciso uma boa paragem para recarregar baterias físicas e mentais.

Mas a verdade é que esta época ainda não acabou e este domingo foi dia de mais uma prova perto de casa e num local habitual de treino. Mesmo assim rumei com tempo para a prova para perceber bem onde era a partida e para fazer um bom aquecimento, algo que é essencial para nestas provas curtas. Comecei o aquecimento sozinho mas rapidamente me juntei ao pessoal que me tem feito companhia neste troféu.

Tempo de ir para a partida e pela primeira vez em muito tempo senti algum nervosismo. A minha péssima partida da semana anterior deixou algumas marcas mas sabia que bastava o sinal de partida para tudo isso se dissipar. A partida foi rápida (tão rápida que até o meu relógio perdeu o sinal) e quando dei por mim estava a tentar a colar-me ao grupo da frente.

Rapidamente consegui perceber que a luta iria ser renhida, principalmente com os veteranos de grande nível que estavam presentes. O atleta Jorge Robalo (que eu não conhecia) à entrada do 2º quilómetro deu um grande esticão e distanciou-se de nós. Por esta altura corríamos na zona dos prédios o que nos conferia alguma vantagem sob o calor abrasador que se fazia sentir (11h da manhã quase no final de Junho?!) mas entrando na zona de lezíria as sombras dissipavam-se completamente.

Nesta fase mesmo a subir ainda haviam pernas para manter o ritmo alto. À entrada para a segunda volta voltámos a colar no Jorge Robalo e apesar do grupo já ser bem mais pequeno, ainda seguíamos na frente cerca de 4/5 atletas. Com o declive do piso favorável o ritmo tornou a subir e quando entrámos novamente na zona da lezíria foi quando a prova se começou a decidir. O Robalo atacou novamente e a frente partiu completamente, seguindo outra atleta atrás dele e eu fui atrás. Na fase crítica da subida senti as pernas a quererem parar mas ainda não tinha chegado a hora.

Entrei nas últimas centenas de metros com o atleta Pedro Gomes "à perna" e na última reta em que cheguei a atingir um pico de 2:30/km, olhei uma, duas, três vezes para trás para ter a certeza que iria conseguir segurar a minha posição.

Como é fácil perceber, passei a meta em 3º da geral e 1º do escalão sénior! O tempo foram uns agradáveis 17m02s, para cerca de 5.2km. Não era um percurso fácil e com o calor que se fazia sentir, considero que não foi um mau resultado. Torno a reforçar a minha posição (e de todos os atletas presentes...): não é admissível porem uma prova destas às 11h da manhã no final de mês de Junho. Tudo esteve impecável na organização mas a hora de partida não pode ser esta.

Ultimamente não tenho fotos em plena prova que miséria...
E agora é uma questão de dias até enfrentar aquela que vai ser a minha última prova da época: a grandiosa Corrida das Fogueiras! Finalmente (oxalá não me aconteça nada...) vou poder enfrentá-la sem estar em recuperação ou lesionado. As sardinhas que me esperem!

Resultados: 3ª Corrida Freguesia de Loures / Infantado (equipas)

sábado, 23 de junho de 2018

Análise Asics Flame Racer

Há muito que prometi uma análise às minhas novas pantufas de competição. Agora que contabilizam mais de 200km, penso que finalmente tenho uma opinião formada sobre as mesmas.

Primeiro que tudo deixo uma pergunta à Asics: de onde vieram estes Flame Racer? A pouca coisa que existe na Internet sobre a Flame Series é esta comunicação de imprensa da Asics. Basicamente, a Flame Series foi uma gama especial lançada pela Asics lançada em Junho de 2016, gama essa direcionada para a competição nos diversos desportos. Gostaram deste bocado de informação inútil? 

Vamos lá esmiuçar um pouco os Flame Racer. Embora não encontre nada que me diga se são ou não o mesmo modelo, para mim os Flame Racer são uns Asics Piranha com uns ligeiros retoques. A cor é o que diferencia esta gama Flame, sendo praticamente azuis com um degradê que transporta o azul para tons de vermelho, laranja e amarelo. Basicamente, foram paixão à primeira vista

Fonte: Asics
A primeira sensação é que são leves. Muito leves. E têm a sola muito fininha mesmo. Baseando-me nos dados dos Asics Piranha, o drop é de 4.5mm e um cerca de 100g de peso. Quando os calcei pela primeira vez, a primeira sensação foi de surpresa. Não é que são bastante confortáveis? Mesmo com a sua sola minúscula, dão um andar bastante confortável e até uma ligeira sensação de amortecimento.

E a correr? Fantásticos. Não há como negar: estes ténis são feitos para correr e para correr rápido! A passada rápida sai naturalmente e não notei qualquer falta de amortecimento. Mas também afirmo o contrário: se for para correr de forma mais lenta, por exemplo 5:00/km - 6:00/km, sente-se e bastante a falta de amortecimento. É penoso fazer o aquecimento nas provas com eles. 


Outro pormenor importante é a respirabilidade. E neste campo também nada a apontar. Na parte da frente os ténis têm uma espécie de uma rede que chega e sobra para nunca sentirmos os nossos pés a assar. No campo da aderência da sola, o desempenho é apenas satisfatório. Não são os piores nem os melhores que já utilizei. 

O ponto negativo a destacar é a durabilidade. Está a acontecer algo que não me passaria pela cabeça: a zona do dedo do pé grande está a ameaçar romper, como podem ver na fotografia em baixo. Eu sei que são ténis de competição mas nunca pensei que isto pudesse acontecer. Pensei que a sola fosse o que tivesse menos duração mas até nesse ponto se está a demonstrar impecável. Veremos o que é que os próximos quilómetros me reservam.


Concluindo, escusado será dizer que estou apaixonado por estes Flame Racer. Não me canso do aspeto deles e as sensações a correr são sempre as melhores. Pelo preço que foram (cerca de 50€) acho não encontrava melhor para competição. Não sei como é que eles evoluirão em relação à durabilidade dos materiais mas espero que se aguentem. Ficaram interessados? Pois, o problema é mesmo encontrá-los à venda. Onde fiz este achado foi na nossa conhecida SportsShoes. A nível nacional acho que será impossível encontrá-los à venda. Infelizmente.

Pontos Positivos
++ Preço
+ Exclusividade
+ Aspeto
+ Amortecimento
+ Peso
+ Conforto
+ Respirabilidade
+ Drop

Pontos "assim-assim"
+- Aderência

Pontos Negativos
- Disponibilidade no mercado nacional e internacional
- Durabilidade






segunda-feira, 18 de junho de 2018

Rampa do Moinho 2018

Ontem tive um abre olhos. Percebi que a reta final desta época vai ser bastante complicada. Estive parado uma semana de férias e isso reflectiu-se na minha forma. A força muscular está lá mas obviamente que o peso não é o mesmo (nem me atrevi a pesar). Para ajudar à festa, resolvi ficar constipado. Outra vez.

E foi assim que ontem me apresentei na Apelação para fazer a famosa Rampa do Moinho. Sinceramente depois de ver que a prova tinha 4.000 metros fiquei a pensar que a não ser que a prova fosse inteiramente a subir, não podia bater o grau de dificuldade, por exemplo, de uma prova na Lousa. E claro que tinha razão. Simplesmente há um mês não me passaria pela cabeça estar neste estado físico.

Quando estava a fazer o aquecimento estava com aquela sensação de músculos presos, sensação própria de quem não está nas melhores condições físicas. Mesmo a nível de estômago não me sentia bem. Sou um bruta montes a comer mas depois coisas simples como Strepsils dão-me volta à barriga. Isto tudo, juntando a garganta toda lixada e toda a expectoração que tinha, percebi que qualquer resultado naquela manhã seria ótimo.

A minha partida foi das piores que me lembro nos últimos tempos. Toda a gente partiu a uma velocidade incrível e eu simplesmente não os consegui acompanhar. Fiquei bastante para trás e só passado umas centenas de metros consegui dar um esticão e ultrapassar alguns atletas. O primeiro quilómetro ainda deu uma média interessante de 3:15/km mas o segundo foi para o descalabro dos 3:29/km. Estes dois primeiros quilómetros foram ligeiramente irregulares mas sem subidas de grande dificuldade e que em qualquer outro dia teria-os enfrentado de outra forma. Mas ontem não era esse dia.


Ao terceiro quilómetro iniciava-se a famosa rampa. Seguia sozinho com um grupo de três atletas no meu campo de visão. Dois veteranos e um sénior, o Tiago Graça, que pela primeira vez seguia à minha frente numa prova do torneio. E acho que foi por esta razão que eu não me deixei vencer pela minha própria respiração ofegante durante este quilómetro que tinha uns incríveis 44 metros de desnível positivo.
Nunca estive remotamente perto de alcançar o grupo que seguia à minha frente. Mesmo no quarto quilómetro, com uns também impressionantes 57 metros de desnível negativo, em que me libertei completamente e por raros momentos o meu corpo travava com medo de cair, nunca consegui aproximar-me realmente deles. Apenas me dei por vencido na curva para a meta em que deixei o corpo abrandar e me dei por vencido.

Passei a meta em 2º do escalão sénior e, sem grande certeza, em 7º da geral. O tempo foi de 13m43s o que revela bem a dificuldade da prova. Os meus parabéns à organização da prova, pelo que vi, esteve impecável e apesar de não haver troféus para os escalões, havia uns medalhões muito bonitos, maiores que muitos troféus de acrílico que tenho lá por casa...


Agora é continuar a treinar pois no próximo domingo temos a Corrida do Infantado, também conhecida por Légua Infantado. Portanto, mais uma prova onde a velocidade irá imperar!

Resultados: Rampa do Moinho 2018 (equipas)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Quando o maior maluco do Vale Grande vai ao Maluco Beleza

Todos sabem que este blog é essencialmente sobre as minhas aventuras no mundo do atletismo. Mas quando tens um amigo e colega de equipa que corre 48 horas em Inglaterra, fica em 2º lugar e ainda vai parar a um dos projetos preferidos como é o Maluco Beleza, não há hipótese de não lhe dar destaque neste meu cantinho da internet.

Vejam e revejam a entrevista do grande Rui Martins ao grande Rui Unas.

sábado, 26 de maio de 2018

5ª Corrida Noturna de Odivelas

Não gosto de correr à noite. Implica uma logística estranha, implica fazer malabarismos com refeições, implica tirar tempo à família e tira-me a sanidade mental. Mas existem provas em que abro a exceção à regra como São Silvestre da Amadora ou a Corrida das Fogueiras. Mas para a minha cidade quebro todas as regras.

Sexta foi então mais uma vez aquele dia louco de sair de casa depois das 22h para ir correr. Tal como o ano passado, fui a pé para a meta ter com o Rui Martins que este ano fazia parte da organização da prova. Depois de muita palheta em que o principal tema de conversa foi a abertura do dia seguinte do Centro de Marcha e Corrida de Odivelas (já se inscreveram?), fui-me equipar e fui a correr para a meta que mais uma vez era ao lado do Strada Outlet.

Fiz um aquecimento quase até ao último minuto e fui para a partida. Com um sinal algo estranho de partida, de repente centenas de atletas começaram a correr para inundarem as ruas de Odivelas. Durante o aquecimento tinha visto o vencedor do ano passado, o Pedro Arsénio. E nesse momento tomei a decisão de ir atrás dele. Sabia que ganhar era impossível mas queria aguentar o máximo que conseguisse ao lado dele. Ora bem, isso durou... 200 metros? Bastou o Pedro aumentar o ritmo para perder largos metros para ele. E para terem noção fiz o primeiro quilómetro a 3:11/km...

Mesmo assim não abrandei e mesmo que quisesse um atleta que seguiu ao meu lado não deixou. Durante dois quilómetros seguimos num excelente ritmo e só quando apanhamos uma ligeira subida mais comprida é que eu forcei o andamento e ele não me conseguiu acompanhar. Acabei assim por ficar isolado e como me mantive fiel à minha ideia de nunca abrandar o ritmo, nunca me preocupei a olhar para trás para perceber a vantagem que tinha para os outros atletas.

Entrando na zona de Olival de Basto começou a festa da falta orientação. Se por um lado tenho que dar os parabéns à PSP de Odivelas que está a evoluir de prova para prova e não detetei (pelo menos à minha passagem) qualquer falha, houve por algumas vezes que tive de perguntar às pessoas que estavam na rua (e a alguns polícias embora não seja a missão deles) por onde seguir. Aliás, tenho praticamente a certeza que na rotunda do Lidl e Pingo Doce da Póvoa de Santo Adrião (junto à BP), muita gente não fez a rotunda por fora. Posso ter perdido alguns segundos mas fiquei de consciência tranquila que fiz a rotunda como mandam as regras. Nem UMA pessoa da organização havia do percurso todo. Juro mesmo que não entendo como é possível organizar uma prova assim.

A partir do 5º quilómetro começou o sofrimento com a cidade de Odivelas a dar a mostrar as suas belas subidas. O ritmo baixou para a casa dos 3:40/km e as pernas começaram a mostrar o desgaste de ter passado os últimos quilómetros num ritmo diferente do meu normal de prova. Só quando fiz a última rotunda a caminho do multiusos de Odivelas é que resolvi olhar para trás. Mas como às vezes devo muito à inteligência, fui olhar num momento em que não tinha qualquer luz artificial e portanto mesmo que tivesse algum atleta a poucos metros de mim, praticamente não o conseguiria ver.

Mas acabei por entrar na pista completamente isolado e cruzando a meta em 2º lugar da geral, orgulhoso por o fazer na minha cidade e por tendo honrado um clube da terra. Tenho que agradecer novamente todo o apoio que recebi de outros atletas. O vosso apoio e carinho é essencial para me dar força!


E agora? Agora vem um período de calma... tanta calma que vou parar uma semana para ir de férias! Mas depois quando voltar vão ser 4 semanas loucas com 3 provas, duas do Troféu de Loures e no dia 30 de Junho, se tudo correr bem, finalmente irei acabar a época em beleza com a Corrida das Fogueiras em Peniche. Mal posso esperar para voltar a correr com aquele público fantástico!